Os bons exemplos

Gabriela Canavilhas, a ex-ministra da Cultura de José Sócrates, recusou-se a fazer a passagem de pasta a Francisco José Viegas, o novo titular do sector. Argumento: ministro não passa a pasta a secretário de Estado
O que é que há a dizer perante isto?
A soberba duma ministra inútil perante a perspectiva de ter de falar com alguém "inferior".

É este tipo de soberba de personagens medianos e obscuros que só chegaram ao lugar de ministros por trepar dentro de aparelhos partidários, que são bem o retrato do que é o "político".

Gente sem qualidade, sem um mínimo de cortesia para com as pessoas, apenas porque são "ministros". Apenas preocupados com o que acham ser o seu lugar, acima dos outros com direito a tudo.

Claro que um gesto como o de PPC cai pessimamente no meio desta gente. Isto mostra até à exaustão aquilo de que são feitos.
Mas que eles fiquem chateadinhos até percebo. E francamente se ficam chateados com isso que vão para a pqop.

O que não percebo é que comentadores de jornal, jornalistas medíocres e outras criaturas digam o que dizem por toda a imprensa.

Até já se comenta que afinal o gesto de PPC de viajar em económica não significa qualquer poupança porque os membros do Estado viajam de borla na TAP.
Talvez se os génios que escrevem estas coisas pensassem que assim ficam lugares vagos em Executiva, que podem ser ocupados por viajantes que pagam, percebessem definitivamente que seja como for há sempre um saldo positivo na medida. Há sempre um custo e esse custo é menor.

Pela ordem de ideias destes cretinos não há razão nenhuma para não viajarem nos jactos da Força Aérea. Afinal já são deles e sempre é mais conveniente. Se bem se lembram isso aconteceu com Sócrates e apareceu depois a desculpa de que o avião já ia voar fosse como fosse...

A questão é um problema de imagem e de exemplo. De modéstia.
Que Canavilhas desconhece, e que os asnos deslumbrados e incompetentes que foram seus colegas de governo e de outros governos desconhecem também.

A imprensa aborda isto com a sabujice esperada.


O Público coloca este título na notícia
Voos em classe económica para a Europa
Passos não poupou dinheiro porque o Governo não paga bilhetes na TAP
e fecha a nota com este parágrafo
Ao pôr os membros do Governo a viajar em económica para os destinos na Europa (não se sabe como será no longo curso), Passos Coelho não poupa directamente dinheiro mas liberta lugares na TAP em classe executiva, onde o preço dos bilhetes é muito superior, podendo por esta via permitir que nalguns casos a empresa venda bilhetes nesta classe que de outro modo estariam indisponíveis.
Não espero que os jornalistas que escrevem isto telefonem para a TAP para saber se a classe executiva foi de facto cheia de pagantes ou se foi à moscas.
Isso sim era uma bela forma de apresentar o balanço da medida.

O que é que se pode dizer deste tipo de informação?

O que me enoja é que mesmo é que num país arruinado por gente como esta Canavilhas e pela corja que foi posta na rua nas últimas eleições, haja ainda gente que por comer da gamela estatal (ou partidária) prefira denegrir os que são do lado contrário, quer façam bem ou façam mal. E muito pouco se preocupam por manipular e mentir apenas porque isso os deixa mais "confortados".

Há muito lixo por limpar ainda. E nas redações de muitos jornais e televisões empilhou-se lixo de forma nunca vista.

Há já muito tempo que deixei de comprar papel impresso. Desde que jornais de referência incluíram verdadeiros asnos como colunistas, nunca mais saiu um tostão para os sustentar.

Isto não é imprensa nem é informação. São ecos duma máquina partidária que neste caso está do lado dos perdedores. Não tardará muito haverá mudanças para poderem usufruir da publicidade e de negócios com o Estado. Não há verticalidade nem vergonha. resta apenas... lixo.

Populismo? Demagogia? Ou simples honestidade?

É curiosa a forma como a simpatia ou antipatia por uma pessoa ou por uma ideologia faz com que se perca a objectividade na avaliação.

As críticas à viagem em classe económica de Passos Coelho e comitiva é um perfeito exemplo disso.

Se ainda há alguns meses, ou até dias, andava imensa gente a bradar por causa de gastos sumptuários injustificados de titulares de cargos públicos, hoje consegue-se encontrar gente que vê no gesto de PPC um acto de pura demagogia e populismo.

Não tanto pelo acto em si, mas por ter havido publicidade do mesmo. Quer dar-se a ideia de que o objectivo era apenas a publicidade do acto e não a sua substância.

Calculo que seja difícil agradar a gregos e a troianos, mas por vezes estica-se a corda para lá dos limites da razoabilidade.
Enquanto se brada contra carros de serviço de titulares, por outro classifica-se um gesto que pode significar uma poupança considerável se multiplicarmos pelo número de vezes e de pessoas que viajam em iguais circunstâncias, de um mero golpe populista e demagógico.

Estou seguro que as poupanças em viagens podem ser iguais a muitos salários médios anuais.

A questão da publicidade não é mais do que o reflexo do estranho que um gesto destes tem junto de um povo e dos contribuintes que estão muito habituados a pagar passando sacrifícios, para ver os titulares de cargos públicos a desbaratar o "seu" dinheiro em coisas que não têm qualquer justificação.

Não se pode por um lado criticar Santana pela compra de um Audi A8 blindado e ao mesmo tempo criticar Passos Coelho por reduzir os custos de viagens a metade. Os dois gestos são completamente opostos e se se está contra um não se pode estar contra o outro.

Eu como contribuinte que nunca sentei o traseiro num lugar em Executiva fico agradado por perceber, que alguém que defendeu durante a campanha o rigor e a poupança, pratica o que pregou e o faz sem ter receito de parecer menor ou menos importante.

Claro que há gente que vem dizer que isto é desprestigiante para um 1º ministro ou que o gesto foi apenas para recolher simpatia junto da opinião pública e foi pensado apenas para ser publicitado. Ou mais grave ainda, que o gesto foi para dar uma bofetada de luva branca em Paulo Rangel que esteve contra essa medida há algum tempo atrás.

Pode até ser que tudo isso seja verdade. Pode até ser que a publicidade tenha partido do próprio gabinete do PM. Mas a verdade é que passámos 6 anos a assistir a golpes publicitários muito mais graves e nunca ninguém pareceu preocupar-se com isso. A não ser uma mão cheia de outcasts que eram apontados a dedo pela sua permanente má língua.

Se temos gente num governo capaz de aceitar o terrível desafio que se lhes põe de uma forma materialmente desinteressada, então fico ainda mais contente com a sorte que tivemos como país em encontrar gente assim.

Parece-me mais que os críticos estão aborrecidos porque percebem que um gesto que nunca conseguiriam ter, tem reflexos positivos junto da população. Que começa a ter a sensação de que está perante uma forma diferente de fazer as coisas.
E têm receio de que isso pode passar a ser uma bitola pela qual se avalia a dedicação e coerência com que se abraça um cargo político.

Vi uma coisa semelhante a esta num comentário a uma foto do Ministro da Lambretta. Alguém dizia nesse comentário que chegou de Lambretta e saiu de carro oficial. Claro que a chegada de Lambretta viu-se, mas a saída no carro oficial não se viu nem há foto que o comprove...

É com esta objectividade que os perdedores analisam a realidade. Porventura a mesma com que analisam o que foi a desgraça de 6 anos que nos trouxe até aqui.

E não nos esqueçamos que durante esses 6 anos houve muitos gestos demagógicos com um mero objectivo eleitoralista. Mas nunca houve um gesto que desse o exemplo em 6 anos de aperto de cinto. Nem um.
Nunca o governo se coibiu de gastar profusamente o dinheiro dos contribuintes em coisas que mais não eram do que mordomias pessoais completamente injustificadas.

Seria muito bom que duma vez por todas o sectarismo partidário não desdenhasse de um gesto exemplar.
Um pequeno gesto que nenhum outro teve. E não me venham coma história de que não o fizeram porque seria visto como populista e demagógico.
Não o tiveram porque sempre olharam para os cargos políticos como uma forma de fazer uma vida à custa da coisa pública que nunca fariam com dinheiro próprio. Essa é que é a verdade.

Onde andam os "painéis" de comentadores?

Olha...

Hoje não apareceram painéis de comentadores na SIC Notícias a realçar o facto de termos pela primeira vez na nossa democracia uma mulher como Presidente da AR.

Para comentar como uma "derrota" do PSD se transformou numa vitória regeneradora e relevante. 186 votos em 230, uma mulher, ex juiz do Tribunal Constitucional etc etc.

Fica uma notícia de 1 minuto vs. os 4 comentadores de serviço a realçar a pesada derrota de Nobre e Passos Coelho de ontem.

Curioso alinhamento editorial sim senhor... Gastou-se mais tempo com Villas Boas a ir para o Chelsea do que com a eleição de uma mulher para segunda figura do Estado Português.

Posso estar enganado mas no jornal das 9 as referências foram breves. Não sei como terá sido no das 8 e no das 7 mas tenho cá uma suspeita que não se comparou com o dia de ontem.

Ao responsável editorial da SIC Notícias só posso desejar as melhoras.

E pago eu este canal da treta?

Agora é que é. O País vai extinguir-se

Hoje 1º dia do Verão e inicio do período de fogos, é anunciada a demissão de pelo menos 6 governadores civis.

De 18 vão-se já embora 6. E um deles, o de Lisboa, deixou bem claro que sem a sua presença, ou de um sucessor vai ser o caos. Entre outras coisas os Governadores Civis (ou será que são os Governos Civis) fazem, nas palavras do demissionário, as seguintes coisas:
“apresentam uma sustentabilidade financeira invejável, com capacidade de gerar receitas próprias para o funcionamento dos serviços prestados aos cidadãos, para apoiar as forças de segurança e contribuir para o equipamento dos bombeiros voluntários de cada distrito”
Geram receitas próprias! Fascinante. Se calhar é melhor ler o decreto lei em que 40% das coimas revertem para o Governo Civil e 60% para a adm. central. Sugeria que repensasse melhor esse conceito de "gerar receitas próprias". Deve ser o único serviço público do país que gasta apenas o que "factura". E eu que não sabia que havia tanta gente a pedir passaportes...

Para o sr. Governador Civil fica um pequeno exercício. Se as coimas continuarem a existir e 100 por cento da receita reverter para a administração central poupando o seu salário, mais as despesas de representação mais o subsidio de deslocação mais o subsidio de reintegração talvez se poupe algum dinheirinho para pagar a um funcionário público (ou mais) que trabalhe de facto 8 horas e que faz falta numa qualquer repartição de finanças, ou para um médico do SNS numa localidade que não tem um.
O que lhe parece este exercício? Eu diria que esta hipótese está mais em linha com o Estado Social que tão briosamente o PS defendeu na campanha eleitoral.
Para lhe ser franco prefiro um médico do SNS do que um tipo que planeia o que fazer em caso de sismo. Sobretudo porque doentes há às carradas e o ultimo sismo sério que houve em Lisboa foi em 1755 e um outro em 1969 mas mais pequenino.

Apoia as forças de segurança e os bombeiros voluntários dos respectivos distritos.

Quanto aos bombeiros não devem ajudar que chegue porque os pobres passam a vida a fazer peditórios e angariações de fundos. Quanto ás forças de segurança o papel de apoio também não deve ser grande coisa porque nem podem fazer uma perseguição policial sob pena de baterem com o carro e terem de pagar o arranjo. Quanto ás receitas próprias gostava de saber quais são as dotações orçamentais do Estado para sustentar os Governos Civis, só para confirmar que afinal quem gera as receitas somos nós... como em tudo o que é publico e deficitário neste país.
Mas a pérola é mesmo isto
“Acresce que, no caso do distrito de Lisboa, os cidadãos estão confrontados com um risco sísmico, por vezes negligenciado, que exige um trabalho de planeamento, de preparação e de criação de rotinas de acção com uma dimensão supra-municipal”.
Eu que não dormia descansado com o risco sísmico fico muito mais sossegado por saber que temos este homem a planear de forma supra municipal a forma de mitigar os problemas de um sismo em Lisboa.

Com isto e o risco de bombas em eventuais pontes que liguem Lisboa a um Aeroporto na margem Sul (imbecilidade épica de Almeida Santos), percebemos agora que há toda uma elite neste país a pensar na nossa segurança. Mesmo que pareça que beberam uns copos a mais e estejam claramente a alucinar.
Eles estão apenas a planear os cenários mais loucos de catástrofe. Não sei como raio de safa o Japão ou a Turquia sem eles.

Noutro caso, o de Viseu, o Governo Civil estabelece "pontes" entre outras entidades do distrito. Talvez se partilhasse os números de telefone dessas entidades, a coisa se resolvesse sem a sua presença. Ou então ponha apenas umas tábuas para as entidades passarem sem molhar os pés.

A necessidade de pontes na cidade parece ser um problema da Câmara Municipal que devia mandar limpar as sarjetas. E só deve acontecer no Inverno, digo eu...

Mas grave mesmo é que vai haver incêndios e nós bem sabemos o papel fulcral que os Governos Civis têm tido ao conter o fenómeno a níveis quase insignificantes.
Caso por exemplo do Governo Civil de Castelo Branco ou de Faro. Não fosse isso, o Algarve a a Beira Baixa não teriam uma árvore por arder.

Porque é que numa era em que a comunicação é imediata e um organismo num distrito qualquer pode receber do governo central uma qualquer comunicação à velocidade da luz ainda existem estruturas inúteis que pouco mais serviço prestam do que emitir passaportes e receber pedidos para fazer "manifs"?

Se a única argumentação que têm para apresentar é esta, é caso para dizer que não só são inúteis como não são lá muito dotados intelectualmente. Esta é a argumentação de um simplório de bairro.
Parecem completamente à rasca para justificar a sua própria existência.

A pergunta pertinente é: Se forem extintos os governos Civis, o que é que os cidadãos do distrito vão notar? Na minha opinião nada.
Eu nem sequer sabia quem era o Governador Civil de Lisboa nem faço ideia do que é que ele faz.

Representa o Estado no distrito? Na cidade onde o governo tem sede?

Fica aqui o meu apelo aos outros 12: Hei pessoal, estão à espera de quê?

Com estas atribuições (Governos Civis - Atribuições, constituição etc etc) eu diria que um Governo Civil é verdadeiramente um peso morto. Gostei particularmente do ponto em que se atribui 20% de subsidio sobre o salário se o Governador Civil residir a mais de 30Km do Governo Civil. As atribuições pouco mais são que uma página mas tudo o resto são 4.
O receber requerimentos para os mandar para a administração central deve estar um bocado em causa com esta "novidade" da Internet, não?

O detalhe do Facebook também é curioso...
Exmo. Senhor
Ministro da Administração Interna
Dr.Miguel Macedo

Lisboa, 20 de Junho de 2011
 Sr. Governador Civil... O ministro tomou posse a 21 (hoje) e até à tomada de posse  o ministro era o seu camarada Rui Pereira. Se estava a contar com o atraso dos CTT, por o post no Facebook é no mínimo prematuro...

O Estado de Graça. Onde é que ele pára?

Desde que escrevi o ultimo post que tenho estado numa situação de mero observador do triste espectáculo que os meios de comunicação social nos têm oferecido.

E percebi que é difícil dizer que uma determinada estação é pró ou contra esta coligação.
É no entanto fácil perceber para onde caem as simpatias dos "jornalistas".

E a simpatia pelo PS é óbvia. Maioritariamente.

Quando o PS subiu ao poder já tinha ficado clara a "agenda" de muitos jornalistas ao encontrarem constantes gaffes e episódios em Santana Lopes. Gaffes essas que comparadas com o que veio a seguir foram simples brincadeiras de meninos.
Mas até podia atribuir-se isso à forma pouco ortodoxa como Durão Barroso, ofuscado com o lugar, abandonou cobardemente o país à sua sorte. Digamos que Santana e o PSD tiveram o que procuraram.

Sócrates esteve em estado de graça durante anos. Ele era determinado, reformador, activo. Ele era para muitos destes jornalistas, meio babados meio imbecis, um absoluto super homem.

Só que esse super homem era super na mentira, na propaganda e sobretudo na incompetência. Seria de esperar que após nos termos conseguido ver livres de tão abjecta criatura, houvesse agora algum distanciamento das questões de mera simpatia política e fossem minimamente factuais.
Há evidentemente uma forma diferente de estar na política por parte de PPC.
Que é uma forma diferente, é. Que é melhor e mais séria, parece ser. A ver vamos. Mas pelo que nos é dado observar até agora tem cumprido religiosamente aquilo que disse. Ainda não enganou ninguém.

Só que à falta de episódios rocambolescos, inventa-se. Hoje inventou-se já uma cisão entre o CDS e o PSD por causa da eleição de Fernando Nobre.
Já se tinha dissertado abundantemente acerca da ingenuidade de Passos Coelho e acerca do seu comprometimento com um programa eleitoral que "não lhe dava espaço de manobra".

Muitos destes críticos e comentadores parecem ser mais favoráveis a um programa vago que permita mentir sem que se possa dizer verdadeiramente que se está a mentir. Não é por acaso que são ex jornalistas a liderar os gabinetes de comunicação onde se dá voz aos spins inacreditáveis e à pura e simples manipulação da realidade.
Na verdade o que temos hoje de sujo na política, o engano a omissão e a pura e simples manipulação parte em muitos casos de ex jornalistas.

Que parecem estar de alguma forma irritados pelo facto de Passos Coelho não ter precisado das suas ajudas de "linguagem" para ganhar as eleições.

À falta disso não lhe dão descanso. E francamente enjoa. Procuram casos em nada, quase como tentando encontrar uma pepita de ouro no meio de cócó de cão. É ao que muitos estão reduzidos, escavadores de cócó.

Dizia há alguns dias atrás que a informação que temos é uma merda. E a cada dia que passa isso é mais evidente. Como se quisessem esquecer que uma maioria dos votantes fez uma escolha que deve ser respeitada e que devem apenas cingir-se aos factos.

Não conseguem. Não conseguem fazê-lo. Até tentaram dar a ideia de que Assis é uma criatura que pensa pela própria cabeça, ou que Seguro é alguma coisa de substancial.

Sabemos que fez o mui digno curso de Relações Internacionais na Universidade Autónoma,  que ao ter aberto em Dezembro de 85 faz com que ele tenha pelo menos iniciado o seu "último" curso superior com 23 anos. Sim, porque andou aparentemente a arrastar os pés por um curso de gestão inacabado. Frequentou um mestrado de qualquer coisa, e aparentemente não o acabou.
Aos 34 anos era o boss da JS (o jovem mais velho de Portugal) e hoje com quase 49 anos a única coisa de curriculo que tem para apresentar é um lugar de Assistente na Universidade onde se formou. Assumo que depois de 90, o que faz com que aos trinta e tal anos tenha tido um emprego pela primeira vez...
Quando muitos de nós já estavam com obrigações profissionais há uns aninhos. Sou um pouco mais velho do que ele e aos 23 comecei a trabalhar.

Ou seja temos aqui mais um que não deve saber exactamente como é o mundo lá fora.
Vazio, pavão, e academicamente medíocre.
Leciona 10 horas por semana (de acordo com o que está afixado no site da Universidade) que é mais ou menos um dia de trabalho normal de um português. Ao qual se seguem outros 4 ou 5.
Tal como Assis que após o seu curso de Filosofia e docente do secundário envereda pela política aos 24 anos para nunca mais sair. Só gostava de saber quantos anos foi docente do secundário. 1?
Se o curso de filosofia tinha 5 anos a bem dizer não teve muito tempo para ser docente de nada.

No entanto os media falam destas duas criaturas como se fossem a salvação do país e olham para o PM recém eleito e para o seu governo, que por acaso está recheado de personagens de verdadeiro mérito, como se fosse uma coisinha de nada.
São jovens, são inocentes e são apenas uns profissionais que admitem ser competentes, mas não são POLÌTICOS.
Crime de lesa majestade - são técnicos...
São mais importantes as recusas que Passos Coelho teve, a derrota com a eleição de Nobre e a anunciada cisão da coligação. Ou a incrível situação de ter falado em 10 ministérios e acabar, imagine-se, com 11. E que ainda por cima é mau porque assim os ministros não podem dar conta do recado...

Ora vão para o raio que os parta.
Ao menos tenham a decência de dar a um governo que toma posse dentro de um ou dois dias o benefício da dúvida.

Reconheçam ao menos que pessoas como o Ministro da Economia está a anos luz do desgraçado Pinho ou do geriátrico Vieira da Silva (que mal consegue articular um frase sem parecer um deficiente mental).
Ou comparem Nuno Crato com a escritora de livros para crianças ou com a matrona Wagneriana que foi ministra antes desta. Ou Paulo Macedo com a senhora médica do sinalzinho na cara.
E nem sei com que comparar Mário Lino ou os outros ministros de quem nunca ninguém soube o nome ou sequer o que faziam. Só me lembro que a última  ministra do Ambiente se chamava Pássaro por razões óbvias. Da agricultura nem me lembro nos nomes, tal foi o papel relevante que as criaturas tiveram. As senhoras da cultura lembro-me porque uma tinha um penteado estranho e a outra era toda jeitosa. Quanto ao que fizeram? Uma pegou-se com o Rui Rio não foi? E a outra tinha um piano no gabinete.
Tivemos também o senhor da Administração interna que para inepto não lhe faltava nada. Não só mentiu descaradamente às forças de segurança bastas vezes como parecia mais preocupado em falar dos aspectos da estrita legalidade e normalidade. A competência e a acção era algo que pareciam ser-lhe completamente alheias. E Santos Silva? E Alberto Costa e Alberto Martins?
Vamos lá a ver se nos lembramos bem do nível de porcaria que tivemos nos ministérios durante 6 anos. Pode ser?

É comparar a nata com o refugo. Mas mesmo assim preferem o refugo? Para dizer a verdade não me admira muito. A maior parte da classe jornalística não passa hoje de refugo ela própria.
Advogados falhados, gestores com meio curso e jovens apalermados com mais vontade de se ouvir do que de ouvir os entrevistados. A classe jornalística, salvo raras e honrosas excepções é de um nível completamente indigno do título que ostenta.