Zap, zzuut, zilch

Abordagem radical.

Muda o governo e limpa-se toda a informação dos PC's dos funcionários que já lá estavam e irão continuar. Corta-se o acesso à Internet, talvez para evitar que saia alguma informação e começa-se de novo.
Como se nada existisse antes.

Foi isto que aconteceu no Ministério da Economia e das Finanças dias antes da tomada de posse do novo Governo.
Uma operação sistemática de limpeza de informação foi ao ponto de eliminar todos os emails profissionais da rede restrita chamada RiNG.

Nas finanças, houve inclusivamente recolha física de equipamentos.

Eu diria que perante uma operação tão sistemática de obliteração de informação, alguém não quer que alguma coisa venha a lume.

Para quem quer assegurar uma continuidade isto é no minímo altamente limitador desse objectivo.

O contraste com o caso recente dos emails de Sara Palin (ex- Governadora do Alasca) são evidentes. Ao abrigo do Freedom of Information Act todos os emails trocados num contexto profissional ou mesmo pessoais que tenham usado os sistemas do Estado são obrigatoriamente preservados e potencialmente revelados.

Aqui a transparência parece ser um conceito verdadeiramente alheio a esta gente. Pode até ser que isso seja a prática corrente dos vários Governos, mas não devia ser.

Seja como for, uma atitude destas não revela nada de bom e pode muito bem ser interpretada como uma forma de apagar o "rasto" de coisas menos recomendáveis.
Se fosse apenas por uma questão de confidencialidade, os funcionários permanentes destes ministérios estão obrigados a respeitá-la. Isto é muito mais do que uma simples rotina.

Saiba mais aqui: Jornal i

Pimba.... Aí está a prenda de Natal

Não me agrada nada. A mim e a ninguém com toda a certeza.

Mas era mesmo inevitável. Depois do belo número que o INE deitou cá para fora ontem já era de esperar que a fantástica execução orçamental do 1º trimestre tão publicitada de formas ínvías pelo ex-Governo desse este tipo de resultado.

Claro que agora aparecem á superfície todos aqueles que apontam já ao PSD e ao CDS a responsabilidade desta desgraça. A desgraça de verem 50% do subsidio de natal reverter para o Estado.

Mas esquecem-se doutra desgraça. Os 7.7% que nada têm a ver com eles. São os belos resultados da gestão socialista no 1º trimestre do ano.
Usando informação manipulada, claramente apontada por muitos especialistas à medida que os números iam saindo, foram dando a ideia que tinham o monstro sob controlo. Não tinham, obviamente. Já em Abril isto era evidente.

Mas sabiam que se mentissem pareceria que o tinham controlado deixando o odioso para quem viesse a seguir. E conseguiram. O governo vai agora fazer um papel verdadeiramente ingrato: Assumir a tarefa de endireitar o que os outros pura e simplesmente destruiram.

A vergonha que foi o discurso de Sócrates dizendo o que não ia acontecer mais não era do que um adiamento do inevitável para quando ele já não tivesse responsabilidades. E ele sabia que seria virtualmente impossível continuar no poder. Se o acaso o tivesse colocado de novo no poder, poderíamos esperar isto e muito pior.

Poderíamos esperar isto e mais um chorrilho de mentiras e de desperdício sem fim.

Custa-me o que nos vai acontecer, quer do ponto de vista material quer do ponto de vista moral. Custa-me que alguém que foi eleito não enganando ninguém tenha agora de passar pela fase de ser apontado a dedo porque só endireitou o que os outros destruiram.

Um gestor novo que chega a uma "empresa" falida e tenta salvar o que ainda se pode salvar, ficando com a fama dos despedimentos, da contenção e de todos os sacrifícios.
O anterior sai ileso deste julgamento e dentro de 4 anos só se lembrarão deste. Que provavelmente deixará a situação muito melhor do que a encontrou.

Não tenho dúvidas que daqui a 4 anos, os partidos do governo vão ouvir esta argumentação pouco séria em campanha eleitoral dos mesmo que lhe puseram isto nas mãos. O povo tem memória curta e selectiva. É também motivado por partidarite e cegueira.

Só espero que este esforço não seja em vão. Afinal já somos "esforçados" há 6 anos e o resultado foi nulo. Ou pior, o resultado foi uma desgraça. Agravou-se com o desperdício de todos os cêntimos retirados à população em impostos agravados e mais qualquer coisa emprestada pelo estrangeiro.

Tenho imensa pena que isto nos aconteça mas tenho a convicção que com Sócrates e a sua linha autista e incompetente seria muito pior

7.7%

Deitaram o número cá para fora.
Depois de uma execução orçamental em que, afirmava o governo, até tínhamos folga, os números oficiais dizem que afinal estamos só 1.8% a mais do que aquilo que será o alvo no final do ano.

Mais grave, o princípio do ano, especialmente o 1º trimestre é o mais favorável de todos.

Aqui está mais um balde de estrume cortesia da porcaria que se chamou XVIII Governo Constitucional.

Ainda me consigo espantar com o facto e haver gente tão alucinada e irresponsável que manda números falsos para a comunicação social nas esperança de que "tudo corra bem".

Foi esta a estratégia de Sócrates e das suas eminências pardas. Que sairam sem grande chinfrim e que estão prontos a ingressar nas suas Universidades e administrações empresariais como se nada tivesse acontecido.

Até o chefe, modesto, vai estudar filosofia para Paris.

Por cá ficamos nós para pagar esta sublime e competentíssima execução orçamental.

Vamos sem dúvida ser forçados a fazer um esforço adicional para cobrir estas mentiras, mas ao menos uma coisa me deixa mais descansado: É que com eles acabaríamos como a Grécia, arruinados e envergonhados.

Há pouco A.J. Seguro quando instado a comentar este número perdeu-se na sua já lendária vacuidade. Começou a comparar taxas homólogas e a dissertar acerca dos critérios. Como se o número não existisse e fosse um mero exercício de retórica.
Não surpreende. Ele leva o conceito da conversa vazia até um patamar nunca antes atingido. Podemos dormir descansados com ele como líder do PS.

Se isto é o melhor que o PS tem para dar (e receio bem que sim) o PS está perdido. Não vai por os costados no poder durante vários anos. Vão entrar na onda fratricida ao competir pelo pouco que resta.

Resta-me agradecer a toda a nobre linhagem de negligentes, irresponsáveis, ladrões e incompetentes do PS e não só, que nos trouxe até aqui.
A todas as figurinhas sombrias que "venderam" lugares em troca de silêncios, de contratos e de concessões.

Para todos eles, desejo que vão para o diabo que os carregue e espero sinceramente que quando Sócrates tentar regressar, reabilitado e culto, que haja alguém que lhe enfie com um ovo podre na tromba.

O asno mentiroso e teimoso

Não gosto nada de comentar outros blogs ou outros bloggers. Acredito que, como eu, escrevam os seus textos para dar voz aquilo que lhes vai na alma.
Mas começo a ficar verdadeiramente preocupado quando percebo que o que vai na alma de muita desta boa gente é um bocado, como dizer.... desonesto

Um tal de Jumento que escreve um blog (coisa já de si fantástica) insiste agora em descobrir mentiras em Passos Coelho. deve ser por comparação a Sócrates e porque pense que vai conseguir quebrar o recorde.

E percebo também que é mais um daqueles que não deixa que a verdade e os factos atrapalhem a sua "agenda" pessoal, clubística e sectária.
Assim, insiste em que este Governo, o 19º é maior que o anterior. Como tal até se dá ao trabalho de não aceitar comentários que repõem a verdade. Só lhe interessa a sua opinião, porque aparentemente a verdade não lhe "dá pica".

Assim dei-me ao fastidioso trabalho de fazer um levantamento dos Ministros e Secretários de Estado (e adjuntos) dos dois Governos.
No primeiro caso temos 53 e no segundo temos 45.
Notem que a coisa complica-se seriamente porque num mesmo site há listas diferentes. Na verdade acabei por escolher a mais favorável para o XVIII Governo, já que numa outra totalizava 55 elementos. Aqui por exemplo dá 55 (http://www.portugal.gov.pt/pt/GC18/Documentos/Organo_GC18_2.pdf) uma vez que João Correia não consta deste documento.
Não me peçam que encontre as diferenças entre as duas listas de nomes....

O que quer dizer que no computo geral há 8 a menos.
São menos 8 carros oficiais, menos 8 motoristas menos 8 salários menos 8 ajudas de custo, menos 8 grupos de assessores de secretárias de adjuntos etc etc, 14 vezes por ano durante 4 anos. Eu diria que não me importava nada de viver com esta poupança anual... mas isso sou eu que não sou nada ganancioso.

Resumindo. Gosto que quem escreva num Blog e pretenda ser sério e debater seriamente, o seja de facto.
E o chorrilho de distorções nos posts deste tal de Jumento está muito aquém do sério.
Na verdade é uma pura manipulação e segue a linha do jornalismo Nacional que já nem se rala em comprovar um facto. Tão simples como ir ao Portal do Governo. Mas isso dá muito trabalho e basta repetir um disparate que se ouviu ou se quer fazer ouvir a "torcida" come e até comenta a favor.
Pode ser apenas lapso, mas ao moderar o primeiro comentário (que não aceitou) tinha uma pista e um link para poder repor a verdade.
Mas isso não era lá muito compatível com o estilo "má língua" que perpassa em tudo o que escreve. vai daí deixa ficar o erro e persiste nele num outro post.
Só lhe posso desejar as melhoras e esperar que um dia ganhe alguma credibilidade.

Ser fiel à verdade é uma coisa rara e muito difícil. Escrever algo que pode ser uma crítica a um amigo, conhecido ou até alguém com que se simpatiza é difícil e tem de ser um exercício de grande auto controlo. Já percebi que é ainda mais raro do que eu pensava. Ser demagogo, e manipulador da verdade é um caminho muito mais fácil.

Aqui vos deixo com as listas, numeradas por conveniência...

PS: Quando Passos Coelho falou em 11 ministérios não devia estar a incluir o seu... talvez porque não haja um 1º Ministério. Daí que há 11 ministérios mas 12 Ministros (duh!)


XVIII Governo Constitucional

1. José Sócrates - Primeiro-Ministro
2. Luís Amado - Ministro de Estado, Ministro dos Negócios Estrangeiros
3. Teixeira dos Santos - Ministro de Estado, Ministro das Finanças
4. Pedro Silva Pereira - Ministro da Presidência

5. Augusto Santos Silva - Ministro da Defesa Nacional
6. Rui Pereira - Ministro da Administração Interna
7. Alberto Martins - Ministro da Justiça
8. Vieira da Silva - Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento
9. António Serrano - Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
10. António Mendonça - Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações
11. Dulce Pássaro - Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território
12. Helena André - Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social
13. Ana Jorge - Ministra da Saúde
14. Isabel Alçada - Ministra da Educação
15. Mariano Gago - Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
16. Gabriela Canavilhas - Ministra da Cultura
17. Jorge Lacão - Ministro dos Assuntos Parlamentares


18. Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro -  Dr. José Manuel Gouveia Almeida Ribeiro
19. Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação - Prof. Doutor João Titterington Gomes Cravinho
20. Secretário de Estado dos Assuntos Europeus - Mestre Pedro Manuel Carqueijeiro Lourtie
21. Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas - Dr. António Fernandes da Silva Braga
22. Secretário de Estado Adjunto e do Orçamento- Mestre Emanuel Augusto dos Santos
23. Secretário de Estado do Tesouro e Finanças - Mestre Carlos Manuel Costa Pina
24. Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais - Prof. Dr. Sérgio Trigo Tavares Vasques
25. Secretário de Estado da Administração Pública - Mestre Gonçalo André Castilho dos Santos
26. Secretário de Estado da Juventude e do Desporto - Dr. Laurentino José Monteiro Castro Dias
27. Secretária de Estado da Modernização Administrativa - Profª. Doutora Maria Manuel Leitão Marques
28. Secretário Estado da Administração Local - Dr. José Adelmo Gouveia Bordalo Junqueiro
29. Secretária de Estado da Igualdade - Drª. Elza Maria Henriques Deus Pais
30. Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar - Dr. Marcos da Cunha e Lorena Perestrello de Vasconcellos
31. Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna - Dr. José Manuel Vieira Conde Rodrigues
32. Secretária de Estado da Administração Interna - Drª. Maria Dalila Correia Araújo Teixeira
33. Secretário de Estado da Protecção Civil - Dr. Vasco Seixas Duarte Franco
34. Secretário de Estado da Justiça - Dr. João José Garcia Correia
35. Secretário de Estado da Justiça e da Modernização Judiciária - Dr. José Manuel Santos de Magalhães
36. Secretário de Estado Adjunto, da Indústria e do Desenvolvimento - Mestre Fernando Medina Maciel Almeida Correia
37. Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor - Dr. Fernando Pereira Serrasqueiro
38. Secretário de Estado do Turismo - Dr. Bernardo Luís Amador Trindade
39. Secretário de Estado da Energia e da Inovação - Prof. Doutor José Carlos das Dores Zorrinho
40. Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural - Eng. Rui Pedro de Sousa Barreiro
41. Secretário de Estado das Pescas e Agricultura - Dr. Luís Medeiros Vieira
42. Secretário de Estado dos Transportes - Dr. Carlos Henrique Graça Correia da Fonseca
43. Secretário de Estado do Ambiente - Prof. Doutor Humberto Delgado Ubach Chaves Rosa
44. Secretária de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades - Dra. Fernanda Maria Rosa do Carmo Julião
45. Secretário de Estado da Segurança Social - Mestre Pedro Manuel Dias de Jesus Marques
46. Secretário de Estado do Emprego e da Formação Profissional - Mestre Valter Victorino Lemos
47. Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação - Idália Maria Marques Salvador Serrão de Menezes Moniz
48. Secretário de Estado Adjunto e da Saúde - Dr. Manuel Francisco Pizarro Sampaio e Castro
49. Secretário de Estado da Saúde - Dr. Óscar Manuel de Oliveira Gaspar

50. Secretário de Estado Adjunto e da Educação - Prof. Doutor José Alexandre da Rocha Ventura Silva
51. Secretário de Estado da Educação - Dr. João José Trocado da Mata
52. Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior - Prof. Doutor Manuel Frederico Tojal de Valsassina Heitor
53. Secretário de Estado da Cultura - Dr. Elísio Costa Santos Summavielle





XIX Governo Constitucional

1. Primeiro-Ministro - Pedro Passos Coelho
2. Ministro de Estado e das Finanças - Vítor Gaspar
3. Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros  - Paulo Portas 
4. Ministro da Defesa Nacional  - José Pedro Aguiar-Branco
5. Ministro da Administração Interna - Miguel Macedo
6. Ministra da Justiça  - Paula Teixeira da Cruz
7. Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares  - Miguel Relvas
8. Ministro da Economia e do Emprego - Álvaro Santos Pereira
9. Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território  - Assunção Cristas
10. Ministro da Saúde - Paulo Macedo
11. Ministro da Educação e Ciência - Nuno Crato
12. Ministro da Solidariedade e da Segurança Social - Pedro Mota Soares

13.Secretário de Estado do Orçamento -Luís Filipe Morais Sarmento 
14. Secretária de Estado do Tesouro e das Finanças - Maria Luís Albuquerque
15. Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais - Paulo Núncio
16. Secretário de Estado da Administração Pública - Hélder Rosalino
17 Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação - Luís Brites Pereira
18. Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas - José Cesário
19. Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional - Paulo Braga Lino
20. Secretário de Estado da Administração Interna - Filipe Lobo d’Ávila 
21. Secretário de Estado da Administração Patrimonial e Equipamentos do Ministério da Justiça - Fernando Santo
22. Secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade -Teresa Morais
23. Secretário de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa - Paulo Simões Júlio
24. Secretário de Estado do Desporto e Juventude - Alexandre Miguel Mestre
25. Secretário de Estado Adjunto e dos Assuntos Parlamentares - Feliciano Barreiras Duarte
26. Secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional - António Almeida Henrique
27. Secretário de Estado do Emprego - Pedro Martins
28. Secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação - Carlos Nuno Oliveira
29. Secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações - Sérgio Silva Monteiro
30. Secretário de Estado da Energia - Henrique Gomes
31. Secretária de Estado do Turismo - Cecília Meireles 
32. Secretário de Estado da Agricultura - Diogo Santiago Albuquerque
33. Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural - Daniel Campelo
34. Secretário de Estado do Mar - Manuel Pinto de Abreu
35. Secretário de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território - Pedro Afonso de Paulo
36. Secretário de Estado Adjunto e da Saúde - Fernando Leal da Costa
37. Secretário de Estado da Saúde - Manuel Teixeira 
38. Secretário de Estado do Ensino Superior - João Filipe Rodrigues Queiró
39. Secretária de Estado da Ciência - Maria Leonor Parreira
40. Secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar - João Casanova de Almeida
41. Secretária de Estado do Ensino Básico e Secundário - Isabel Maria Santos Silva
42. Secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social - Marco António Costa
43. Secretário de Estado da Cultura - Francisco José Viega 
44. Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros - Luís Marques Guedes 
45. Secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro - Carlos Moedas

Afinal o governo tem o mesmo tamanho... terá?

Hoje ao saber-se da composição final do governo ouvi logo no radio pela manhã os habituais profetas da desgraça.

"Afinal o que não tem em ministros tem em secretários de Estado"
"no fim fica com a mesma dimensão"
"ter 6 secretários de Estado no Ministério da Economia é um disparate e tornará o ministério ingovernável"

Ou até
Há quem se esforce por elogiar gestos populistas como viajar em classe económica nos voos europeus ou gestos idiotas como chamar o ministro da Economia por Álvaro, mas a verdade é que a formação deste governo começou mal. Cortou-se no número de ministros mas nomearam-se mais dez secretários de Estado donde resulta que não se poupou um tostão, entregaram-se pastas a ministros sem qualificações e nomearam-se secretários de Estado para os ampararem, não se reduziu o número de pastas, antes pelo contrário, foram aumentadas e ao mesmo tempo desqualificadas.
O Jumento

Ok. Vamos assumir que esta gente ou não sabe fazer contas ou tem um problema severo de Alzheimer.
Mas que memória da treta que estes "comentadores" têm.

Fui olhar para a composição do Governo anterior e não é que tinha 37 secretários de Estado?
Mas mais curioso ainda é o facto de só o Ministério da Economia ter 4 secretários de Estado. O que juntando aos 3 daquela senhora sindicalista feia que era a Ministra do Trabalho faz 7. Ou seja um a mais para os pelouros que hoje estão no Ministério da Economia.

Como sempre, a forma como estas coisas são comentadas pressupõe que as pessoas são estúpidas ou até que é difícil obter informação da constituição dos Governos anteriores. Nem uma coisa nem outra.

Ainda estou para ver alguém do meio jornalístico fazer esta simplicíssima comparação em vez de se perder em considerações subjectivas e quiçá mal intencionadas acerca das declarações de PPC ao dizer que ia ter um governo mais pequeno.

Pelos vistos tem a menos vários ministros mas ainda consegue ter menos 4 secretários de Estado. O balanço final é, diria eu, um governo mais pequeno do que o anterior.

Se querem confirmar vejam a constituição do XVIII Governo Constitucional aqui.

Façamos as contas então:
XVIII  Governo - 17 Ministros + 37 Secretários de Estado = 54

Correcção: Falta João Correia, Secretário de estado da Justiça que se demitiu antes do fim do mandato.
XVIII  Governo - 17 Ministros + 38 Secretários de Estado = 55
XIX Governo - 11 Ministros + 33 Secretários de Estado = 44

É da minha vista ou é de facto menor? Sou só eu ou houve de facto uma redução na complexidade das estruturas ministeriais?

A forma que a "oposição" jornalística está a usar para criticar tudo e mais alguma coisa é quase infantil.
À falta de coisas realmente substanciais para criticar criticam aquilo que é muito difícil de criticar.
A não ser que sejam a favor de um governo GRANDE. E a julgar pelas reacções a um governo mais pequeno, parece que é mesmo isso que queriam - um Governo maior.

Não há quem entenda esta gente. São incapazes de dar a mão à palmatória e reconhecer que de facto o governo é mesmo mais pequeno.
Em vez disso entretinha-se hoje de manhã um comentarista a dizer que ter 6 Secretários de Estado no Ministério da Economia ia tornar aquilo impossível de gerir. Estranho.... será que nunca esteve num grupo de trabalho de 6 pessoas? Até parece que isso é algo de raro.

Não posso fazer nada a não ser constatar a incrível estupidez que muito simpatizante dos perdedores demonstra. Claro que se vierem com esse argumento do "afinal é igual" vou ter de lhes esfregar na cara com os números que estão acima. Lá vai ter de ser...