EDP - Salários da Administração não são pagos pelos clientes

António Mexia dizia ontem na SIC que os salários a administração não são pagos pelos clientes da EDP.

Empresa curiosa esta...

Normalmente uma empresa paga a sua massa salarial, os seus investimentos os juros das suas obrigações bancárias as facturas dos fornecedores etc etc, com aquilo que vem da sua facturação. No fim sobra uma coisa chamada margem de lucro que é tributada em sede de IRC.
Na EDP não.
Existe uma parte da empresa que funciona assim, mas uma outra que vive num mundo paralelo em que os salários do conselho de administração caem do céu. E caem em grandes pacotes de notas e entre elas vem um envelopezinho com um cartão de crédito platina com um plafond razoável (sim, porque esta gente tem de manter o nível e não se lhes pode dar um plafond de 1000 euros por mês. Isso seria degradante).

Ao perceber isto cheguei à única conclusão possível. A administração é paga por Deus. Em Euros.
Assim se explica o bónus que Mexia recebeu pelo trabalho que os outros fizeram, ou até pelo simples facto de os consumidores não poderem trocar de fornecedor. Ao cair de céu, este dinheiro não é gasto por ninguém.

Isto contraria completamente o que eu meu pai me dizia: O dinheiro não cai do céu

Esta revelação não só pôs em causa todas as minhas convicções do tempo da juventude, como me coloca num sério dilema:

Devo eu educar os meus filhos da mesma forma que o meu pai me educou?
Ou devo ensinar-lhes o que agora aprendi?

Afinal António Mexia está numa posição da escala social que o meu pai não atingiu e portanto deve ter razão.
Por outro lado, ao contrário de Mexia, o meu pai sempre se pautou pela honestidade intelectual (e não só) e sempre lutou pelo que teve. Eu a seguir a ele também acabei por perceber que o dinheiro para mim não cai do céu.

Concluo que o que pode ser, e isto é de certeza o que se passa, é que os salários mais baixos não caem do céu. Deve haver uma espécie de limite celestial a partir do qual o dinheiro cai lá de cima.

E a julgar pelo que se passa em muitas empresas, deve haver de facto um limite a partir do qual o dinheiro cai do céu.
Assumindo que as facturas dos clientes já são tão baixas quanto possível e que delas não sai nadinha para pagar os salários mais altos, então esse dinheiro cai do céu.
Penso mesmo que a culpa de muitos salários nestas empresas serem baixos é nossa - dos clientes.
Se nós pagássemos mais pelos serviços, as empresas já poderiam pagar mais aos trabalhadores que ganham menos. 

Assim em vez de bradar contra as injustiças que acontecem com as diferenças salariais nas empresas, devíamos propor-nos a pagar ainda mais para suportar melhores salários para aqueles que ganham pouco dentro dessas empresas.

O resto, os salários altos das administrações, já vem do céu.
Este sistema de gritar para o céu a pedir "notas" explica os aumentos e os bónus que acontecem sem ninguém saber porquê. Os caminhos de Senhor são insondáveis...

Uma vez que existe intervenção divina neste processo e em face desta verdade insofismável só me resta deixar um pedido:

Deus,
da próxima vez que mandares um fardo de notas para pagar à administração da EDP, por favor afina a pontaria e vê lá se acertas com o fardo de notas nos cornos de algum. Pode ser o Mexia. Sugeria até que, em vez de notas, mandasses um saco grande com moedas de 50 Cêntimos. Ou vários. Um por cada membro do conselho de administração seria excelente.

PS. A juntar ao salário junta também as moedas correspondentes aos bónus. Nunca é demais assegurarmo-nos que os sacos têm o peso adequado...

As vitimas inocentes

Até há bem pouco tempo pensava que sabia quem eram - nós, o povo português, pagador de impostos que vê todos os dias as regras mudar em relação ao seu futuro, aos seus impostos, à sua reforma e ao futuro dos seus filhos.
A coisa parecia simples e fácil - as vitimas somos nós.

Mas começo a mudar de opinião. Depois de ver representantes do governo e do Partido Socialista desfilar na TV as razões de tudo isto, começo a pensar que as vitimas são "eles".

Com toda a retórica barata que têm usado nestes últimos tempos para justificar o estado em que estamos, começam a convencer-me de que são apenas vitimas das circunstâncias.

Ou talvez não...

Senão vejamos:
Estão no governo há 6 anos. Desde o início e a pretexto de uns tais 6.73% de deficit atiraram-nos logo para cima com uma aumento de impostos. Havia que acertar as contas do deficit.
Mas ao mesmo tempo começava um desbarato de dinheiro na administração pública sob a forma de lugares bem pagos em organismos feitos à pressa para meter uns quantos amigos. PPP's, empresas municipais, outsourcings assessorias, ajustes directos foram a imagem de marca destes 6 anos de governo.
A fazer fé nos 2 e tal por cento de deficit a que se chegou, eu diria que sem muita desta loucura e com o aumento da receita fiscal, em condições normais, teríamos tido um superavit orçamental.
Sem o desbarato louco que consumiu grande parte da receita extra, provavelmente estaríamos  hoje numa excelente situação.
Mas a verdade é que "a crise internacional causou isto tudo".

Ou talvez não...

A verdade é que a economia estava completamente estagnada bem antes da crise bater. E ao contrário de países em que a banca se enterrou em activos tóxicos (Irlanda, Espanha, Islândia) nós apenas chegamos a esta situação porque um estado completamente desvirtuado nega a toda a economia uma hipótese de crescimento saudável.
A verdade é que a catástrofe já vem de muito antes de 2008. A crise só acentuou esta letargia causando despedimentos em empresas que exportavam ou que eram filiais de multinacionais. O aumento do desemprego encarregou-se de aumentar a despesa do estado a ponto de começar a desequilibrar as contas.

Mas mesmo assim se persistiu no aumento da receita, ao mesmo tempo que com a desculpa de fomentar a economia através do investimento público, se fizeram mais contratos ruinosos que serão pagos dentro de alguns anos e que irão causar um sério impacto no orçamento (estejam ou não essas verbas inscritas no OE, porque o dinheiro para as pagar tem de vir de algum lado).

Agora as pobres "vitimas" do partido socialista alternam entre o discurso duro de quem descobriu uma crise nacional com a qual nada tem a ver (Teixeira dos Santos) e o discurso delico doce de Francisco Assis em que se coloca de fora de uma situação e se presta, qual herói, a ajudar a resolver com a ajuda do mui responsável e nobre PSD (nas suas palavras...)

Esta incrível falta de vergonha, talvez comparável à negação perante as evidências de alguns réus de Nuremberga, é dos exemplos mais despudorados de falta de carácter que já assisti durante a minha vida.
Não pensei que fosse possível um partido ter nas suas fileiras tantos indivíduos sem carácter alinhados com um discurso para parvos comerem.
É que nem a gente de cabeça mais simples vai nesta conversa.
Eles estavam lá quando a situação chegou a isto. Comeram da "gamela" estatal durante anos a fio e como tal são aos olhos de muito completamente culpados.
Durante uma maioria absoluta fizeram o que QUISERAM ao arrepio das mais elementares normas duma democracia. É que apesar do poder do voto maioritário a democracia não se esgota aí. Há limites éticos, morais e constitucionais que é preciso respeitar mesmo que se tenha uma maioria absoluta.
Mas para isso é preciso gente bem formada. E isso parece que é coisa que escasseia neste PS.
Digamos que eles nunca foram flor que se cheire mas ainda tiveram gente séria nas suas fileiras há uns anos atrás.
Agora parecem estar reduzidos a um grupo de meros aldrabões e burlões de aldeia que roubam aos idosos as suas pensões. E com uma desfaçatez incrível aparecem na TV a falar da situação como se tivessem chegado hoje e visto o estado em que isto está
"Ei, olha como isto está! Temos de fazer uma séria tentativa e um esforço patriótico para por isto em condições! Temos de nos unir com os partidos do arco da governação para resolver esta situação."
É como se fossem dotados de múltipla personalidade. Acabam de esfaquear um individuo e no momento seguinte olham para ele e alarmados tentam reanimá-lo e pedem a ajuda dos que passam. O assassino? Esse nem sabem quem é. Nem o viram.

E alternam entre isto e a arte de fazer contas como débeis mentais. O abrandamento da despesa a mais é das coisas mais hilariantes que vi um secretário de estado fazer. O raciocinio é digno de um QI de 20.
Se o orçamento mensal fosse de 1000 por mês, teriam ultrapassado 3.5 em Setembro (+35) e apenas 2 por cento em Outubro (+20) e no fim tudo ficará bem. Ou seja, têm dois meses para baixar 5 e tal por cento para ficar em linha com o Orçamento.
O problema é que não ultrapassaram só em Setembro e Outubro e segundo eles tem vindo a abrandar. Não é de estranhar que tenham um acumulado bem maior que 5% que vão ter de saldar em 2 meses.
Mas isto segundo eles não é descontrolo. Afinal está a abrandar.

Eu não creio que toda esta gente seja imbecil. Não é possível.
Apenas aprenderam a viver num sistema em que para trepar é preciso fazer favores de um lado e de outro. Ser bajulador, vender-se como o melhor do mundo.
Eles não são estúpidos. Acham apenas que basta o seu estratagema. Esquecem que é preciso competência. E tenham-na ou não, não vemos as suas manifestações exteriores.
O que vemos é um conjunto de acções desgarradas, que desafiam a lógica e que levam a pensar que as decisões são tomadas por interesses que nada têm a ver com o interesse público.
Alguns destes pobres ministros são académicos de algum gabarito. Gente que lecciona e formou gerações que lhes seguiram.
Não sei se não é de nos deixar ainda mais preocupados. É que estas pessoas que vemos hoje até à exaustão manifestar uma total incompetência, incapacidade de decisão e desfasamento total da realidade, andaram a formar universitários durante anos. Como se já não bastasse a estupidez natural de muitos delfins imberbes da nossa praça, ainda tinham que ter sido formados por gente deste calibre.

A perpetuação da mediocridade é inevitável. Os mediocres tendem a expulsar do meio deles quem os pode desmascarar como sendo medíocres. Por isso na politica partidária, nas J's ficam os alunos que normalmente são uns zeros academicamente. Que passaram toda uma vida pelas associações de estudantes a "brincar" aos politicos.

A mediocridade que vemos nos nossos governantes começou com a minha geração. A geração que apanhou o 25 de Abril no inicio da sua adolescência ou no fim da sua formação académica. E eles aí estão, formados em retórica, sem nunca terem criado nada, a viver toda uma vida adulta em lugares de "chefia" que por mérito nunca alcançariam. A decidir o futuro e a julgar a competência dos outros.
Nos "entretantos" vai-se ao congresso partidário apoiar o vencedor. Isso garante mais uns lugarinhos por uns anos quer o partido esteja no governo quer esteja na oposição.
Foram nossos colegas.
Eram umas tretas como colegas e como pessoas.
Eram uns alunos bem chochos e nunca deixaram de ser o que são. Uns zeros. Meros papagaios regurgitando retórica distorcida e dotados duma desonestidade intelectual que uma pessoa normal e decente teria muita dificuldade em atingir.

E depois admiram-se que os portugueses emigrem à razão de 70.000 por ano?

Só agora? Agora é fácil meus amigos...

Durante vários anos este governo e o partido que o suporta fizeram o que quiseram com a "coisa" pública.

Desde que este 1º ministro subiu ao poder, com a legitimidade que uma maioria absoluta lhe deu, toda a imprensa e televisão lhe lambeu os pés.
Alinhou na campanha para denegrir as magistraturas, alinhou na campanha para denegrir os professores, para denegrir a administração pública e ajudou a fazer duma família que ganhe 70.000 Euros por ano, uma corja de bandidos ricos que deviam pagar 42% de IRS.

A falta de tomates da maioria para por a nu aquilo que se começava a passar era gritante. Os poucos jornalistas sérios que se mantiveram firmes na exposição deste desvario passaram a ser alvos de um governo e de um partido completamente despudorados e adeptos de práticas de repressão e silenciamento dos críticos.

No entretanto levávamos banhos de propaganda, os boys eram metidos em todo o lado a uma cadência de fazer perder a cabeça a qualquer um. Lugares que nada têm de político viram chegar uma nova raça de incompetentes que apenas por estarem nas boas graças de alguém do partido tinham capacidade para os exercer.
Os media silenciosos preferiam engolir toda a propaganda de forma completamente acrítica, sem sequer fazerem o mínimo de esforço para perceber se um anúncio se materializava em algo de concreto. E nem é preciso memória, basta um computador para o fazer. Os anúncios e a realização dos mesmos na data anunciada.

Andaram um mandato inteiro a dormir. A dar realce a parvoíces como a irónica declaração de Manuela Ferreira Leite sobre se não seria melhor suspender a democracia por 6 meses. E apalermadamente sem sequer citar essa declaração no seu contexto.
Contexto esse em que ela dizia que perante as queixas do governo de que as coisas não se conseguiam fazer por causa de milhares de diferentes opiniões, que talvez o governo preferisse suspender a democracia por 6 meses.
O Espectáculo que se seguiu foi tão nojento, tão infantil e tão destinado a imbecis que até custava a crer. Os media atribuíram essa declaração a MFL como se fosse uma proposta dela. Nunca mais deram a sequência em que de percebia o contexto e pura e simplesmente embarcaram no mesmo tom de imbecis reconhecidos como Vitalino Canas ou outras desgraças intelectuais do PS. Prestaram um excelente serviço ao PS. A tal ponto que a contestação à líder do PSD começou a ser mais pelo seu desempenho mediático do que pelas sua ideias e seriedade.
Eminentes politólogos apareciam nas televisões a comparar o perfil de Sócrates com o de MFL (com enorme vantagem para o 1º). Politólogos esses que aparecem hoje, com o governo moribundo, a dizer as piores coisas de Sócrates, do PS e da gestão ruinosa que ele levou a cabo nestes 2 mandatos. 2 mandatos? Então durante o 1º só sabiam dizer bem, seus cobardolas da treta?
Atiraram-se a Cavaco por causa do Estatuto dos Açores como se fosse uma coisinha sem importância, apadrinharam os casamento dos homossexuais como se fosse um desígnio nacional.

Achincalharam tudo e todos os que se queixavam e denunciavam abusos e ilegalidades. Nunca se preocuparam em saber o que estava a acontecer com o louco endividamento do país, com a incompetência do MAI ou do Ministério da Saúde. Com a era ditatorial no ME com Maria de Lurdes Rodrigues. Com os números fictícios de déficit ou com o desmontar da argumentação do Governo de que tudo era culpa da crise Internacional. Nada.
Não fossem 2 ou 3 jornalistas corajosos, nos quais incluo Mário Crespo ou Manuela Moura Guedes (até me arrepia dizer isto mas pelo menos demonstrou que tinha tomates) teríamos ficado com os órgãos de propaganda do Partido Socialista e com os comentadores de treta que fomos vendo ao longo destes 6 anos. Que se insurgiam contra as investigações na justiça sobre o Freeport ou a operação Furacão. Eram cabalas, diziam alguns. Era apenas uma questão política diziam outros. Mas a verdade é que num país civilizado deixar-se-ia a justiça investigar em sossego sem emitir opiniões, muitas das vezes completamente ignorantes, acerca do avanço das coisas.

Agora que o governo está no chão juntam-se todos para lhe dar mais uns pontapés nas costelas. Já se alinham para engraxar as botas a quem vier a seguir. Sabem que é Pedro Passos Coelho e não faltarão asnos opinativos a enaltecer a sua imagem televisiva, a sua capacidade mediática ou ou seus fatos de bom corte.
Agora "descobrem" toda a podridão e roubo que se foi realizando nesta país durante 6 anos. Agora descobrem as famílias em necessidades, os professores sem autoridade, os funcionários públicos desmotivados e os agentes da justiça que lutam para se manter independentes de um poder político que a única coisa que quer é dominar quem ainda lhes pode causar mossa.
Vivemos num país de ladrões que são admirados quando conseguem chegar ao poder. Vivemos num país de cobardes incapazes de dizer o que pensam por medo de se prejudicarem 35 anos depois de re-instaurada a liberdade de expressão. Vivemos num país em que quem aponta o desonesto é olhado como um louco, como alguém com motivações políticas ou simplesmente como alguém a abater.

Os media passam a vida a alinhar-se com o poder vigente. Fazem-lhe favores e esperam benesses. São os primeiros a gritar Vitória e os primeiros a gritar Bandidos.
Não há convicções ou ética. Não investigam nada que os possa por debaixo dos focos do poder a não ser quando acham que o poder já não pode fazer nada.
Percebo agora que a democracia é algo que não estamos preparados para ter. Um ditadorzeco de meia tigela consegue dominar um país destes pelo medo e pela cobardia com uma facilidade estonteante.
E ainda se intitulam de 4º poder. Deviam ter vergonha na cara.

Contenção. O mesmo discurso lido duas vezes

O grau de ridículo a que este executivo está a chegar é algo de nunca visto.

O Ministro das Obras Públicas e o Secretário de Estado Paulo Campos repetiram o mesmo discurso no mesmo dia no  mesmo evento.

http://aeiou.expresso.pt/antonio-mendonca-repete-discurso-do-seu-secretario-de-estado=f616268

Impagável. Não só o discurso é uma verdadeira m**** pejada de lugares comuns e generalidades bacocas como é o mesmo.

As partes a bold são as partes que o ministro leu do discurso original.
O que acham disto comparado com a  tão falada tomada de posse do Governo de Santana Lopes com folhas trocadas do discurso e ministros surpreendidos com a pasta que iam ocupar?

Já nem se ralam em parecer competentes. É mesmo prá desgraça.

Discurso do secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, na sessão de abertura do segundo dia do 20º Congresso das Comunicações
 
"Exmo. Sr. Presidente da APDC , Exmo. Sr. Gestor do Programa Compete Minhas senhoras e meus senhores
Quero, em primeiro lugar, felicitar a APDC por mais este Congresso, que se assume cada vez mais como a referência anual de balanço do sector das TIC .
Este congresso irá proporcionar uma importante contribuição para que as empresas localizadas em Portugal, melhor entendam o cenário nacional e internacional das TIC e se posicionem na senda de transformação e do crescimento, acompanhando a grande evolução deste sector no mundo.
A revolução, que as TIC nos estão a oferecer, exige, na nossa opinião, da parte dos governos políticas integradas de desenvolvimento para a nova sociedade digital que estamos a construir e o governo português assume-se um grande entusiasta desta revolução e portanto acolherá com grande expectativa as conclusões e recomendações deste congresso.
Para dar o mote podemos desde já afirmar que consideramos que as profundas mudanças em curso no sector, assentam na substituição das antigas redes de Cobre por redes de Fibra Óptica, com capacidade de transmissão de banda larga e de interactividade. Estas Redes de Nova Geração criam um novo modelo de telecomunicações, que irá alterar, o modo de vida e trabalho das pessoas e o funcionamento das empresas e da economia.
A massificação destas redes, associada ao uso de computadores, telemóveis, televisões e outros terminais inteligentes, serão responsáveis pelo surgimento de um novo mundo, que se desenvolverá a um ritmo nunca antes verificado.Portugal vai estar no pelotão da frente desta revolução
Esta evolução tecnológica vai permitir mudar muito rapidamente o conceito de ensino, a prestação de serviços de saúde, a relação do Estado com o cidadão e mais importante que tudo, o funcionamento das nossas PME, que serão as verdadeiras bases da nossa economia
As politicas do sector constituem uma prioridade europeia, cumprindo-se a Estratégia de Lisboa e a nova Agenda Digital Europeia.Portugal tem sido um impulsionador de metas ambiciosas para a Europa no domínio da Economia Digital, tendo-se batido pelo reforço da capacidade tecnológica europeia nas TIC, como motor para o desenvolvimento de uma nova geração de PMEs.
É bom lembrar aqui hoje que a trajectória de sucesso que Portugal tem vindo a construir no sector das Telecomunicações e das Tecnologias da Informação, Comunicação e Electrónica (TICE) só foi possível porque em 2005 o Governo português lançou o Plano Tecnológico. Os resultados estão à vista
O sector das telecomunicações no nosso país é hoje um mercado liberalizado, competitivo e pujante. Esta pujança traduz-se em indicadores de excelência:
- Existem em Portugal 4 operadores a oferecer um serviço quadruple Play de grande qualidade
- A penetração de telefones móveis atinge os 150%, uma das mais elevadas do mundo.
- Portugal é o segundo no ranking da União Europeia em termos de penetração de banda larga móvel,
- Portugal foi dos primeiros países da Europa a ter cobertura nacional de banda larga e a sociedade e a economia estão a tirar grande partido desta situação
- Lideramos a implantação de redes de fibra óptica na Europa
- As receitas do sector das telecomunicações representam perto de 5% do PIB nacional, um dos rácios mais elevados a nível da União Europeia.
Também no domínio do acesso à Sociedade da Informação e Conhecimento os resultados falam por si:
- Somos líderes europeus na disponibilização de serviços públicos electrónicos aos cidadãos e às empresas,
- Temos o único programa no mundo - o programa e.escola - a disponibilizar a cada estudante e professor um computador portátil com acesso à Banda Larga e todas as escolas portuguesas estão ligadas em banda larga.
Deste projecto nasceu o ACE Example, cujo conjunto de agrupadas está especializado nas tecnologias de ensino, desenvolvendo soluções que vão dos próprios computadores Magalhães e quadros interactivos a hardware, software, comunicações, conteúdos digitais, soluções de energia e ambiente e segurança. Este ACE, será certamente um grande exportador nacional.Sabemos bem que a posição de liderança que hoje beneficiamos nestes indicadores só foi possível porque, com coragem e com ambição, traçámos uma estratégia e delineámos um plano de acção. Foi isso que nos permitiu chegar aqui. E aqui chegados, não nos resta outra opção senão continuar a aposta ganha, cada vez com mais coragem e com maior ambição.
Foi, por isso, que o governo lançou a Agenda Digital 2015. Trata-se de dar continuidade ao trabalho iniciado com o Plano Tecnológico, acrescentando agora novos desafios e novas metas focadas na economia digital.
A Agenda Digital 2015 concretiza cinco linhas prioritárias de acção:
- Em primeiro lugar estão as Redes de Nova Geração, pois queremos dotar o país de uma rede e serviços de nova Geração de telecomunicações de âmbito nacional;
- Segundo, Melhor Governação, pois ambicionamos garantir o acesso dos cidadãos e das empresas a melhores serviços públicos, consolidando a disponibilização de serviços on-line;
- Terceiro, Educação de Excelência, porque pretendemos criar plataformas que potenciem a utilização de ferramentas TIC em contexto de ensino e dinamizar o mercado de conteúdos no contexto do espaço de língua portuguesa.
- Saúde de Proximidade é a quarta linha prioritária, pois desejamos desenvolver e implementar plataformas inteligentes que optimizem a prestação dos cuidados de saúde a nível nacional,
- Por fim, temos a Mobilidade Inteligente e a optimização energética. As Redes de Nova Geração constituem a pedra angular de suporte á Agenda Digital 2015 e por isso até 2012, a sociedade portuguesa vai investir cerca de 2,5 mil milhões de euros no desenvolvimento de serviços de valor acrescentado e na criação duma infra-estrutura com cobertura nacional para oferta de aumento da largura de banda na interligação ao utilizador.
Cerca de 1100 milhões serão investidos pelos operadores em infra-estruturas de fibra instaladas no mercado, 600 milhões serão investidos pelos diversos agentes do mercado no desenvolvimento de serviços e conteúdos e 750 milhões em desenvolvimento e modernização de redes. O programa de redes rurais, único com comparticipação directa de fundos públicos mobilizará 200 milhões de Euros.Os nossos objectivos são claros:·
Queremos ter uma Rede fixa de Nova Geração com cobertura nacional até 2012;·
Uma Nova Geração de Redes Móveis até 2015; ·
Um conjunto de serviços para as PME suportados nas RNG até 2013.· Uma nova geração de serviços para TV, computadores e terminais móveis;
Em parceria com o mundo empresarial e com os representantes do mercado, estabelecemos a estratégia e a acção. Agora, com os recursos financeiros disponíveis, continuando a linha estratégica definida no QREN, apoiaremos os projectos alinhados com a estratégia definida. Com uma política de compras públicas contribuiremos para a existência de um mercado crítico aberto aos diversos actores.
Finalmente, com a nossa política de diplomacia económica, apoiaremos a internacionalização das empresas portuguesas. Do lado das empresas, sabemos que podemos contar com a sua articulação com as universidades e os centros de I&D, com a criação de redes de competência e cooperação multinacional, com a criação de produtos inovadores e com capacidade de produção em escala, dentro de um universo cada vez mais global.
Temos a ambição de até 2015 ter sediado em Portugal um conjunto de grupos empresariais do sector das TICE, funcionando em rede, com centenas de pequenas empresas ágeis e criativas, que sejam responsáveis por 10% do PIB nacional.
A mensagem com que gostaria de terminar é clara: o sector das TIC têm em Portugal um enorme potencial transformador e constitui um elemento chave da construção da nossa Economia Digital.
Estamos, por isso, certos que o nosso País tem a estratégia, a determinação e as competências necessárias para continuar a atingir metas ambiciosas definidas e será, seguramente, reconhecido internacionalmente, como um caso de referência no desenvolvimento das RNG e das TIC com a consequente capacidade industrial de produção de bens e serviços.
Convido-vos a partilhar este desafio, somos todos imprescindíveis. Muito obrigado.

Pessimista? Céptico? Ah sim, absolutamente

Não gosto de embarcar na onda fácil e superficial e pensar que todos os que ganham uns milhares de Euros por mês não os merecem.
Há certamente gente competente que cria valor para as suas empresas e que indirecta ou directamente contribui para os salários dos seus colegas, para a receita fiscal, para a criação de emprego e para todas essas coisas que achamos meritórias. Num caso desses paguem lá o que essa pessoa merecer se faz favor.
É certo também que nalguns casos começam rapidamente os exageros. Os carros caríssimos em ALD pagos pela empresa, os cartões e crédito que são usados para despesas pessoais, o usar dos recursos das empresas em benefício pessoal etc etc.
Alguns diriam que em face do valor criado se deve fechar os olhos a tudo isto porque não é mais que uma gota no oceano.
Eu não fecho. Porque acho que se um indivíduo já é bem pago, é-o para poder sustentar esse nível de vida com aquilo que recebe pelo seu trabalho. Acho também que todos esses benefícios injustificados seriam bem melhor empregues em premiar outras pessoas nas organizações que também contribuem, mas que vêm muitas vezes um magro aumento anual ou uma melhoria de posição negada apesar de a merecerem, porque... não há orçamento.

Mas isto é no mundo das empresas privadas que ainda assim criam riqueza e de alguma forma a distribuem. Não tanto como deveriam, mas fazem-no.

Já me custa mais entender como há situações destas em entidades que não criam NADA. Não geram riqueza, não têm responsabilidades para com ninguém mas têm no seu seio indivíduos que esbanjam igualmente sem haver nada que se lhes possa apontar de trabalho produtivo ao longo de anos e anos.
É isso que acontece com fundações e Institutos que teríamos muita dificuldade em saber o que fazem.

Hoje uma notícia no Público dava conta de um corte salarial de 30% para os membros do Conselho de Administração da Fundação Cidade de Guimarães.
Fiquei com uma certa curiosidade e até uma certa pena dos pobres que irão ver o seu salário cortado num terço. Uma flagrante injustiça, quando sabemos que os maiores cortes foram no funcionalismo público e se ficaram por uns "meros" 10%.
Mas a primeira dúvida que me assaltou foi: Quanto ganhariam as pobres almas? Que trabalho fazem?
Bem, A presidente do Conselho de administração ganha 14.330 Euros... mensais. E os Vogais 12.500.
E o que faz a Fundação? Bem, a entidade "gere" a capital Europeia da Cultura 2012.

Ok, houve planeamento. Começam a preparar-se com 3 anos de antecedência para torrar uma pipa de massa em "cultura". Não está mal. Mas por estes salários se calhar podiam te começado apenas com dois anos de antecedência, ou até (e Deus nos livre) ganhar uns salários um pouco menos pornográficos.
Digo isto porque tenho a "leve" suspeita que o trabalho da Presidente e dos vogais não deve ser uma coisa de rebentar de suor. Não sei, especulo apenas.

Faz-me uma certa confusão como é que com dinheiros públicos se criam estes organismos, pagando bem mais do que o currículo destas pessoas aparenta merecer, durante 4 anos e cujo objectivo é - gastar ainda mais dinheiro. Ao mesmo tempo tem-se o topete de cortar abonos a famílias com 4, 5 ou mais filhos.

Do que me lembro as iniciativas de Capital Europeia da Cultura em Portugal acabaram com saldos negativos.
Lisboa, Porto (a Casa da Música... lembram-se) e seguramente esta iniciativa irão redundar no mesmo.
Sou pessimista? Talvez, mas tenho uma memória do caraças.... e tendo a pensar que sou mais realista que pessimista. Um realista não é mais que um pessimista com memória.
E em Portugal isso é canja.
O efeito económico multiplicador destes eventos ainda está por comprovar. Euro 2004, Expo 98, Lisboa 94, Porto 2001.
Em qual destes eventos houve um retorno com ganhos para o investimento realizado que tivesse beneficiado os cofres públicos? Digam-me um. Não porque eu diga que todos deram prejuízo, mas porque pura e simplesmente não sei.
Deram dinheiro a alguém certamente, lá isso deram. E neste caso darão 800.800 em salários à Presidente do Conselho de Administração desta instituição em 4 anos, mais do que um licenciado na casa dos 30-35 consegue ganhar em 10-12 anos a produzir riqueza numa empresa que paga IRC e quiçá até exporta.
A cultura é importante sem dúvida. Mas assim sendo e cabendo ao Estado promove-la, façam lá o favor de ser contidos e perceber que não se pode criar uma Fundação fajuta que paga 3 vezes mais a um vogal do que paga a um magistrado ou a um médico ou a um quadro técnico superior do Estado no fim da carreira. Ou o triplo do que o sector privado paga a um bom técnico ao fim de 25 anos de trabalho e com responsabilidades bem reais e palpáveis.

Não cortem 30%. Cortem 60% e vejam se algum deles tem currículo e estaleca para ser contratado pelo sector privado com o salário que lhes pagam.
Aí sim, vergo-me perante as evidências. Mas há qualquer coisa que me diz que esta gente fez toda a sua carreira beneficiando do clássico nepotismo português a saltitar de organismo público em organismo público, gastando porventura mal, os orçamentos de que dispõe.

Comecemos então à caça de evidências que corroborem a minha suspeita...


Dra. Cristina Azevedo
  • Licenciada em Relações Internacionais Económico-políticas pela Universidade do Minho
  • Possui uma Pós-Graduação em Análise Financeira pela Faculdade de Economia do Porto, bem como um PDE - Programa de Direcção de Empresas pela Escola de Direcção e Negócios (AESE).
  • Integrou a Direcção de Marketing da então Bolsa de Valores de Lisboa e Porto.
  • Ao longo do seu percurso profissional, destacam-se as funções de Assessora da Direcção Financeira do Banco Borges e Irmão, hoje integrado no Banco Português de Investimento.
  • Actualmente, é regente da Cadeira de Economia Política na Universidade Moderna do Porto, e docente na Universidade Fernando Pessoa e na Universidade de Aveiro.
  • Já foi Vice Presidente da CCDR-N onde assumiu, interinamente, a Presidência no ano 2003.
  • Participou em inúmeras iniciativas e manteve na RTPN, até Julho de 2006, o programa “Choque Ideológico”.
  • Actualmente é Presidente de “Guimarães – Cidade Europeia da Cultura”

Ora isto sim é um CV digno de 14.300 Euros por mês.


Mas num outro CV há uma "ligeira" diferença. Descubram-na (tá bem, fiz batota, sublinhei e pus a bold)

  • Licenciada em Relações Internacionais Económico-Políticas pela Universidade do Minho em Braga
  • Pós-Graduação em Análise Financeira pela Faculdade de Economia do Porto e um PDE - Programa de Direcção de Empresas pela AESE - Escola de Direcção e Negócios.
  • Assume funções como Assistente de Direcção, da Direcção Financeira do BBI - Banco Borges & Irmão, hoje BPI
  • Direcção de Marketing da então Bolsa de Valores de Lisboa e Porto.

  • Nos últimos seis anos a sua actividade profissional está ligada à CCDR-N onde inicia funções como Vice-Presidente, função até 15 de Outubro de 2007, onde é nomeada como Vogal Executiva da Comissão Directiva do PO Norte 2007-2013.

Quando vejo estas subtis diferenças começo a ficar com comichão. Um tremor suave, uma leve subida da tensão arterial e uma suspeita de que a dada altura alguém começa a "injectar esteróides" no CV para ganhar respeitabilidade.
Um assessor é (ou devia ser um perito), um assistente é outra coisa.... um bocadinho diferente.
É meritório subir na vida. O que já não fica nada bem é dar a sensação que se aldraba sobre o passado.
Mas encontrei ainda outro CV:

Experiência profissional

  • De 15/01 a 30/09/03   CCR-N     (Porto)  - Presidente, em regime de substituição 
  • De  23/10/00 a 14/01/03   CCR-N    (Porto) - Vice - Presidente
  • Desde 30 /05/00   CCR-N     (Porto) - Gestora Eixo Prioritário II – PO Regional Norte (QCAIII)
  • 1996 - 2000 BDP – Bolsa de Derivados do Porto  (Porto) -Directora de Marketing
  • 1989 - 1996   BVP – Bolsa de Valores  do Porto  (Porto) - Directora de Relações Externas

  • 1987 - 1989   Banco Borges & Irmão    (Porto) - Assistente de Direcção – Direcção Financeira

  • 1986 - 1987   TGF - Téchniques de Géstion Financière (Paris) - Estagiária 
Experiência profissional complementar


  • 2000 Escola Superior de Jornalismo    (Porto) - Regente da cadeira de Globalização (4º ano Curso Superior de Jornalismo)

  • 1995 – 1998 ESF – Instituto Superior de Estudos Financeiros e Fiscais (Porto) - Regente das cadeiras :  Análise de Marketing e Complementos de Marketing
  • 1994 – 1995 Universidade Fernando Pessoa   (Porto) - Regente da cadeira de Marketing Financeiro

  • 1991 – 1993 Universidade Moderna    (Porto) - Regente da cadeira de Economia Política 
Formação Académica

  • AESE – Associação de Estudos Superiores de Empresa (Porto) - XIII PDE – Programa de Direcção de Empresas 
  • 1990        (Lisboa) - Kotler on Marketing (ministrado pelo Prof. Kotler) 
  • 1988 – 1989 Faculdade de Economia da Universidade do Porto - Pós-Graduação em Análise Financeira 
  • 1983 – 1986 Universidade do Minho (Braga) - Licenciatura em Relações Internacionais Económico – Políticas 
Línguas
  • Inglês    Fluente Proficiency C – British Institute 
  • Francês   Fluente Diploma 5º ano – Alliance Française 
  • Alemão    Conhecimentos Médios Frequência Göethe Institut

Outras habilitações

  • 1974 – 1986  Conservatório Regional de Braga – Fundação Calouste Gulbenkien - Curso completo (educação musical, acústica, história da música, composição musical e piano – diploma  curso geral)

Distinções

  • 1987  Melhor média final do curso de Relações Internacionais  Prémio Associação Industrial do Minho
  • 1988  Melhor média final do curso de Relações Internacionais Prémio Fundação Eng.º António de Almeida
Filiações
  • ANPRI – Associação dos Profissionais de Relações Internacionais - Associada e Presidente do Conselho Fiscal
  • APAF – Associação Portuguesa de Analistas Financeiros - Associada

(Suspirando) Yep, pelos vistos tinha razão. Organismos públicos, leccionar em universidades etc etc.
Então, sou pessimista? ou realista? Por uma vez na vida queria ter descoberto um CV que não fosse sendo aldrabado ao longo do tempo, com inconsistências de datas e posições. Queria mesmo ter encontrado algo que me provasse uma vez na vida que o meu pessimismo céptico não tem fundamento.
Depois de tanto traquejo a leccionar sobre Marketing estava à espera de ver uma posição de Directora de Marketing de uma empresa. Mas é da Bolsa de Derivados do Porto ... É mais ou menos como ser director de Marketing do Hospital de S. João... Ou da prisão de Alcoentre.


Tenho mesmo de arranjar os amigos certos.

Só não percebo como se acaba um curso em 86 e se recebe um prémio da melhor média em 87 e outro em 88, mas posso ser só eu que sou mal intencionado. Ou os tipos estavam baralhados e continuaram a dar o prémio à mesma pessoa porque em 87 e 88 não houve notas mais altas ou então há qualquer coisa de errado nesta atribuição de prémios à nota mais alta.
Também tenho a leve suspeita que falta uma filiação na lista, mas lá estou eu...
Deixo ao vosso critério qualquer consideração acerca da "carreira" que leva uma pessoa 24 anos após uma licenciatura de 4 anos (numa altura em que eram quase todas de 5), uma pós graduação de um ano (mestrado? não me parece...) a auferir um salário de 14.300 Euros por mês, mais benefícios. Deve ser por saber tocar piano... (Eu sabia que a porcaria da viola não me levava a lado nenhum)
E nem quero escavar para saber os CV's dos vogais... é que almocei há pouco tempo e receio vomitar...

Actualização
Não resisti. Fui escavar. Aqui está um documento sobre um dos vogais executivos. Nada mais nada menos que um documento da EDP a cujo Conselho Geral de Supervisão pertence

http://www.edp.pt/pt/aedp/governosocietario/orgaosgovernosocietario/conselhogeraledesupervisao/CV%20CGS%202010/MMonteiro.pdf

Transcrevo aqui o conteúdo desse documento

MANUEL FERNANDO DE MACEDO ALVES MONTEIRO

  • Nasceu em 12 de Abril de 1957.
  • Licenciado em Direito.
  • É Administrador das sociedades CIN, Novabase e AICEP.
  • É Membro do Conselho Coordenador da SEDES.
  • É Presidente das Comissões de Vencimentos das sociedades AICEP – Global Parques, SA, AICEP Capital, Douro Azul, SGPS, SA e Sardinha & Leite, SGPS, SA.
  • É Membro dos Conselhos Consultivos da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica – Porto e da Porto Vivo, Sociedade de Reabilitação Urbana - Porto, SA.
  • É Membro do Conselho Geral e de Supervisão da EDP desde 30 de Junho de 2006, tendo sido reeleito em 15 de Abril de 2009.

  • Foi Administrador não executivo da Jerónimo Martins, SGPS, SA, Presidente da Euronext Lisbon e Membro dos Conselhos de Administração das Bolsas de Paris, Bruxelas e Amesterdão e da Euronext NV; Foi CEO da BVLP-Bolsa de Lisboa e Porto e da Interbolsa. (eu diria que o link está aqui...)
  • Foi Presidente da Direcção do Instituto Português de Corporate Governance, Presidente da Associação
  • Portuguesa de Analistas Financeiros, Vogal do Conselho Consultivo da CMVM, Presidente da Casa da Música / Porto 2001, S.A..
  • Desempenhou cargos em órgãos executivos de organizações internacionais ligadas ao mercado de capitais (Executive Board da FIABV - Federação Ibero-Americana de Bolsas, da ECOFEX - Federação Europeia de Bolsas de Futuros e Opções, do IFCI – International Finance and Commodities Institute e ECMI – European Capital Markets Institute).
  • Agraciado com a distinção “Chevalier de L´Ordre Nacionale de la Legion d´Honneur”, por Decreto do Presidente da República Francesa.
Este homem mata-se a trabalhar caramba! Com tanto trabalho ainda nos morre a meio do mandato. Como é que ele sabe a uma dada altura em que reunião está?
Nada mau para uma pessoa com uma licenciatura em Direito. Meninos ponham aqui os olhos. Quando o Marinho Pinto não vos quer a fazer o estágio, podem sempre enveredar por aqui.

Mas há ainda uma vogal executiva. Carla Maria do Nascimento Morais.
E se a informação que se encontra me espanta sempre, espanta-me ainda mais a que não se encontra.
A única referência que encontro é uma publicação em Diário da Répulica de 2008 (http://dre.pt/pdf2sdip/2008/07/135000000/3120931209.pdf). Um nomeação do Gabinete do Ministro de Ambiente em 2008 como coordenadora do Eixo Prioritário 2. Aposto que foi lá que a Carlinha conheceu a Tininha que por essa altura estava na CCRN.
Mas não encontro NADA. Nem uma nomeação, nem um CV (ainda que aldrabado... claro que seria aldrabado).
E isso, nos dias que correm, é bem mais sinistro do que encontrar alguma coisa. Nem a indicação de uma licenciaturazinha em Relações Internacionais nem nada... Às tantas tirou uma licenciatura em coordenação de eixos regionais (aposto que as há).

Nil desperandum! Consuetudinis magna vis est e "eles" deixam sempre "rasto". Não vou lá de Google, vou lá de Baidu