Sai mais um recurso s.f.f.

O estado foi absolvido de pagar a indemnização a Paulo Pedroso pela sua alegada prisão "ilegal".
Em 1ª instância o Estado tinha sido condenado a pagar um indemnização de 130 mil Euros pelos 4 meses de prisão a que tinha sido sujeito na sequência do seu alegado envolvimento no caso Casa Pia.
Na altura da decisão (a do pagamento) houve um pouco de tudo. Gente que dizia "ah, afinal o tipo tinha razão. Lixaram-lhe a vida e agora vão ter de pagar" ou outros que diziam exactamente o contrário.
Aparentemente a Relação acha agora que ele não tem que receber nada do Estado, decidindo de forma contrária ao tribunal que julgou o caso em 1ª instância.

Claro que, ele vai recorrer. Ao Supremo. E o mais certo é que se perder recorre ao Constitucional e se calhar não fica por aí. Isto ainda acaba num tribunal internacional qualquer.

Temos de reconhecer que é lixado estar preso (deve ser, porque não tenho qualquer experiência nisso).
Só que à data em que a decisão foi tomada por um juiz verdadeiramente corajoso e baseado em testemunhos dos abusados deve ter sido a única decisão possível.

E Rui Teixeira pagou caro o atrevimento. Todo o sistema de justiça pagou caro o atrevimento de Rui Teixeira. Ele viu a sua carreira cheia de pequenos "escolhos" dos quais o mais recente foi a suspensão da sua classificação de Muito Bom.
Suspensão essa que foi um recurso de última hora, porque na verdade os responsáveis pelo episódio queriam mesmo dar-lhe outra classificação argumentado que ele tinha custado ao Estado 130 mil Euros desta indemnização que agora a Relação diz que não deve ser paga.

Então agora em que é que ficamos? A classificação fica suspensa até o Supremo decidir? A classificação deste juiz fica dependente de um acórdão final a dizer que afinal o Estado não tem de pagar nada?
Suponho que a lógica da suspensão da nota é de que ela vigora até todos os recursos possíveis estarem esgotados.
Não bastou já o arrastar do nome de Rui Teixeira pela lama, jornalistas opinativos chocados com o atrevimento de um simples magistrado, a festa repugnate na Assembleia da República aquando da libertação de Paulo Pedroso, o boicote que ele sofreu na sua comissão de serviço em Timor etc etc etc.

Um juiz corajoso e bom profissional (a julgar pela sua avaliação), vê-se enredado numa teia sem fim enquanto houver um apaniguado do PS num lugar de poder que se lembre do seu nome.
Perante isto como é possível pedir a alguém que proceda como ele? Quantos seriam capazes de o fazer olhando para este exemplo? E não duvidem que quiseram fazer dele um exemplo...

Curso de Direito -> "down the drain. And spins to the right on the Northern Hemisphere"

Estou chocado!!!

Como é que isto é possível? Então o Bastonário não era o protector dos descamisados do direito?

Estou confuso. O "nosso" Marinho Pinto, defensor das liberdades e frontal opositor dos grandes escritórios que ganhou as eleições da Ordem à custa destes pobres diabos sem trabalho (e muitas das vezes sem competência) não arranjou uma forma simpática de acabar com o "insucesso" como têm feito sucessivos governos do nosso país?
Estou mesmo chocado!!

O Mussolini de opereta que usou as hordas de licenciados em direito para se guindar ao cargo de bastonário, sempre deixou antever que devia haver limitações à "produção" de juristas pelas Universidades.
Há uns anitos (olá Sr. Cavaco) o ensino Superior privado floresceu. Abriu-se a porta e do dia para a noite em qualquer vão de escada apareciam universidades e cursos superiores por todo o lado. O direito e outros cursos em que apenas era preciso uns livros e uma mesa apareciam em todas as cidades do pais e de todas as formas e feitios.
Claro que doutas personalidades do direito davam aulas ou "emprestavam" o seu nome a universidades numa nova era de conhecimento.

Moderna (morta), Independente (mais ou menos assassinada) e outras que por aí andaram e andam levaram a oferta de cursos (alguns duma criatividade espantosa) e um ponto nunca visto.
Temos aí gente licenciada e especializada em parasitas da barata asiática (Blatta orientalis). Estou seguro que devem existir, quer os parasitas da barata quer os especialistas no tema.

De repente TODA a gente (em troca de uma módica quantia mensal) podia ser Doutor. E foram-no. Hoje até há licenciaturas em gestão imobiliária reconhecida pela CMVM (?????) para a qual nem é preciso o secundário completo!!

Agora de repente e com a enxurrada que aí vem (e ela tem vindo aos longo dos anos, pelo que não é a primeira), entra-se à mata cavalos. Não tenham ilusões, porque nos que chumbaram há gente da Católica e da Clássica e de Coimbra pois então. Olarila

Venderam-lhes as oportunidades e até facilitaram a oferta. As regras do jogo foram mudando e o mercado começou a ter muitos licenciados em cursos mais tradicionais (menos na área das ciências) e licenciados em coisa que eram dum tal grau de especialização que dava que pensar que oportunidades poderia haver para eles

Mas de repente alguém percebeu que já há incompetentes de sobra a representar gente nos nossos tribunais. Alguém percebeu que arranjar advogados que não sabem o básico, que não sabem escrever um mísero requerimento ou que se esquecem de matéria probatória que compromete a causa dos seus clientes é um tiro no pé. Esta conversa da qualidade dos conhecimentos já a ouço desde que Marinho pôs o pé na Ordem.

E que tiro é esse? O tiro "financeiro" pensei eu. De repente os outros devem ter começado a perceber que causa a causa estavam a perder honorários para os concorrentes e vai daí alguém decidiu fechar a torneira. Belíssimo!!!
Sejamos realistas, aconteceu com médicos e dentistas. Fizeram tudo para acabar com a concorrência. As ordens tiveram um papel fulcral neste processo. Desde as equivalências com notas que não faziam sombra a ninguém até outras situações menos defensáveis.

Marinho Pinto arranja este exame de acesso ao estágio. No qual os resultados não são de todo brilhantes.

Mas pelos vistos esta tentação já não é de agora. Vital Moreira pronunciou-se sobre isto em 2001 em O Império das Corporações Profissionais e referiu-se explicitamente ao programa de um dos candidatos (assumo que para as eleições de 2002).


O que vão fazer estes 90%? Repetir o exame até passarem.
Será que por causa disto alguns dos que estão a considerar esta carreira vão equacionar outras possibilidades?
Pouco provável. Neste país ter um titulo de Dr. (nem que seja da treta) toca fundo na auto estima de cada um. E convenhamos que nada os fez pensar ao longo dos anos que isto fosse uma possibilidade - Fecharam a porta quando estavam mesmo a entrar...

É chocante mas é esta a realidade. Cursos sem empregabilidade são acenados à frente de gente que passa por um secundário pouco exigente (e em que mesmo assim tem uma prestação miserável). Muitos deles quando maiorzinhos até são liberais e acreditam na economia de mercado.

Alguém se esqueceu de lhes explicar a lei básica da oferta e da procura. Bastava olharem para o negócio dos diamantes para perceberem como funciona.

O que é de rir até às lágrimas (e rio-me com a inocência quase pueril destas jovens) é a tentativa de duas recém licenciadas e tornar inconstitucional o exame de acesso à Ordem para exercer a profissão.
Pertencer a uma ordem para poder exercer acontece com os médicos (desde sempre) com os Arquitectos (desde a Sra. Dona Roseta) com os advogados (desde sempre), com os Engenheiros e com os farmacêuticos.
Este bastonário deixou bem claro (com o aplauso de muitos acéfalos que gostam do estilo caceteiro dele confundindo-o com frontalidade e vontade de enfrentar "as corporações") que havia gente demais a entrar na profissão. Desde que é bastonário, e isso foi há menos de 4 anos apanhando estes recém licenciados no meio desta situação.

Mas e então as recém licenciadas só agora é que perceberam isto? As ordens profissionais estão cá há muito tempo e este bastonário é-o desde Novembro de 2007.
Há quanto tempo está este exame anunciado? Então vão intentar uma acção agora? Depois dos chumbos e de estes 90% verem barrada a sua inscrição na ordem?

São duas das que chumbaram, ou duas das que passaram? Aceitam-se apostas.

Actualização: A OA foi obrigada por acórdão do Tribunal Administrativo de Lisboa a aceitar a inscrição destas duas jovens da Universidade do Minho no estágio sem a realização do exame.
Tribunal diz que exame para ser advogado é ilegal
. Aparentemente a notícia do Público não é inteiramente correcta. Elas nem fizeram o exame (portanto nem reprovaram nem passaram) nem vão para tribunal (já foram) nem é para o Constitucional (foi para o Administrativo).

É que se este mecanismo de filtragem (exame prévio) for posto de lado o Sr. Bastonário arranja outro. O homem é muito criativo e acha que por ter sido eleito tem legitimidade democrática para ser um ditador (estranho conceito, mas eles começam todos assim)

Seja como for estão lixados (estamos todos lixados, é mais correcto)
Pode ser que nas próximas eleições ponham o Marinho na rua.
Espera lá... se chumbaram não pertencem à Ordem e logo não votam... hum... Isto é de facto o crime perfeito.

PS: Se quiserem fazer comentários anónimos na linha daquilo que é habitual nos jornais Online, vão fazê-los nos jornais Online. Se eu quiser ler os "pissing contests" nacionais eu vou lá. Não estou de todo interessado em ter de ler e limpar lixo por aqui. Se a única argumentação acéfala que sabem usar é chamar todos de ignorantes e com isso pretendem convencer alguém do mérito das vossas causas, então ser advogados não é a carreira certa para vocês.
Isso não se pode considerar argumentação sequer. É apenas idiotice e é a arrogância típica de quem acabou de sair da incubadora e acha que já domina o mundo. Mundo esse que vai delapidar essa arrogância imbecil pedacinho a pedacinho.
As opiniões debatem-se e discutem-se. São demasiado novos e imberbes para estarem cheios de certezas. Se quiserem argumentar ou opinar decentemente estamos bem.
Não espero que todos tenham a minha opinião mas se querem chamar nomes a alguém vão à casa de banho, olhem-se ao espelho e façam favor de começar.
Obrigado

As ciclovias, ou em certos casos, as vias

Sou ciclista. Sou sim senhor e com muito orgulho e dedicação.
Não pedalo lá grande coisa e a subir sou muitas vezes ultrapassado por lesmas e bichos de conta (que ainda por cima me atrapalham), mas reconheço ser uma actividade que me dá algum prazer e traz certamente alguns benefícios para a saúde.

Só que tenho de reconhecer que se quisesse esticar um pouco a minha aficcíon estaria condenado a ser espalmado pelos carros. Se por exemplo quisesse ir para o trabalho de bicicleta, não só chegava lá a cheirar como o escape de um autocarro da Carris como chegaria provavelmente - morto.

É por isso que vejo com grande alegria o aparecimento de ciclo vias por todo o lado. Algumas delas são talvez das obras mais interessantes que se fizeram em Lisboa nos últimos tempos.

A ciclo via em Telheiras que tirou uma faixa de rodagem (Rua Fernando Namora) aos carros é um verdadeiro primor. Passou-se agora a ter uma faixa para os carros num dos sentidos (Alvalade - Luz) e a mesma é entre cortada por ruas e até por paragens de autocarro o que é uma coisa muito adequada à pratica do free style e do cornadura on the bus stop, uma modalidade recente inventada por cá e que vai ganhar muitos adeptos.

Mas as melhores ciclo vias que encontrei são na zona da Gare do Oriente e na zona de Benfica. A primeira são umas coisas redondas na calçada portuguesa (suponho que para tapar focos de luz que lá tenham estado) com uma tampa de metal com uma bicicleta pintada ou gravada. Estão mais ou menos em fila e começam nas traseiras da gare e vão calçada acima até perto do AKI.

As de Benfica são as ciclovias mais high tech que eu já vi. Não são vermelhas, são pretas. Como o alcatrão das ruas "normais". Talvez porque seja o mesmo alcatrão e a mesma rua "normal" onde passam os carros. Mas pintaram bicicletas para aí de 100 em 100 metros.
A primeira vez que passei lá de carro estive quase para parar porque a rua estava toda pintada de bicicletas e a sinalização na via é para respeitar tanto como a vertical. Fiquei mesmo baralhado só que pensei que fossem coisas de putos e lá continuei.

Mas assim, um tipo que more por ali e venha de Monsanto sabe agora que para chegar a casa vai pela rua por onde já ia, só que vai com a confiança de quem tem a ciclovia só para si. Se não houver carros. Como já era antes.

Este disparate aconteceu não muito antes das eleições autárquicas e por essa altura António Costa, o melhor presidente da Câmara desde o anterior presidente da Câmara, anunciou um número incrível de ciclovias em curso ou já feitas. Na altura pensei : "Ora aqui está um presidente da Câmara que vai levar o meu voto. este sim!! Não é como o PSL que a única coisa que fez foi retirar as meninas e os seus empresários de Monsanto. Coisa que eu tanto gostava de ver quando ia para lá andar de bicicleta". Mas depois não votei nele. Porque achei que ele até tinha sido uma pessoa inteligente até ter de se mostrar subserviente ao Secretário Geral do Partido e ter mandado a inteligência dar uma volta e regressar quando Sócrates caísse em desgraça.

Mas mesmo assim e reconhecendo o esforço da Câmara, dos tipos que fizeram o stencil em forma de bicicleta e que pintaram as ruas todas, o que eu queria pedir à Câmara é que volte a pintar a porcaria das bicicletas no chão porque já lhes passou um inverno rigoroso em cima e estão muito esbatidas. E eu à falta da ciclo via não sei como chegar a Monsanto enquanto não pintarem aquilo outra vez. Temo que um automobilista não perceba que está a andar numa ciclovia e me mande uma porrada e me estrague a bicicleta toda. E sinceramente eu não queria ver a minha "bicla" toda torcida e imprópria para ser usada. E já se sabe que manter uma em condições, afinada e lubrificada já é trabalho que chegue. Não preciso que alguém a maltrate.

After Shock

Fantástico.
Como é que é possível alguém ficar surpreendido com os resultados das eleições Europeias?
O PS tentou desesperadamente descolar este acto eleitoral da sua acção governativa. A mistura das duas coisas seria devastadora para eles, como aliás foi.

Em 4 anos este partido Pseudo Stalinista Liberal (se é que o conceito é imaginável) desdobrou-se em esforços e medidas no sentido de sacar o mais possível ao cidadão comum para dar a si próprio e aos empresários amigos. A colocação de gente ligada ao partido nos lugares mais variados e o lançamento de medidas de duvidosa ética beneficiando empresas "amigas" foram a imagem de marca deste PS.

Usaram e abusaram dos sentimentos mais mesquinhos de uma população inculta e estupidificada para conseguir atacar classes profissionais ou sectores inteiros da sociedade, para legitimar a destruição de direitos e benefícios ou para, pura e simplesmente, controlar o poder em todas as suas vertentes.

Aconteceu isto com as Magistraturas, com os professores (à excepção dos Universitários obviamente) com os Militares, forças de segurança, funcionários públicos e toda e qualquer classe profissional em que se pudessem poupar 5 tostões para a classe politica ficar com um bolo um pouco maior.

Esta estratégia que em várias ocasiões pôs mesmo em causa o estado de direito e a separação de poderes, resultou até um certo ponto. O ponto de viragem foi o achincalhamento dos professores.
E só aconteceu porque os professores com um admirável sentido de união se revoltaram contra este estado de coisas e saíram à rua.
Nem os professores no payroll do PS conseguiram evitar o descalabro.
Os portugueses maio aparvalhados e convencidos que nada mais restava que aceitar a carga, viram surpreendidos enormes manifestações de repúdio em Lisboa.

Claro que a comunicação social só deu algum relevo a isto porque era inevitável. Antes, com as magistraturas e com outros episódios parecidos deram meia dúzia de notícias, tempo de antena ao PS e fizeram com que passasse ao lado de todos o pequenino problema da subordinação do Ministério Público ao poder politico (com a funcionalização dos Magistrados no Ministério Público)

O que é notável em tudo isto, e talvez a minha maior surpresa, é como todos fingiam que este tipo de acções não tinham consequências (??). Como se os espezinhados não votassem, ou como se os invejosos, brutificados ou a soldo fossem suficientes para garantir uma vitória eleitoral confortável.

Obviamente que este país precisa de reformas, mas de reformas ESTRUTURAIS. Não é esta patetice de cilindrar todos a bem do deficit esquecendo que no essencial a indústria está destruída, os serviços por si só não mantêm o país a flutuar e que a falta de oportunidades neste país miserável é uma realidade.
As acções casuísticas para amealhar uns tostões a mais (pagar a água retirada dos poços, ou aplicar coimas aos reformados que não entregaram declarações de IRS) não passam de assaltos à população já empobrecida e incapaz de aguentar a enorme pressão do Estado.

Um dos pontos altos destes terríveis 4 anos foi a alteração do Código Penal (à medida para os amigos do caso Casa Pia) que pôs na rua centenas ou milhares de criminosos que tornaram o Verão numa novela de assaltos a bombas de gasolina, bancos e pontuado por homicídios.
Existe uma relação entre estas duas coisas por muito que custe a este governo e ao seu patético Ministro da Administração Interna.
E a resposta deste papa livros de óculos foi nem mais nem menos que a alteração da Lei das armas para tentar voltar a meter estes criminosos atrás das grades.

Não se esqueçam do período pós ocupação Nazi em França. Não se esqueçam do que aconteceu aos colaboracionistas. Pode muito bem chegar o dia em que estes indivíduos tenham de enfrentar a ira das populações fartas de uma classe política cleptómana e sem escrúpulos. E nesse dia não há retórica que os salve ou estatística para virar do avesso.

O pacto para a Internacionalização das PME

às vezes pergunto-me se estes governantes vivem no mesmo planeta que o resto dos cidadãos.
A solução do PS para as PME's parece ser a internacionalização das mesmas.

Esta solução brilhante não tinha passado pela cabeça a ninguém, nem mesmo aos empresários que pensavam que estavam condenados ao mercado nacional pela sua dimensão.

Mas na verdade a solução está em entrar no florescente mercado internacional numa altura em que esse mercado está claramente em expansão.

Não tarda nada teremos pão alentejano à venda em Kiev, ou uma qualquer empresa de metalo mecânica a fazer portões para jardins numa qualquer casa de Barcelona. Ou quem sabe uma imobiliária a vender casas para o Canadá.

As vantagens desta medida são bem evidentes. As empresas que estavam a lutar com uma queda da procura interna podem assim fazer investimentos de futuro e partir para uma vocação mundial.
Os responsáveis por essas PME não podiam estar mais satisfeitos com a medida que é sem dúvida a solução para o marasmo em que a economia se encontra nestes últimos anos, desde bem antes da crise internacional que agora parece limpar tudo o que estava para trás.
A miserável taxa de crescimento económico, a subida constante do desemprego e o estrangulamento das PME ao longo doa últimos 6-7 anos de repente não passa de uma memória. Tudo se resume à crise de 2008 e assim este governo incompetente tem uma desculpa perfeita para toda a porcaria que fez ao longo do mandato.

As PME sempre esquecidas em prol das grandes empresas dos "amigos" ou onde se colocam os "amigos" parecem ser agora lembradas com medidas de alto gabarito intelectual. Medidas essas pensadas seguramente pelo ministro taurino e alguns dos seus bem pagos assessores. O problema é que o que sai daquelas cabeças é talvez comparável às águas residuais que chegam a qualquer ETAR deste país.

Enquanto os empresários se queixam da situação, o governo tem uma imagem bem diferente e acha que a retoma está aí e em força.