Porquê empenharmo-nos? Porquê?

Muita gente me pergunta de onde vem o meu empenho nas questões relacionadas com a política.

A resposta é simples. Ora leiam...

Tive a sorte de viver grande parte da minha vida numa democracia. ou pelo menos assim pensava.

Como muitos da minha idade dei como adquirido que o regime seria perpétuo. Ignorei muitos sinais e pensei que podia sonhar com uma progressão natural do nível de vida para mim e para os meus filhos.

Foi isso que pensei quando comecei a trabalhar no fim dos anos 80. Na minha cabecinha  jovem e ingénua essa era a ordem natural das coisas.
Tínhamos passado por um período em que o furor revolucionário se tinha esvaído e em que o país ia finalmente deixar de ser periférico numa Europa em crescimento.

Rapidamente percebi que só o esforço e o mérito não chegavam. Era preciso mais qualquer coisa. Mas mesmo dando atenção ás questões políticas e sociais que me rodeavam ainda acreditava que o sistema tendia para o equilíbrio e que esse equilíbrio seria a aproximação do nível Europeu.

Assisti à bolha da Internet durante os 90 com alguma preocupação. De repente o  país tinha deixado de se preocupar em criar e achava que podia viver simplesmente dos "investimentos".

Começou a loucura do consumo. Estava a crescer desmesuradamente no fim dos 90. Quem não tivesse um carro de luxo (coisa que parecia impossível a pessoas da geração dos meus pais)  não era ninguém. Foi aqui que comecei a realmente a preocupar-me com o que podia esperar-nos.

Achei que tinha de ter uma palavra na escolha do meu destino. Já tinha filhos e isso muda radicalmente a forma de olhar para o futuro. Já não somos só nós. São também aqueles que pusemos no mundo. Temos uma responsabilidade para com eles.

Com Guterres fiquei assustado. Mais ainda quando o meu trabalho me fez conhecer por dentro a administração pública central.
Fiquei aterrorizado com o nível de displicência e de incompetência que grassava por todo o lado.
Conheci "rosas" em lugares destacados da adm. pública. Não sei o que mais me fazia detestá-los. Se era a sua completa incompetência se a sua desonestidade. Todos tinham um outro "negócio" lateral.

Conheci professores universitários que usavam recursos das universidades e que os "vendiam" nas suas "empresas". Conheci directores de serviços que tinham negócios de "consultoria" que lhes forneciam serviços.
Conheci directores que se rodeavam de "estagiários" que traziam das suas turmas nas Universidades onde lecionavam.

Durante anos percebi até que ponto se podia minar o aparelho de Estado retirando dele todos os que tendo algumas competências não eram da "cor" certa. Neste processo, o fingir que se faz é muito mais importante do que o fazer.
Até porque assim o esforço é menor e a retribuição no fim continua lá.

Gente desta minou o estado com Guterres e o seu partido cleptómano. Comparava-os a uma praga de gafanhotos. Destruíam tudo à sua passagem. Secavam tudo.

As iniciativas eram apenas determinadas por questões de ego ou de rivalidade. Não havia realmente um objectivo concertado e estratégico. Os serviços estavam à mercê dos medíocres dos preguiçosos e dos egocêntricos.

Muitas vezes cheguei a casa enojado com o que via durante o dia de trabalho. Mas não era só pelas atitudes a que assistia, mas por perceber até que ponto a mentalidade vigente era aquela e com enorme tendência para alastrar.
Bastava ter alguém amigo a passar a voz de que alguém era um excelente profissional para que de repente todos achassem isso. O sentido crítico perdia-se completamente.
As empresas contratavam profissionais apenas olhando para CV's completamente aldrabados. Nem seuqre se davam ao trabalho de confirmar algumas das coisas mais fáceis de verificar.
Vivíamos no meio duma enorme fraude. E era óbvio nessa altura que iríamos pagar essa fraude de forma muito contundente.

Era claro para mim que a atitude de afastamento às questões da política não podia continuar. Não me podia ficar só por ir votar de vez em quando. E só quando dava jeito.

Quando Sócrates chegou ao poder navegando na mentira e mistificação do deficit fiquei realmente apavorado. Lembro-me de pensar com espanto como raio uma estimativa confirmada pelo Governador do Banco de Portugal podia ter precisão até ás centésimas (6.83% ???).

Ele era a encarnação da mediocridade e da demagogia que tinha conhecido por dentro durante os governos de Guterres. Era o pior que o partido tinha para dar. Mas a cobardia e o deslumbramento de Durão Barroso deixou a porta escancarada para um mentiroso entrar. Santana foi apenas um episódio. Mas foi "espancado" até à exaustão pelos media.
Sócrates juntamente com outros ineptos conhecidos que obviamente se lhe juntaram, como Lacão, Assis ou Silva Pereira lançaram as bases para aquilo que temos hoje.

Fiquei ainda mais assustado. Infelizmente tinha razão.
Vi rapidamente que aquilo que me parecia possível (um colapso do país), ainda que distante, se tornava iminente.
Nunca pensei que perante a possibilidade da destruição de um país pudéssemos ter um governo que respondia apenas com propaganda e com mentiras adiando sempre para amanha as tão necessárias mudanças.

Podiam tê-lo feito se não tivessem querido encher os bolsos de empresas amigas (e seguramente os seus) com PPP's ao mesmo tempo que mostravam "obra feita" para ganhar as eleições seguintes.

Sócrates sempre soube que não seria ele a pagar tudo isto. Sempre soube que no estado em que o país se encontrava, a melhor forma de sair ileso era a de ser ele a provocar uma ruptura com a oposição.
Ele não é propriamente um burro. Ele é sim, alguém especialmente inteligente que sempre se encostou à espertice mais que ao mérito.
Tudo na vida foi conquistado assim, desde a sua mais que suspeita licenciatura até ao lugar de 1º ministro. Cedo percebeu na sua vida que mais valia pedir desculpa depois de mentir do que ser honesto logo à partida.

Perante tudo isto, ser empenhado é um imperativo de consciência.
Fazer tudo para por estes tipos na rua é um dever de cidadania. Não se pode ficar especado à espera que os outros resolvam os problemas. É preciso agir.
É preciso ser exigente. Com os governantes, com nós próprios, com os nossos filhos. Se defendemos o mérito e o esforço temos de ser os primeiros a dar o exemplo.

Quando os meus filhos (já em idade de votar) me dizem que não sabem o que fazer, remeti-os para os programas dos partidos que estão na liça. Tentei obviamente defender o meu ponto de vista mas dou-lhes a opção de escolha.  No entanto sou responsável pela sua formação e não poderia deixar de lhes passar o que estes 6 anos de PS significaram para a minha família. Nos esforços que tivemos de fazer para enfrentar o aperto de cinto.
Naquilo que foi a violação mais bárbara dos princípios democráticos. Desde a tentativa de silenciamento da imprensa até à tentativa de subordinação do poder judicial.
Disse-lhes tudo isto e mais.

Tenho uma visão política muito mais informada do que um jovem de 19 anos. É meu dever dizer-lhes os meus motivos para tomar uma opção. E muito francamente é mesmo preciso fazê-lo sob pena de que uma parte da história recente seja perdida.

Não omiti nada do que foi o Bloco de Leste, ou do que é a ausência de componentes fundamentais dum estado social solidário num país como os EUA.

Não é o tipo de informação que eles sintam necessidade de procurar. É-lhes muito mais fácil embarcar cegamente no paleio de demagogos dissimulados como Louçã ou de lobos com pele de cordeiro como Jerónimo. A verdade que eles lhes servem é uma versão muito especial da verdade.
Antes de alguém se achar um jovem comunista, é bom que saiba o que foi a Stasi ou a NKVD e o KGB. É bom que saiba o que são as grandes linhas de mudança da sociedade levadas a cabo por Ceausescu Kim Il Sung ou Mao.

Se vocês não o fizerem, ninguém o fará por vós e apenas uma pequena percentagem dos jovens vê para lá do seu umbigo.
Estão á rasca depois de terem curtido no secundário e terem ido parar a um curso superior inútil. Estão decepcionados porque vêm o seu sonho de uma vida de glamour sem esforço ir pelo cano abaixo porque aprenderam uma montanha de inutilidades num ensino pouco exigente.

É o nosso papel evitar que isto seja assim. Os princípios da empatia, do mérito, da humanidade e da honestidade começam em casa. Isso quer queiramos quer não é o nosso 1º dever de cidadania.

O 2º é não deixar que gente sem estas qualidades seja eleita para gerir este país.

Better to fight for something than live for nothing.
George S. Patton.

Uma orgia de mentira durante 6 anos

E mais uma, e mais uma, seguida de mais uma até acabar com mais...outra

Não há um dia de campanha em que Sócrates não chafurde na mentira e no engano. Não há um dia em que os seus camisas castanhas tratem todas as vozes discordantes como alvos de intimidação, agressão e insulto.

Aconteceu um pouco por todo o lado e demonstra realmente do que é feito o núcleo duro de votantes do PS - Uma corja de gente apavorada com a possibilidade, bem real, de retribuição por parte de quem espezinharam sobranceiramente durante anos.

São professores, funcionários públicos e um pouco de tudo na administração pública central e local. São muita da gente que tem muito a perder com uma mudança de governo. Desde algumas mordomias até à perda de um "poderzinho" sacana que se divertiram a exercer sobre os outros.

E isso explica muito do empenhamento mentecapto daqueles que rodeiam Sócrates em silenciar tudo o que podem ser vozes discordantes e de as associar a outros partidos, mesmo que sejam apenas pessoas afectadas por este estado de coisas que de uma forma ou outra nos afectou a todos.

É estranho como se passa de democrata a déspota totalitário de uma penada. Os seguidores não fazem mais do que emular o líder. E que bela porcaria tentam eles emular.

Um incompetente desonesto que parece ter feito de tudo para dificultar a vida a um governo que viesse a seguir.
É caso para perguntar se ele esperava de alguma forma ser o que vinha a seguir. Se a resposta for afirmativa, então só podemos estar perante um caso patológico.

É um candidato destes que o núcleo duro do PS apoia. É este fulano que António Costa defende e que Almeida Santos abraça.

O PS passou por várias fases na sua vida. Mas nunca se tinha anulado e subordinado completamente a um pequeno grupo de "ideólogos" que definem como a máquina tem de se comportar.
O livre arbítrio deixou de ser visível neste PS.

O PS é hoje um grupo de gente que repete chavões ditados pela direcção e que se caracteriza por ser completamente acritica. A sua total anulação parece nem lhes causar repugnância.

Em política as meias palavras são uma arte. Não dizer "tudo" e deixar sempre a porta aberta a uma "clarificação" é aquilo que caracterizamos de discurso político.

Mas Sócrates foi muito para além disto. Sócrates MENTE. Muitas das vezes ouvimo-lo dizer coisas que são flagrantes mentiras mas noutros casos só percebemos que o são alguns dias depois quando a verdade vem á superfície.

O que ainda me parece espantoso e de uma certa forma me retira toda a fé na cultura, inteligência e até merecimento da democracia do povo português, é o facto de haver gente que perante tudo isto nega as evidências. E nega-as por medo, por sectarismo ou por pura e simples estupidez.

Quando as sondagens começaram a aparecer nos media mostrando uma proximidade preocupante entre o PS e o PSD disse a muitas pessoas que os indecisos não votariam no PS. Quem vota neles já se decidiu. Ou melhor alguém decidiu por eles. Estão reféns de interesses, de posições ou mordomias.
Os que estão indecisos são aqueles que acreditaram e que sabem agora que em Sócrates nunca mais vão votar. Só não sabem ainda em quem o vão fazer.

A única preocupação a ter neste domingo é se esses indecisos reforçam a dupla PSD CDS ou se por outro lado vão dar o voto aos dois partidos inoperantes da esquerda.
Em condições normais não o farão. Quer um quer outro são grupos pitorescos que fazem tudo para disfarçar a sua verdadeira ideologia. Propôem soluções impossíveis para um país arruinado.

Propõem como se certos pressupostos e limitações não existissem. É como se alguém projectasse um foguetão para ir à lua assumindo que a gravidade e a resistência do ar da atmosfera não existissem subdimensionando o volume de combustível que o foguetão precisa para chegar à lua.


Sócrates fez em grande medida o mesmo. E quando as suas medidas imbecis falhavam, a propaganda encarregava-se de nos fazer acreditar que tinham sido um sucesso. Manipulavam-se os números para parecer que tudo estava bem e tinha sido um sucesso.

Não tenho ilusões que o próximo governo também vai omitir umas quantas coisas e que vai haver algumas nomeações polémicas, mas o clima de roubalheira desatada que este 1º ministro e os seus amigos montaram está condenado. Agora temos um polícia externo. Finalmente há um guarda a guardar o guarda.

Eu vou votar com uma determinação e uma convicção maior do que nunca. Com a convicção de que o meu gesto pode significar a minha permanência e da minha família no país. Nunca estive tão determinado a mudar radicalmente de vida se este bandalho continuar no poder. Não aceito viver num país que elege um líder deste nível de mediocridade 3 vezes seguidas.

No domingo jogo tudo.
Votem como se estivessem na mesma situação.
Muda radicalmente a vossa forma de ver as coisas. Acreditem em mim.

Finalmente uma luz ao fundo do túnel

A cada dia que passa a diferença entre o PS e o PSD acentua-se. Mas sobretudo começa a desenhar-se uma possível maioria que retira o PS do poder.

E, mais que tudo, este é o aspecto mais importante que as sondagens revelam.

Uma maioria de "esquerda" composta por um partido obscenamente incompetente, e dois satélites ideologicamente anacrónicos seria fatal para este país.
Do PS sabemos o que esperar.
Do PCP o mesmo do costume. Propostas loucas de nacionalização, de recriar um sector primário ao arrepio de todos os acordos com a UE e a tentativa de proletarização de uma parte da sociedade que nada tem de proletário nem se vê como tal.
Do BE esperamos muito pouco ou quase nada.
A solução para tudo passa por taxar a banca. Por manter um Estado Social impossível de sustentar com dinheiro inexistente.
O apoio de tudo o que seja disruptivo do modo de pensar da sociedade. As chamadas questões fracturantes.
Falam para uma "elite" de esquerda que em muitos casos vive também ela do Estado mas que se considera a proa ideológica e moral do pais.

Muitos não passam de ultra comunistas reciclados de partidos sem expressão nem espaço político.
Aquilo que os separava era a maior ou menor simpatia por regimes torcionários de leste. Louçâ, ele próprio era um admirador da Albânia.
A única coisa que o seu brilhantismo académico trouxe ao país foi a capacidade de juntar estes grupelhos de revolucionários caducos e dar-lhes uma nova cara.

Tal como o PCP quiseram manter-se orgulhosamente  afastados de umas negociações nas quais não reconheciam legitimidade à outra parte.
Mesmo que a outra parte trouxesse o dinheiro que agora lhes permite ter os salários ao fim do mês nas sua qualidade de professores universitários e deputados.
Só isto diz bem da desonestidade total da posição destes dois partidos e do seu empenhamento na resolução dos problemas do país.
A menos que encontrem uma solução para os milhares de milhões necessários para pagar as nossas obrigações, não num mundo de fantasia mas no mundo real, a sua contribuição para o que pode ser o futuro do país é nula.

Do PS estamos absolutamente fartos do seu  modus operandi. Oculta, mente, omite, distorce a todo o momento.
Desde há 6 anos que a estratégia é esta. Funcionou às mil maravilhas com a conivência duma comunicação social embasbacada com a determinação do mentiroso mor.
O jornalismo dos "amigos", das simpatias e da completa falta de espinha dorsal encheu-nos a televisão durante anos. Não havia palerma que não tecesse considerações favoráveis sobre a "imagem" de Sócrates.

Andavam fascinados com as suas vitórias no parlamento (tão cheias de mentira e demagogia como as suas intervenções de campanha)

Infelizmente só agora alguns se atrevem a expor até que ponto esta corja de aldrabões enganou o país e o levou á ruína.

Seria impossível hoje ter o PS no poder. Ou se tinha lá Sócrates ou, mal menor segundo alguns, outras figuras de proa do PS como António Costa, António José Seguro etc etc.

O problema é que levar Sócrates ou os seus lambe botas dá o mesmo resultado - pactuar com o grupo mais incompetente e despudorado que a política portuguesa alguma vez viu em 37 anos de democracia.

A tomada de posição de Passos Coelho e de Paulo Portas parece ter ajudado este povo acobardado a decidir-se.

Dizia um amigo meu que percebia agora (!!) que Sócrates mentia e manipulava a cada dia que passava. Duma certa forma parece que a capa de aparente seriedade e determinação de Sócrates desapareceu e deixa a descoberto um demagogo.
Revela-se agora a sua enorme incompetência ao longo destes anos e muitos já não o conseguem ver através do "filtro".

A única coisa que me espanta em tudo isto é como foi possível verem isso só agora!!

Descartaram as suas mais que suspeitas habilitações, os indícios de corrupção no caso Freeport e a tentativa de manipulação óbvia na comunicação social como se fossem meras cabalas da oposição (como se o braço da oposição chegasse à Scotland Yard ou à forma como a Independente "dava" licenciaturas).

Consegue enganar-se pouca gente durante muito tempo, muita gente durante pouco tempo, mas enganar toda a gente durante todo o tempo é impossível.

Sócrates vê o seu único trunfo desaparecer. Perdeu a credibilidade e agora tudo o que ele diga (mesmo que não o seja, algo que considero quase impossível) soa a falso.

Faltam 4 dias. No domingo ponham esse gajo e os seus amigos a andar!!!

A desfaçatez total

Se a mentira e a manipulação em política pagassem imposto, o país estava numa situação fantástica.
José Sócrates a cada dia que passa consegue dar mostras da sua completa falta de espinha dorsal.

Dizia ele hoje em Santarém um sem fim de baboseiras, certamente para estúpido comer, que ficarão na historia como algumas das afirmações de campanha mais desvairadas alguma vez proferidas.
 “Pensavam que estas eleições eram favas contadas, que iam ter uma vitória, mas enganam-se bem”
Não sei bem em que planeta ele vive ou se acha que por dizer que ganhou vai de facto ganhar, mas num momento em que alguns indecisos começam a dar mostras de o querer ver pelas costas, ele anda com estas frases popularuchas para tolos.

Mas vai mais longe e é aqui que a sua desonestidade completa vem ao de cima
“Eu lutei com todas as forças para que Portugal não pedisse ajuda externa, porque sei os custos que isso tem para o país”, referiu. Já o líder do PSD, contrapôs, “mostrou que está disposto a tudo. Ele fez tudo o que estava ao seu alcance para que o país fosse obrigado a pedir ajuda externa, para poder impor a agenda do PSD”
Pois este asno, desculpem-me a expressão, que gastou dos cofres do Estado como se não houvesse amanhã, que delapidou todo o esforço fiscal imposto aos portugueses ao ponto de por o país a um mês de não ter dinheiro para pagar salários, vem agora insinuar que os outros sempre quiseram a ajuda externa porque isso servia os seus interesses políticos.

Isto vem de um fulano que silenciou o ministro das Finanças que numa réstia de honestidade e de bom senso disse que se os juros chegassem a 7% forçariam o país a pedir ajuda.
Ajuda essa que todos os parceiros desejavam que acontecesse sob pena de arrastar o Euro para um abismo e provocar crises bem mais graves na Espanha e sobretudo no gigante italiano.

A meros dias de não haver dinheiro para pagar os salários dos funcionários públicos e completamente entalado pela banca que se recusou a financiar as suas loucuras, age agora como se toda a culpa deste pedido de ajuda fosse da exclusiva responsabilidade dos outros.

Não é desejável a nenhum nível que tenhamos de aceitar as condições de quem nos dá dinheiro para podermos comprar o que comemos, mas quem provocou esta loucura foi ele e os seus dois miseráveis governos durante 6 anos.
O que este aldrabão insinua é que um devedor pode chegar ao banco e desatar a fazer exigências acerca da forma como quer que lhe emprestem o dinheiro. Como se por acaso ao não aceitar essas condições (do banco) não arriscasse a ficar a dormir debaixo da ponte.

A situação de completa perda de poder negocial perante os nossos credores foi provocada por ele quase na sua totalidade. Endividou-se (ou melhor endividou-nos) até ao pescoço e insinua que tinha a situação sob controlo. Como se por acaso alguma coisa que tivesse sido feita por ele não lhe tivesse rebentado na cara.

Atribui responsabilidades a dois partidos que tiveram uma breve passagem pelo governo e que agora percebemos que em termos de incompetência (altissimamente empolada pelos media) estavam a anos luz daquilo a que ele conseguiu chegar.

É com agrado que vejo finalmente os "silenciosos" a mostrar o bem que lhe querem. Fico espantado com a percentagem absurda de gente que ainda manifesta intenção de votar no PS, talvez por medo do desconhecido.
Mas retirando os casos de clubite parece-me uma posição duma cobardia inqualificável. Depois do que este homem (e não meto o partido no mesmo saco apesar de no PS haver um longo historial de incompetentes cleptómanos) causou de sofrimento a muitas famílias, a muitos pequenos empresários, do assédio moral absurdo que se exerceu sobre professores e magistrados, com a vergonhosa atitude relativamente aos notários com um acordo quebrado deliberadamente, ainda há quem ache que podia ser pior.
Por acaso podia... O que este país merecia era que de facto ficassem um mesito sem receber com este governo em funções para entenderem no bolso o que não entendem no cérebro.
Ver toda a banca em pânico sem receber os milhares e milhares de prestações de créditos durante um mês, os supermercados às moscas por falta de dinheiro e os carros parados por falta de combustível porque os donos não o podiam pagar.

Num país em que a poupança é praticamente nula nas famílias esse era um cenário absolutamente plausível.
E nessa altura nem Sócrates com o seu apalermado brio, ou Jerónimo e Louçã com os seus "não pagamos" teriam nada para dizer a um povo enraivecido e com tendências homicidas.

Só que como esse cenário não chegou a acontecer por muito pouco, muita desta gente apesar de ter apertado o cinto durante 6 anos, ainda vai recebendo "o seu" e está convencida que tudo isto foi empolado acreditando neste arremedo de homem, aldrabão até à espinha dorsal ausente, e habituado uma vida inteira a mentir  para chegar onde quer.

Quando ele diz:
“Quem vai vencer é o partido que defende Portugal”
É capaz de estar a pensar no seu partido, mas a verdade é que o que parece que vai acontecer é que pelo menos o partido e o homem que destruíram Portugal não vão levar uma vitória como recompensa.

Os restos que ele deixa vão ser dificílimos de gerir num país de subsidio dependentes, de empresas de regime a viver de contratos leoninos e de um aparelho de Estado a gastar como se o saco não tivesse fundo. Gestores de empresas deficitárias a receber prémios, benesses e salários totalmente injustificados.

Espero bem que tenhamos um governo de maioria  que saiba ouvir, que saiba decidir e que por uma vez faça aquilo que tem de ser feito sem se ficar só pelos anúncios. Não vão ter uma tarefa fácil, mas pelo menos o ar insalubre que respiramos há anos e anos vai desanuviar.

Quando Sócrates perder, e isso vai acontecer, espero que tenha alguma vergonha na cara  e desapareça da cena política no dia das eleições.
Se não fizer isso, o partido fá-lo-á por ele. Nem que para isso o tenha de fazer passar por aquilo que ele fez a outros militantes do PS na sua ascensão.

A uma semana do fim

Não fosse uma sondagem o que é, pensaríamos que este país ficou louco.

Numa semana a diferença é de 6%, na outra a diferença esfuma-se e na seguinte parra de novo para 5%.

Nos outros partidos há alterações relativamente pequenas, sobretudo quando temos em conta o tamanho da amostragem e a margem de erro. .2% ou .5% num universo de 1000 pessoas são 2 ou 5 individuos com tudo o que isso representa.

As sondagens em excesso são sem dúvida causadoras de um desnorte para muita gente. Não são indutoras de serenidade nem de ponderação. São sim, criadoras de instabilidade e certamente responsáveis (entre outras coisas) de um extremar de posições.

Nota-se um agravar do discurso em certas intervenções de campanha. Sócrates está a um passo de começar a usar linguagem vernácula no que a Passos Coelho diz respeito. Foi-se agudizando desde um ataque cerrado à propostas do PSD, logo a seguir ao debate, até chegar hoje ao ponto de chamar "patético" o apelo ao voto de votantes Socialistas noutras eleições.

Sócrates parece esquecer-se dos outros partidos, e sobretudo e muito convenientemente do CDS. Esquece-se também por completo de falar do seu programa invocando apenas "experiência".

É caso para perguntar de que é que ele tem experiência. Em anunciar medidas que nunca concretiza? Em fazer negócios ruinosos em nome do Estado apenas para apresentar "obra feita" (e no entretanto encher uns bolsos amigos)? Tem experiência em criar um clima de antagonismo com classes profissionais inteiras apenas com intuitos economicistas ou para conseguir limitar os poderes das mesmas?

A experiência de Sócrates foi para nós uma experiência que correu MUITO MAL. Há 6 anos atrás era óbvia a falta de uma estratégia nacional e o fim anunciado duma loucura despesista sem suporte produtivo. Mas há 6 anos atrás podia ter-se feito algo para inverter a situação. Pelo contrário intensificou-se essa tendência ao ponto de a dívida ter disparado como o fez.
Em 6 anos retirou-se da população para engordar o Estado. Asfixiou-se a iniciativa privada para colocar nas mãos de empresas do regime uma série de negociatas "arranjadas" com cadernos de encargos feitos à medida. Ajustes directos com empresas envolvidas em "casos" com o fisco.
Em 6 anos nada se fez e tudo se desfez.
É esta experiência que Sócrates tem. Programa? Bem, mais do mesmo que é o mesmo que dizer que é coisa nenhuma.

A única estratégia possível perante um cenário destes é só uma: Denegrir ainda mais os outros. Extremar as posições arrogando-se de defender uma ideologia há muito esquecida por ele, por Guterres ou por Blair. O socialismo deu lugar à coexistência com o capital na sua vertente mais chocante.

Não é por acaso que os saltitões da política acabam nas empresas que "ajudaram". E já nem se passa por um período de recato. Salta-se de uma para a outra. Passa-se de devedor a credor numa semana e sem se pagar nada. Basta mudar de empresa.

O despudor socialista chegou a um ponto de não retorno. O partido foi anulado pela vontade do líder e vemos figuras de outrora a fazer o odioso papel de terem de defender um partido sem gostarem do líder. Imagino a vergonha de alguns ao terem de se manifestar a favor do líder sem se sentirem enjoados. Seja por lealdade ao partido, seja pela expectativa de favores.

Ver hoje Ferro Rodrigues (o tal que se estava a cagar para o segredo de justiça), mais ou menos reabilitado a lutar por um tacho no parlamento diz bem do nível a que se chegou dentro do PS. Ver Soares afirmar que está ali pelo partido chega a ser triste.

Deve ainda existir uma réstia de esperança dentro do PS. Mas não em Sócrates. O seu discurso mais violento e caceteiro deixa perceber uma clara preocupação com o resultado. Transportar "apoiantes" para comícios que outrora enchiam praças com populações locais diz bem da tentativa de criar uma realidade paralela que os media parecem incapazes de apontar. Apenas no caso mais chocante do sikhs se falou nisso. Não se falou de Coimbra e dos autocarros de Lisboa ou de outras cidades do país.
No entanto em Vila Real lá se falou do PSD por fazer a mesma coisa.

O tratamento nos media é claramente desigual. Se já o é no caso do PSD, então com os outros 3 partidos chega a ser chocante. Sócrates acredita que se dominar os media consegue criar uma visão da realidade que joga a seu favor.

Mas mesmo com sondagens bizarras e flutuações de voto só possíveis num país de loucos a verdade é que o tom de campanha de Sócrates é o indício mais forte do grau de desespero a que está a chegar.
E tendo em conta as sondagens de hoje no Expresso e no Público que indiciam uma descolagem do PSD creio bem que o discurso até ao fim de semana vai piorar consideravelmente.
Sócrates é um mau carácter e um mentiroso e vai chafurdar na lama se for preciso para conseguir mais um balão de oxigénio. O que ele diz dos outros nem de perto se compara com o que os outros dizem da sua governação.
Aborrece-se por lhe chamarem mentiroso. Mas aparentemente não se preocupa nada em evitar mentir. Não consegue. Sócrates viveu enredado numa teia de mentira toda a sua vida adulta. Só lhe resta continuar a toda a força. Essa estratégia safou-o duas vezes e é a única que ele conhece.

Creio que vai ser em vão. E ainda bem que assim é. Estamos fartos da sua voz, das suas mentiras e da sua incompetência.