Portugal desce um lugar no ranking do desemprego

Portugal passou de 3ª para 4º lugar nos países com maior taxa de desemprego da União Europeia.

E conseguiu isto apenas num dia.

A entrada da Croácia com os seus 20% e 50% de desemprego jovem vem transformar o alinhamento num cenário de horror.

Quando é que a Europa percebe que as políticas insensatas de deslocalização de grandes empregadores para o oriente são as responsáveis pela perda de milhões de postos de trabalho?
Quando é que o mundo ocidental percebe que tem de reverter isto? Quando já ninguém tiver trabalho e salário para comprar os gadgets electrónicos feitos na China?

E que tal impor condições de igualdade laboral, ambiental e social a estes países para que a competição seja leal?
Quantas grandes multinacionais (que se enchem de lucro com este modelo) compram políticos na Europa e nos Estados Unidos?

Uma corja de mentirosos

Teixeira dos Santos e Sócrates são feitos do mesmo material.

Após todas as tropelias que foram sendo feitas com dinheiros públicos e criação de dívida desde 2006, com especial incidência a partir da crise de 2008, tentam agora branquear as suas acções, seja através de mentiras clamorosas seja através de insinuações ou omissões.

Teixeira dos Santos afirma numa entrevista que teria informado o seu sucessor para a existência de contratos de swap.
Parece-me natural e até mesmo obrigatório que o fizesse. Mas Teixeira dos Santos diz o que diz para de algum modo afastar de si e do seu ministério as responsabilidades das perdas originadas por estes contratos.
E como o faz? Omitindo "detalhes". E como dizia Frank Loyd Wright " Deus está nos detalhes". Neste caso é o diabo que está nos detalhes.

O ministério das Finanças já se pronunciou e torna-se mais ou menos óbvio que esses detalhes são extremamente importantes. Senão vejamos:
"A questão foi abordada na reunião de transição entre o ex-ministro Teixeira dos Santos e o actual ministro, Vítor Gaspar (e depois no encontro que teve a presença dos secretários de Estado do anterior executivo). A reunião decorreu num espírito de colaboração e cordialidade", indicou o Ministério das Finanças num comunicado enviado à Agência Lusa.
"A questão dos contratos de derivados foi suscitada por iniciativa do actual ministro das Finanças. A motivação era, por um lado, a preocupação com a grandeza das responsabilidades contingentes, com efeito sobre o Orçamento do Estado e, por outro, o conhecimento público da existência destas operações (em particular no Metro do Porto)", acrescentam neste domingo as Finanças.
O Ministério faz questão de esclarecer também que "nas pastas de transição do ministro das Finanças e da secretária de Estado do Tesouro e Finanças não constava um tópico dedicado aos contratos de derivados financeiros nas empresas públicas".
O ministério liderado por Vítor Gaspar confirma também que a informação acerca da quantificação das responsabilidades envolvidas "não existia" à data da reunião decorrida em 18 de Junho de 2011, tendo a anterior equipa das Finanças "informado que a mesma tinha sido já solicitada", e que - como indicou também Fernando Teixeira dos Santos - veio a ser objecto de um relatório produzido pela Direcção-Geral do Tesouro e Finanças em Julho do mesmo ano.
O Ministério das Finanças esclarece, porém, que "a informação disponível aquando da tomada de posse do actual Executivo dava alguma indicação quanto à dimensão dos riscos orçamentais, mas nada acrescentava sobre as características dos contratos e, sobretudo, não apontava para nenhuma solução".
"Limitava-se (tendo em conta o despacho do anterior Secretário de Estado do Tesouro e Finanças de 9/6/2011) a dizer que as empresas deveriam fazer passar quaisquer propostas pelo crivo prévio da DGTF, Inspecção Geral das Finanças e Instituto de Gestão do Crédito Público. Propostas essas que nenhuma empresa apresentou", sublinha o comunicado do Ministério das Finanças.
Contratos de swap para proteção de risco de subida de taxas de juro variáveis é algo de relativamente comum.  A ideia é reduzir a possibilidade de perda em caso da taxa variável subir acima de um determinado patamar, contratando uma taxa fixa.
Se por exemplo temos empréstimos a uma taxa variável de 2% e há o risco dela subir pode ser boa ideia fazer um swap com uma taxa fixa de 3.5% se esperarmos que a taxa variável suba acima desse valor. Assim, apesar de poder haver alguma perda no caso da taxa se manter nos 2% durante algum tempo, ficar-se-ia a ganhar se ela subir acima dos 3.5%.
 
Mas para se entrar num negócio destes há que ter uma certeza muito razoável que as taxas de juro vão subir porque senão a única coisa que se está a fazer é pagar uma taxa mais alta e a "comissão do banco". Ou seja perde-se em vez de ganhar.
Por outro lado a outra parte do contrato assume que as taxas variáveis poderão baixar (por exemplo LIBOR) e achar boa ideia fazer um contrato.
Imaginem que eu fiz um empréstimo para comprar habitação a taxa fixa de 3% e o meu irmão fez com taxa variável de 2%. Ele acha que as taxas vão começar a subir e aposta que isso vai acontecer nos próximos 2 anos. Eu aposto que vai descer. Trocamos. Eu passo a pagar a variável que for e ele fica "descansado" a pagar os 3% fixos. No final de cada mês fazemos as contas e damos o dinheiro ao outro. Mas eu acerto e a taxa vem para 1% e ele lixa-se porque podia estar a pagar 1% durante dois anos e ficou a pagar 3% porque trocou comigo.
Mas imaginem que para apimentar a coisa indexávamos esta troca ao valor da onça de ouro. Além da taxa de juro haveria mais um outro factor na equação. A valorização ou queda do preço do ouro. Ou seja se o ouro subir para o dobro por onça eu pagaria metade da taxa de juro variável e ele pagaria o dobro da fixa. Se caísse para metade do valor eu pagava o dobro da taxa (2%) e ele pagaria metade da fixa (1.5%).
Acham que alguém seria tão estúpido para assumir este risco de casino com o empréstimo da casa?

Bem , eles foram. E não foi com o dinheiro de uma "casa".


Firmeza de convicções

O protesto está quase a chegar ao Largo do Rato. O homem da bandeira preta chama-se Ruben e tem 28 anos. Encabeça o colectivo, embora diga, de modo entusiasmado, entre palavras de ordem, que não existem líderes naquele movimento. “Somos homens e mulheres de uma esquerda não partidária”, informa Ruben. Pertence ao Colectivo Acção Antifascista. Assumem-se como anarquistas e anticapitalistas. Admite que o protesto não é completamente espontâneo porque já tinha sido pensado no dia anterior pelo Colectivo. “Isto não está autorizado, queremos desafiar as autoridades”, revela Ruben.
Querem chamar a atenção para um país que não precisa de ser governado: “Nós não queremos substituir o Passos Coelho pelo Jerónimo de Sousa. Não precisamos de líderes”, reforça. O objectivo da marcha, conta, é virar à esquerda, na Avenida Álvares Cabral, e voltar à Assembleia. Mas não é isso que sucede, uma vez chegados ao Rato. O grupo segue em frente pela rua D. João V, na direcção das Amoreiras. Durante o trajecto, Ana Farinhas, de 32 anos, também não faz ideia para onde o grupo segue, mas garante que o seguirá até lhe doerem as pernas. É bolseira de Biologia na Faculdade de Ciências e está ali para protestar em nome de todos os bolseiros: “O que nos revolta são os nossos contratos inexistentes e a exclusividade, quando não temos sequer contrato”, explica Ana, que não está muito preocupada com o que possa acontecer na rua, caso a polícia intervenha.
Público 27/6/2013
Umas horas depois seguramente achava que tinha seguido as pessoas erradas como um carneirinho manso. Sem sentido crítico e sem saber exactamente que estava a ser usada pelo "colectivo".
Umas horas depois não tinha água para beber nem sitío onde urinar. Para biologista bolseira parece ter o intelecto de um caracol.

E assim se arregimentam papalvos. Que surpreendentemente não sabem para onde vão nem contra o que protestam os seus compagnons de route, mas afirmam a plenos pulmões que a polícia agiu ilegalmente e violou a constituição. Basta um tipo meter-se à frente a gritar palavras de ordem e esta gente segue-o. Isto é no mínimo hilariante apesar de ser trágico. Imaginem o que dirão os colegas e familiares da Ana Farinhas depois de ler uma coisa destas...

Gente mais burra não é possível existir.

Bons conselhos para manifestantes



Mais um grupo de gente "que não fez nada"

226 manifestantes foram ontem detidos para identificação após terem cortado o trânsito na via de acesso das Amoreiras à Ponte 25 de Abril.

Vindos da D. João V e entrando na via à saída do túnel das Amoreiras, dirigindo-se depois para o acesso à ponte, impediram a circulação automóvel por volta das 19 horas de ontem.

A polícia ao aperceber-se das intenções do grupo chamou o Corpo de Intervenção que conduziu os manifestantes para fora da via pública, onde procedeu à sua identificação e notificação para comparecer em Tribunal.

Hoje nas notícias algumas destas pessoas eram entrevistadas e, curiosamente, não fizeram nada. Um dos entrevistados pintou um retrato de tal forma cândido dos acontecimentos que quase parecia que nem na via pública teriam circulado. "Estavam a desmobilizar" (adoro o discurso neo revolucionário) e vinham "em festa" pela rua "com o aplauso de pessoas às janelas em sinal de apoio".

Tudo em grande "festa". Algum destes génios festivos terá decidido ir para a ponte e vai daí o grupinho seguir para o acesso das Amoreiras. "Sem violência" dizia o entrevistado, como se fosse preciso ir partindo coisas pelo caminho para causar algum mal. Talvez não perceba que encravar o trânsito que sai por aquela via (Ponte, A5) é coisa suficientemente grave para que se lhe dê atenção.
Mais uma vez e segundo ele iriam escoltados pela polícia "ordeiramente". Até que... apareceram centenas de polícias que os conduziram ao local para ser identificados.
Na douta opinião deste imbecil, a polícia era "completamente exagerada" uma vez que era gente ordeira a exercer o seu direito de indignação.

À falta de evidências de "brutalidade" policial, fez declarações acerca da intervenção policial que são normalmente o "Plano B". E o plano B é dizer que a polícia era exagerada para as circunstâncias. Porque eles eram pacíficos etc etc.
"Chegaram dezenas de carrinhas com polícia.", como se o facto de isso acontecer signifique por si só alguma coisa de especial.
Não se referiu a nenhuma brutalidade. Apenas "acha" que a polícia lhes devia ter dado "água" porque a polícia tinha água para os seus efectivos. (Nota: fazer proposta ao comando de levar palettes de água para as manifestações a distribuir pelos manifestantes com sede)

Se para ele exercer o seu direito causa mossa nos direitos de milhares de cidadãos que vivem e trabalham nesta cidade, eu diria que se lixe o direito dele. Prefiro de longe atender neste caso às necessidades da maioria.

Curiosa noção esta de achar que impedir a circulação e dirigir-se para a ponte a pé em hora de ponta é uma coisa normal. Um "direito" que assiste a todos os cidadãos. Que não deveriam em caso algum ser interceptados pelas forças da autoridade que tem por missão manter a ordem pública.

O que ressalta imediatamente deste episódio são dois aspectos importantes:
1. Esta gente não tem noção nenhuma das consequências dos seus actos
2. São duma enorme cobardia ao não assumir em pleno as consequências das suas opções.

Omitem ou mentem com quantos dentes têm na boca pintando um cenário que não corresponde de todo à realidade dos factos. Obviamente por medo das suas consequências.
Até a "luta" se abastardou. Pequenos burgueses há 1 ou 2 anos atrás, consideram-se hoje lutadores de vanguarda. Mas nem apresentam o espírito de sacrifício dos verdadeiros lutadores nem são gente de convicções. São apenas um bando de tolinhos para quem 4 horas sem água é um sofrimento enorme.


Nesta foto podemos perceber o número de indivíduos envolvidos na manifestação "espontânea" e a forma como bloqueiam completamente a saída do túnel em direção à ponte e à A5. Os relatos de que os "coitadinhos" não fizeram nada vai pelo cano abaixo. O crime de que são acusados é precisamente o de impedir a circulação rodoviária. Se mais evidências faltassem bastaria esta foto do Público para perceber que de facto impediram por um bom bocado a circulação do trânsito.
O grupo não é especialmente grande (já não se vê ninguém em cima do viaduto) mas para conter um grupo assim são de facto precisos umas centenas de agentes.


 E aqui estão eles a dirigir-se para a ponte. 


Os agentes do corpo de intervenção bloqueiam o grupo de manifestantes e nesta foto pode ver-se o gesto do polícia e o ar de desafio do indivíduo que olha para ele. Assumo que o agente estaria a pedir ao manifestante que se deslocasse para ode a sua mão aponta. Enquanto a senhora de verde parece estar a contestar a situação.


Neste fotografia percebe-se o cordão de policia do CI, contendo os manifestantes. Acho digno de referência o tipo de personagens que aparece nesta fotografia. Sendo o desemprego jovem alto como sabemos, pergunto-me em que serviços do estado trabalharão estes "grevistas".
Acho notável quando tentam fazer parecer uma coisa destas com a luta dos "trabalhadores". Parece-me mais um grupito de jovens "empenhados" que achou uma excelente ideia continuar pelo tabuleiro da ponte num momento de histeria revolucionária.

Mas na verdade esta pobre gente "que não fez nada" só pode estar a referir-se a não ter feito o seu chichi. Porque uma das queixas que apresentam da actuação da polícia, que foi a todos os títulos exemplar, foi o facto de não lhes ter dado água nem lhes dar acesso a instalações sanitárias...

Eles trazem sacos e mochilas. Não se lembraram que a água era importante? Não tinham sítio para a por? Absurdo e patético. Mostra bem o nível de idiotas que se mete nestas aventuras. E que como qualquer bom idiota, nega depois tudo o que fez ou pretende encontrar as razões mais fantásticas para o ter feito.
Do ponto onde foram parados até à ponte são uns bons 6 ou 7 quilómetros (9.8 até ao garrafão das portagens). Quanto tempo demorariam a chegar até ao tabuleiro a passo de manif? 2 horas? 3.5 km por hora não é mau para um passo relativamente lento. Há água pelo caminho? Casas de banho?
Sou levado a concluir que o planeamento da acção foi feito por imbecis. Ou então por génios. É que não bebendo nada há menos necessidade de urinar.
Se é gente desta que tem outras opções para mudar o rumo do país acho bem que evitemos a todo o custo pô-las em prática. Já nos chega que a estupidez lhe cause dano a eles. Não vamos querer estender isso a todo o país, pois não?

O aproveitamento destas ocasiões "festivas" é bem conhecido. Se bem se lembram houve o caso do apedrejamento incessante dos agentes em frente ao parlamento que as organizações partidárias disseram tratar-se de "infiltrados".
Suponho que aqui tenham sido agentes da reacção a instigar estes nobres manifestantes a cometer um crime do qual não têm qualquer culpa.

A verdade é que eles nunca fazem nada. O ex-sindicalista não bateu no segurança da ministra, estes não fizeram nada de mal etc etc. São uns coitadinhos que só precisam de beber água e fazer um chichi.
Ridículos e totalmente irrelevantes, só conseguem dar mau nome a este tipo de organizações.

Democracia não é fazermos o que nos dá na gana. A nossa liberdade termina quando ela colide com a dos outros. Se não conseguem viver em sociedade respeitando os direitos de todos (até daqueles com quem não concordam) então não pode haver tolerância para este tipo de coisas.

A polícia portou-se exemplarmente. De tal forma que não há uma única queixa legítima conta ela. Com as centenas de telemóveis (e muitos serão iPhones e topos de gama a julgar pela qualidade das fotos) presentes no grupo ainda não apareceu uma única foto em que um agente se porte de forma violenta com um manifestante.

Se as únicas queixas que têm das forças da autoridade são a falta de água, não poder urinar e estar muito tempo à espera, então a única coisa que se pode dizer é que da próxima vez levem água, urinem em casa ou onde puderem e não se metam em parvoíces pensando que chegamos a um ponto em que se tolera tudo porque a "malta está em luta".