Ai se a moda pega

Apito Dourado: Estado condenado a indemnizar Pinto da Costa por detenção ilegal

Pronto, cá temos a tendência Outono/Inverno de 2008. Agora todo e mais algum se mete a processar o estado por danos sofridos na sua imagem.
E por estranhas voltas do destino, ganha.
Ainda vamos ver a Fátima Felgueiras a pedir dinheiro por ter visto a sua imagem prejudicada.

No que me diz respeito vou tentar aproveitar as mãos rotas do Estado
Estou já a pensar uma estratégia.

  1. Oriento desde já um dos meus filhos para tirar o curso de Direito
  2. Chego a famoso com uma imagem a defender
  3. Faço algo muito duvidoso e faço os possíveis por esconder
  4. Espero que alguém se lembre de investigar e descubra
  5. Piro-me quando for notificado, e apareço depois. Digo que já estava mesmo a ir e tal...
  6. Anoto toda e qualquer palavra azeda que me for dirigida, qualquer atitude ou acção que atente contra o meu bom nome
  7. Processo o Estado
  8. Recebo a massa
  9. Divido com o meu filho
No ponto 9. é que está o truque. Assim o dinheiro fica na família eh eh eh

Será que o José Castelo Branco alguma vez chegou a processar o Clube T por tê-lo barrado à entrada duma festa para a qual não tinha sido convidado? Talvez fosse altura de ele .... errr.... ela ... coiso.... pensar em arranjar um advogado para tratar do assunto.

Alberto Costa recebe o Nóbel da Matemática pelas suas descobertas na àrea da estatística

Alberto Costa: novo regime de prisão preventiva não afectou criminalidade violenta

Eu não chego a perceber se de repente só os imbecis é que conseguem chegar a políticos ou se os políticos são indivíduos outrora espertos e inteligentes, que ficaram contaminados por alguma coisa que existe nos edifícios governamentais.
Ou se calhar o que não quero perceber é que eles são espertos e inteligentes e acham que os estúpidos somos nós. Se assim for até têm uma certa razão, porque por mais descabido e desvairado que seja o seu comportamento e as suas ideias, irá sempre ter defensores (sim eles estão no meio de nós) até à morte.

As coisas que esta criatura diz são de fazer pasmar o mais habituado a lidar com o insólito. Depois da vaga de libertações de presos condenados, quer por redução de pena quer pela sua substituição pelo uso de pulseira electrónica, esta criatura quer fazer-nos acreditar que toda essa gente já estava regenerada e saiu cá para fora integrando-se na sociedade sem qualquer percalço arranjando empregos dignos para si e para as suas famílias. Num país que vive dos maiores índices de desemprego desde há umas boas décadas?

Temos o detalhe da criminalidade "violenta". Ou seja, este senhor classifica como criminalidade violenta todos os crimes ainda abrangidos pelo regime de prisão preventiva (pena máxima superior a 5 anos). Assim de facto não há nenhuma alteração ao regime de prisão preventiva.
Aí é que está o catch.

Nada do que ele diz pode ser comprovado, mas também não pode ser desmentido.
Este tipo de intervenção destinada apenas a salvar a face (a sua e do governo) é duma desonestidade intelectual sem paralelo. É uma mistificação.
Tal como o foi a reforma da acção executiva de Celeste Cardona e António Costa, ou os retoques dados à mesma depois disso.
Claro que se a ideia era descongestionar os tribunais a coisa até correu bem. Agora congestionam os solicitadores. Mas a verdade é que as pessoas que queriam ver as suas dívidas pagas ficaram na mesma a chuchar no dedo.
E não percebendo onde está a responsabilidade dos atrasos culpa-se quem? A magistratura e a justiça de uma forma geral. Et voilá.

Assim temos um ministro da Justiça que depois ao ver a justiça debaixo dos holofotes aponta para quem? Para quem o povinho que ver crucificado. Os que têm poder de decidir.

Parece coisa de putos. "Não fui eu, foi ele Sra. Professora..."
Um dia gostaria de ver a politica praticada por homens e não por eunucos.

Y porque no te callas?

Menezes acusa Marcelo Rebelo de Sousa de ter abandonado o partido

Luis Filipe Menezes é como o maldito macaco das máquinas em que se punha uma moedinha e dava umas bolas de plástico com um brinde dentro.
Nunca percebi bem o que dizia o macaco, já que era num Espanhol roufenho e ininteligível.
Mas de vez em quando o que ele dizia parecia-se com : "Hola, como the llamas? Soy um mono indecente"

Pois claro que era um macaco indecente. Nem uma tanguinha tinha e passava o tempo todo a aliciar criancinhas.
A verdade é que entre o macaco e o LFM, prefiro o macaco. E preferência prende-se com o facto de ser apenas necessário desligar a máquina da corrente para calar o macaco.
Com o LFM não temos esse último recurso.

Depois de bater com a porta e invocando uma superioridade moral por nunca ter boicotado o trabalho dos adversários, entra agora por essa mesma via, diariamente e claro está, com a cobertura jornalística que tanto convém ao partido do Governo.

Não há nada pior do que um ressaibiado que não quer deixar nada de pé para os outros desfrutarem. Se pelo meio ajuda a destruir o partido que dizia ser uma alternativa de poder, pouco lhe importa. A vingança do LFM não olha a meios.

O país tinha tanto a ganhar se fulanos assim se calassem de vez.

É nisto que somos bons


Ontem, domingo, vinha de regresso a casa depois de uma sessão de compras de material para Educação Visual na Fernandes do Colombo, quando ouço um spot acerca da nossa equipa de Paralímpicos e do qual só me ficou a ultima frase.

É nisto que somos bons

Enquanto estacionava o carro, pensava na frase e como acontece tantas vezes, a repetição só acentuava o ridículo por detrás de um spot assim.
Finalmente disse para a minha mulher - "É nisto que somos bons? O que raio tinha na cabeça o tipo que fez o slogan?"
Ela disse-me que tinha ficado algo chocada ao ver a frase num outdoor e que eu não era o único chocado com aquilo.

Eu ainda posso conceber que um qualquer publicitário mentecapto se saia com um slogan assim, mas esperava que a cadeia de aprovação duma coisa destas barrasse tal estupidez a meio caminho.
Mas não. Vai até ao fim. Tal como o Allgarve (um estrondoso sucesso) ou como outros disparates que temos visto ao longo do tempo.
É como se o filtro que apanhava estas porcarias tivesse sido tirado e agora passa tudo.

É preciso ser bastante insensível e até meio parvo (pronto, completamente parvo...) para se sair com um slogan assim.

É como se alguém dissesse - "Pronto, somos uma treta nos atletas normais, no futebol e em tudo o resto. É nisto que somos bons".
Ou seja é como se tivéssemos descoberto a nossa vocação. Ser bons na deficiência.

Inacreditável que isto se passe num país em que o seu Governo num afã de poupar dinheiro (poupar para quem?) retira milhões em ajudas na Educação Especial. Que desate a misturar crianças com necessidades educativas especiais com outras sem problemas, automaticamente excluindo-as. Um país que faz os portadores de deficiência perder benefícios fiscais, que sobrecarrega os pais de crianças deficientes pela sua inqualificável actuação.

Como é possível que depois de tudo isto, se venha para a rua com um slogan a raiar o ofensivo, como se fosse este o nosso destino?
Somos bons naquilo que mais descuidamos, obviamente e apenas porque essas pessoas são muito menos deficientes do que os incompetentes que nos regem.

Como ninguém, souberam como ultrapassar as dificuldades ao contrário de muitos que há 30 e tal anos são completamente incapazes de ultrapassar as dificuldades deste país condenado a ser um país de 3ª categoria.

Um bem haja para eles, e por favor alguém pregue uma chapada no cretino que inventou tal slogan.

O dinheiro dos meus impostos

É mais ou menos recorrente ouvirmos o argumento "ando eu a pagar os meus impostos para isto..." vindo das mais insuspeitas proveniências.
Ainda hoje ouvi de manhã o Forum TSF acerca do ensino superior, onde um ouvinte do Porto fazia a seguinte dissertação:

  1. Os filhos dos ricos fazem o ensino básico e secundário em colégios privados
  2. Os filhos dos pobres fazem o ensino básico e secundário no ensino público
  3. Os filhos dos ricos fazem a universidade em universidades públicas
  4. Os filhos dos pobres fazem a universidade em universidades privadas
Conclusão:
Os pobres andam a pagar o ensino universitário dos filhos dos ricos.

Se não fosse tão incrivelmente enviesado este raciocínio tinha até uma certa piada e poderia certamente ser demonstrativo de alguma desordem do foro neurológico, mas se calhar é interessante perder um bocadinho a dissecar o "cadáver".

Partindo destas premissas fica claro que os ricos andam a pagar o ensino dos seus filhos no privado e no público ao mesmo tempo durante todo o básico e secundário. Chegados ao ensino universitário, e tendo notas para entrar eles continuam a pagar com os seus impostos (porventura ainda maiores) o ensino dos seus filhos, mais os quase 1.000€ de propinas anuais.
O mesmo se passa com os filhos dos pobres mas de forma inversa. Só que estes só pagam privado nos últimos 3 ou 4 anos da sua formação e se calhar porque não tiveram notas para entrar para a Universidade pública.

Segundo este ouvinte o ensino basico e secundário públicos eram maus e não dava para ter boas notas para entrar depois na BOA universidade - a pública.

Concluía dizendo que eram os trabalhadores a sustentar a educação dos filhos dos ricos.
O que se pode dizer a um individuo assim, com esta capacidade de raciocínio e de argumentação?
Como é que um individuo destes pode votar da mesma forma que alguém informado e com uma estrutura de raciocínio coerente?

Isto é revelador da forma inacreditável como muitos olham para aquilo que é o seu dever de pagar impostos, ignorando que muitos pagam ainda mais impostos do que eles. Mesmo podendo ter um salário elevado, a administração fiscal encarrega-se de ir buscar uma linda fatia do mesmo, repondo assim de alguma forma a tal solidariedade fiscal.
De tal forma é que esse dinheiro sustenta o Rendimento de Inserção, todos os custos do Estado, o desperdício em todas as instituições públicas, institutos etc.

É inacreditável que possa haver gente que pensa desta forma. E nem se lembre que neste país quem paga TUDO é a classe média.
Os pobres nem podem ter os filhos a estudar durante 15 ou 20 anos, e os ricos (os verdadeiramente) nem os põem a estudar cá. A classe média, alta e baixa, sustenta tudo isto e é o maior contribuinte do Estado português.
E é esta classe média que está em sérias dificuldades. Que se vê na situação de não poder passar férias, ou de ver o seu carro degradar-se Km após Km porque custa deveras a sustentar e a trocar por um melhor.
É esta classe média, que se vê alvo fácil da rapina fiscal, e que no fim ainda está na mira da imbecilidade crescente de ouvintes como este.

E isto teve o apogeu fantástico com a representação Olímpica em Pequim. Dois jornais revelaram que os nossos atletas teriam recebido ao longo dos 4 anos 14 milhões de Euros em preparação dos Jogos.
Como fogo em palha (bem seca) o argumento dos resultados espalhou-se pelas mentes de gente que nem imaginaríamos. A relação dinheiro <-> medalhas ouvia-se em todo o lado.
Esquecia esta gente, que a maior parte dos atletas olímpicos têm uma profissão normal e que com grande esforço e dedicação treinam muitas vezes com péssimas condições para conseguir realizar o seu sonho.
Ao contrário dos nossos futebolistas PROFISSIONAIS que não fazem outra coisa na vida.
Futebolistas esses que nunca conseguiram resultados de nota para este país e que também da parte do Estado recebem nas suas participações na Selecção. Ou já se esqueceram da "greve" do caso Saltillo?
Se eu estivesse na situação destes atletas que foram retratados pelos media como preguiçosos, escarnecidos e caluniados, não poria nunca mais os pés num evento com as cores Nacionais. Venha um asno qualquer que tem este ponto de vista tentar fazer os mínimos para estar presente nos Jogos.

Bela situação a que se chegou. Um país que funciona a inveja. Acho que sem saber descobrimos A energia alternativa

Onde é que eu assino para mudar de país?