Meter a informação pelos olhos a dentro

Ouve-se com enorme frequência esta coisa da "austeridade pela austeridade".
Por tudo e por nada, desde o mais comum dos cidadãos até ao mais emérito dos políticos, se ouve este tipo de argumentação para demonizar este Governo.

Como se um dia o governo tivesse acordado e decidido que seria bom para um país tresloucado e afundado em consumo, provar as virtudes luteranas da contenção.
Quase parece que não precisávamos de rever a nossa forma gastadora de viver.

A prova de que precisávamos, e já há muitos anos, estão aí para todos verem. As famílias endividaram-se de forma absurda. Para lá do seu rendimento disponível e ainda para lá do seu rendimento eventual. Não se fazia poupança de forma generalizada. Vivia-se o dia a dia e empenhava-se o futuro pelas coisas mais fúteis.
Comprar um iPhone a crédito é um desses extraordinários exemplos...

O país por seu lado conseguiu ainda fazer pior. Meteu-se num buraco de tal forma gigantesco que atirou todo o país para uma contracção forçada que nos está a matar.
E contesto veementemente que a contracção seja a responsabilidade exclusiva deste governo. A responsabilidade está em quem deixou chegar a um ponto de não retorno que forçou, por imposição externa, a que esta contracção se efectuasse em 3 anos.

Fosse quem fosse, teria de adoptar medidas de poupança súbita e de aumento de receitas para fazer face à situação que se nos apresentava em Junho de 2011.

Dizem em cima deste chavão que o Governo não tem feito nada. Ou quando confrontados com o que tem feito, que não comunica.

Não sei o que as pessoas esperam da informação e da comunicação. Mas se esperam que lhes bata á porta alguém a explicar isto, então são dementes.
A informação está aí. Nos media. Pouco, é verdade, mas está aí.
E só alguém muito distraído é que pode dizer que não sabe das poupanças conseguidas ou que não sabe das medidas de redução de despesa que têm estado a acontecer. Mas para isso precisam de querer saber em vez de ficar à espera de uma versão convenientemente distorcida da realidade que lhes é servida de forma imediatista.

Os tais 4 mil milhões de cortes são mais um faceta dessa redução. Imposta pela troika e que visa colocar a despesa pública num patamar sustentável.
Mas depois dizem que não querem. Como se fosse possível ter  uma austeridade do agrado de todos.

A austeridade não é do agrado de ninguém. Das pessoas, dos governantes e nem sequer dos credores. É apenas uma maldita forma de o país não colapsar. Coisa que o PS de Seguro e o barco dos loucos do PCP e do BE parecem querer negar.
Como é que uma família endividada e sem crédito pode esperar manter o mesmo nível de vida para pagar o crédito que não consegue?
É esta a proposta de Seguro. E como ele não é completamente imbecil, prefere dizer que vai aos credores e negoceia "outras regras". E assim milagrosamente pode continuar a ter a vida que sempre teve e lá "mais para a frente" tudo ficará magicamente resolvido.
Que tal como proposta de solução? Boa hein?

Do Bloco e do PCP nem vale a pena falar. Como a sua ideologia desgraçada só grassa no meio da miséria, quanto mais melhor, pensam eles. O estranho que apesar desta estratégia do facilitismo que o povão tanto gosta, eles perdem intenções de voto nas sondagens... Estranho. Estará o povo português a ficar esperto? Será que a informação que diz que não lhe "deram" até foi entrando na cabeça?

Não deixa de ser curioso que os mesmo que dizem que o Governo não fez nada são os mesmos que logo a seguir, num arremedo de realismo, dizem que o que o PS o PCP e o Bloco dizem é completamente irrealista. Então em que é que ficamos? O governo fez alguma coisa ou não?

É que tirando estes partidos só restam os verdes. E esses de verde não têm nada. No dia da verdade vão escolher quem? Um governo em branco? Não me parece.

Oh Rui, agora é que borraste a pintura

No melhor pano cai a nódoa.
De vez em quando aqueles que admiramos fazem ou dizem coisas que nos deixam pouco à vontade.

Há dois casos da minha experiência pessoal que encaixam perfeitamente nesta definição. Com o caso de Rio são 3.

O primeiro é o de Morrissey, antigo vocalista dos Smiths.
Desde o princípio que a onda extremista militante vegetariana de Morrissey me irritava um bocado. Mas essa é das coisas com que se pode viver.
Gostava da música e olhava para o grupo como um conjunto que produzia coisas muito boas (esquecemo-nos de Marr vezes demais, mas era um figura central da qualidade do grupo).
Até ao dia em que vi uma entrevista dele. No pico do sucesso dos Smiths revelava-se como um misógino arrogante e com um ego desmesurado. Afirmando que quando era jovem sonhava escrever coisas "relevantes"... como tinha acabado por acontecer.
Finalmente numa entrevista no programa de Jonathan Ross revelou-se com um completo parvo. Sobranceiro, afirmando na resposta a uma piada de Ross que não tinha nenhuma intenção em ser amigo dele.
Quando alguém diz coisas assim é claramente alguém que dificilmente pode ser admirado. A sua personalidade parece ser verdadeiramente insuportável. Em suma, um parvalhão de alto quilate que fez música muito boa (quando estava nos Smiths...)

O segundo caso é o de um colega de trabalho.
Trabalhou na mesma empresa que eu durante 10 anos. Sempre em áreas diferentes, cruzámo-nos brevemente em algumas ocasiões.
Mas recentemente trabalhámos juntos. A fama de competência e conhecimento que trazia desapareceu no momento em que começou a abrir a boca. A cada pergunta dizia sempre que dominava o assunto apenas para se perceber que isso era só o resultado da insegurança. Resultados - maus.
Muito mais grave do que isso percebeu-se que era uma pessoa dada a "emprenhar de ouvido". O tipo de relacionamento que começou a ter com as outras pessoas do grupo e a ambição de "liderar" acabou por revelá-lo com um elemento a evitar a todo o custo.
A coisa tornou-se tão grave que a uma certa altura todos começaram a desejar-lhe um estrondoso espalhanço. Acabou por acontecer com as piores consequências possíveis. Foi "dispensado" por manifesta inadaptação. Numa leva de downsizing foi dos primeiros a aparecer no topo da lista.
Foi uma enorme decepção. Mas depois de se revelar a única coisa que eu e os outros queríamos era que ele desaparecesse da face da terra.

Rui Rio é o meu terceiro desapontamento.
Toda a gente diz que é um homem sério. Impoluto e incorruptível. Não o conheço pessoalmente mas pelos exemplos de carácter que vai demonstrando parece corresponder à fama.
Mas há outra coisa que se percebe que ele é. E é ser obstinado.
E muitas vezes essa obstinação e a noção de que podemos estar sempre certos faz com que se cometam algumas falhas "chatas".
Na entrevista de ontem Rio parecia zangado com o PSD.
Não só o demonstrou no caso da candidatura de Meneses como creio bem que se alargou para as declarações que fez da ministra.
Uma coisa é dizer que ela não é competente. Coisa que ainda assim estranho, dado o domínio que ela demonstra nas matérias de que falou. Um incompetente não fala assim, senão veja-se a figura dos anteriores inquiridos do PS na mesma comissão. Nem sequer sabem do que estão a falar com um mínimo de detalhe.
A outra bem diferente é alinhar pelo diapasão da "mentira". Só que ele não diz "mentira" porque prefere dizer "não disse toda a verdade".
E o que é "toda a verdade"? É dizer que o antecessor lhe passou toda a informação quando se sabe que a informação que ele lhe passou não era minimamente suficiente ou significativa? É isso a verdade?
Quando a ministra diz que não havia nada sobre os o problema dos swaps, podemos considerar que alguém a dizer que existem é suficiente? Ela sabe que existem. Para que serve uma informação assim?

Vejamos o seguinte cenário.
O governo afirma que vai ter de fazer cortes de 4mil milhões. Já informou toda a gente. Mas a oposição continua a dizer que isso não basta porque precisa de saber detalhes.
Será que o mero conhecimento da necessidade dos cortes por parte de toda a oposição e do povo português permitiria ao Governo chamar a Seguro mentiroso quando ele diz que não sabe sobres os cortes? (quando o que ele quer dizer é que precisa de saber onde vão incidir de forma concreta)
A comparação é perfeitamente legítima. De nada serve dizer que há swaps com perdas potenciais elevadas quando o que se precisa saber é o detalhe mais ínfimo de cada um deles. Saber que existem e que podem dar "chatice" é estar informado? Só se for para o PS, PCP e Bloco que parecem achar que os actos de gestão são meros gestos simbólicos e alertas à navegação. Para quem tem de resolver os problemas certamente que não chega.

Rui Rio já muitas vezes fez o mesmo. ele é político, Já distorceu e omitiu informação para obter ganhos políticos. Não se cansou de fazer isso na Câmara do Porto.
Como dizem os ingleses he has an axe to grind com o PSD. O que não tem o direito é de denegrir pessoalmente pessoas que no seu entender corporizam essa mal estar com o PSD.
O serviço que ele faz ao PSD é péssimo. Se ele é um homem de convicções fortes como é que prefere dar o ouro ao bandido que ele tanto criticou pela péssima gestão do país e da sua própria câmara.
Porque é que se junta ao coro dos que demagogicamente tentam destruir o carácter da ministra das finanças? O que é que ele, o partido, o governo ou o país ganham com isso? Tempo de mexericos na TV?

Por vezes a cólera tolda o raciocínio. E creio que numa pessoa como Rio esse tipo de reacção está sempre a um pequeno passo de distância.
Mas como qualquer militante, e sobretudo no caso dos mais proeminentes como é o seu caso, há sempre a hipótese de concorrer à liderança do partido, ir a eleições e rodear-se dos melhores num governo a que presida.
Porque não o faz? Eu bem gostaria de que o presidente do PSD fosse uma pessoa credível, séria e que usasse esse "mau feitio" para atalhar a direito nas coisas claramente erradas deste país.
Será que enfrentaria lobbies poderosos com a mesma bravata com que se atira a Menezes e à ministra?
Sinceramente não acho. Porque se estivesse em causa a sua própria imagem e sobrevivência política teria muito mais cuidado e seria muito mais diplomático.

Também por estas coisas se mede o nível de um líder. De Rebelo de Sousa já vimos a amostra e acho que ninguém quer repetir a dose. De Capucho, MFL e outros que foram passando pelo poder creio que estamos conversados.
Só faltava mesmo Rio revelar-se como um personagem com questões pessoais a acertar. Preferindo ajudar o PS e toda a corja de malfeitores encapotados que tentam crucificar a ministra para afastar de si a responsabilidade dos actos altamente danosos que temos visto.

BTW, na qualidade de Presidente da Câmara do Porto estava no conselho de Administração da Metro do Porto. Quando é que ele manifestou o seu desacordo por este tipo de contratos que visavam simplesmente empurrar os problemas par debaixo do tapete?
Assinou de cruz? Não foi informado? Não sabia, como tantos outros, onde a Metro do porto se estava a meter?
É este um líder sério, impoluto e competente?
Se calhar vou ter de rever a ideia que tenho de Rio que afinal não passa da vox populi.

A qualidade dos nosso deputados

A qualidade da gente incluída nas listas partidárias fica bem patente em casos como o de hoje.
Ao ver e ouvir esta gente na comissão parlamentar no caso dos swaps fica-se com a sensação de que temos uma classe política, em especial os deputados, de um nível absolutamente miserável.

É impressionante a forma como se comportam perante um caso que foi criado pela negligente e incompetente gestão de uma série de intervenientes.
O objectivo desta gente é por um lado de quase bajulação (PSD e CDS) e por outro de uma demente determinação em chamar mentirosa à ministra.
Nada lhes importa quem fez, o que fez e como fez.

Ana Drago, do fundo da sua mais que óbvia ignorância na matéria, entrou determinada a encostar a ministra à parede. Entre sorrisos jocosos e uma linha de interrogatório própria de uma imbecil, foi sendo encostada ela própria perante as respostas, a memória e o conhecimento técnico da ministra. Era uma guerra perdida. Ana Drago não está ao nível de ninguém que saiba um pouco do assunto de que se trata. Como a maior parte destas pobres amostras de gente, sabe um pouco de generalidades e é perita em agitação e desinformação.
Chegou ao ponto de trazer a questão dos cortes salariais e carga fiscal para uma comissão que pretende apurar de que forma a cadeia de incompetência e desleixo causou tamanho problema.
Insistia repetidamente que o governo nada tinha feito durante mais de um ano. Quando remetida para a consulta da documentação que comprovava as diligências que foram ocorrendo ao longo desse período ficou sem grande coisa para dizer.
De facto montar uma estratégia em cima de suposições tão pouco plausíveis é muitíssimo arriscado.
Ana Drago não faz a mínima ideia do que se foi passando na Secretaria de Estado. Ao saber do momento das conclusões, supõe como só um ignorante o pode fazer, que entre esses dois momentos no tempo nada se fez. Como se fosse possível encontrar uma solução de véspera.
Perdida, entra pela conversa panfeletária na esperança de que apareça na TV. É a única coisa que pode esperar. Esperava eu que ela pelo menos se documentasse um pouco sobre a matéria em discussão. Mas nem um pouco. Nada. Ignorância total.
1 a zero.

Falou depois um deputado com um ar sorumbático (creio que do PS) que pretendia da ministra respostas monossilábicas. De pouco lhe serviu quando chegou à parte da passagem de informação do antecessor. Começou a ficar claro que o antecessor pouco informou pela simples razão de nada saber.
2 a zero.

Finalmente um tal Paulo Sá. E já vi muito tolo. Mas este coloca o conceito de tolo a um nível totalmente novo.
A infantilidade da linha de interrogatório e as conclusões abusivas acerca das respostas só podem ser encontradas num qualquer julgamento estalinista.
Quando à pergunta sobre a passagem de informação a Vitor Gaspar que teria obtido do antecessor foi desmontada, Luis Sá ficou verdadeiramente perdido.
Fico mesmo espantado como é que um partido como o PCP pode ser tão desprovido de competência e qualidade no seu alinhamento.
3 a zero
E o homem é supostamente doutorado em física. Como é que a cegueira sectária pode transformar um indivíduo com formação cientifica num palerma que apenas balbucia disparates como um garoto de 5 anos? Não sei responder. Só sei que se tivesse de imaginar as habilitações dele pelo que ouvi, diria que não passava de um borgesso com um grau de ensino muito limitado. Mas afinal, para se ser do PCP é preciso um grau de cegueira considerável. Portanto tudo normal.

Dizendo a ministra que o antecessor não lhe tinha passado informação relevante na reunião dos dois, não haveria muito a transmitir a Vitor Gaspar, de facto. Mas até aqui este tolo Paulo Sá acabava sempre a dizer "a senhora mentiu".
A infantilidade das conclusões do deputado e a completa falta de respeito pelo objectivo da comissão ficaram bem patentes à medida que se foi cobrindo de ridículo. Isto para não falar da mais que óbvia falta de respeito pela pessoa a ser inquirida.

Nenhuma destas pessoas está preocupada em apurar a verdade.
O Bloco e o PCP estão ali para provar que a ministra mentiu. O PS está ali para provar que a culpa é deste governo e que a ministra mentiu.
Nenhum quer saber quem fez os contratos e quem se isentou de os controlar. Ninguém a não ser talvez os deputados do PSD e do CDS.

Não me lembro de nenhum caso em que esta gente tenha sido tão diligente em expor mentiras passadas. Com Sócrates no poder limitavam-se a tocar os assuntos pela rama e a perder-se em tricas menores. nenhum destes indivíduos se atreveu a colocar numa comissão um governante do PS e fazer este tipo de espectáculo deplorável.

E talvez o devesse fazer. Talvez devesse colocar todo o belo alinhamento de incompetentes e criminosos que pôs o país neste estado e apertar-lhes as canelas. Mas isso não serve os seus objectivos porque nada ganham em tentar desacreditar gente que já não está no Governo. À falta de melhor atiram-se a estes.
Felizmente que quando falam só conseguem cobrir-se de rídiculo.
Para que raio serve uma comissão assim com gente deste nível de qualidade e com este tipo de objectivos? A resposta é claramente: Nada. Uma pura perda de tempo.

O espalhafato e o conhecimento

Ouvindo a audição da ministra das finanças na comissão parlamentar não posso senão fazer a minha vénia.

Em primeiro lugar pela contenção demonstrada perante as perguntas e os apartes cretinos de Ana Drago. Manter a compostura numa situação destas é algo que só pode estar ao alcance de alguém com boa formação intelectual e cívica.

Em segundo lugar pelo conhecimento demonstrado na matéria. Não precisa de recorrer a cábulas e fala com um enorme à vontade sobre os temas o que apenas está ao alcance de quem sabe muito bem o que faz.

Ana Drago por outro lado não desaponta. Uma pateta panfletária, levando ao extremo aquilo que os portugueses fazem normalmente - falar sem saber minimamente o assunto sobre o qual se estão a pronunciar.
As conclusões são completamente abusivas "não fizeram nada durante um ano", ou simplesmente erradas.
É um pouco assustador ter uma especialista em economia e contas públicas a discutir com borgessos. E é assustador porque são deputados como Ana Drago que podem um dia estar num qualquer cargo governativo. Já é bastante assustador perceber até que ponto os seus conhecimentos são completamente insuficientes para falar com um especialista em qualquer matéria.

O curioso da interpelação de Ana Drago é a forma como ela se foi encurralando num canto. O sorriso trocista, tão característico deste grupinho que se acha possuidor da verdade, foi desaparecendo à medida que tomava consciência de que nunca poderia discutir de igual para igual com a ministra.
O sorriso passou de trocista a forçado para um esgar mais raivoso até se silenciar por completo.
Começou por alegar que a ministra não tinha feito nada. À medida que a sua argumentação foi sendo destruída encurralou-se na questão dos custos para os contribuintes.
Chegada aí teve mesmo que assumir a sua "iliteracia" (para quê usar palavras finas Ana Drago? Diga apenas que não percebe um "corno" do que está a falar) sobre o assunto.
Teria sido bom que tivesse percebido isso desde o início. Era mais ou menos óbvio que não tem a capacidade de debater estas questões com profissionais a sério.
Acabam sempre a refugiar-se em coisas supostamente "ditas" por outros especialistas. Ainda por cima mal compreendidas porque estão claramente acima das suas capacidades de compreensão.

Ana Drago foi completamente destruída. Cavou até bater em pedra sólida. Poderia ter continuado a escavar se tivesse algum conhecimento sobre a matéria. Mas mesmo assim não basta ser economista para se poder discutir estes temas com uma pessoa como a ministra.
E assim será por parte de qualquer deputadozeco medíocre (existe de outro tipo?) que tenha como única motivação a chicana política.
Veja-se o caso de Galamba, supostamente economista mas comprovadamente medíocre. Enfrentar um governador do BdP ou um ministro da Economia está bem para lá das suas capacidades.
E não admira. Se eles fossem realmente bons naquilo que fazem estariam a auferir de bons salários no sector privado em vez de dependerem de favores políticos para figurar numa lista em lugar elegível. Não é por acaso que a mediocridade grassa no parlamento.
Ana Drago é socióloga. Pouco mais. Talvez nem isso seja de forma competente.
Como quase todos frequentou qualquer coisa mais que nunca acabou. Nunca acabam nada. Mas têm a distinta lata de dizer que frequenetaram qualquer coisa.
O seu camarada Daniel Oliveira também frequentou uma licenciatura. Que não acabou. Mas espantem-se oh almas, está a fazer um mestrado na Lusófona. Teremos por estes dias um mestre sem licenciatura. Uma novidade a la Bolonha seguramente.

Da carreira profissional de Ana Drago não há nada digno de realce. Mas fico a saber que agora há teses de licenciatura e é considerado um título académico e/ou científico.
Arre porra que esta gente gosta de injectar esteroides no CV...
Isto deve ser uma coisa do Bloco. Por este andar teremos teses no ensino secundário.
Habilitações Literárias
Frequência de Mestrado em Sociologia

Profissão
Socióloga

Cargos que desempenha
Deputado na XI Legislatura;
Membro da Mesa Nacional do Bloco de Esquerda
Membro da Comissão Política do Bloco de Esquerda

Cargos exercidos
Deputada nas IX e X Legislaturas

Obras Publicadas
"Agitar antes de ousar: o movimento estudantil anti-propinas", 2003, Edições Afrontamento, Porto

Títulos académicos e científicos
"Agitar antes de ousar: o movimento estudantil anti-propinas" - tese de licenciatura em sociologia polítca (2001)
Como currículo estamos conversados. Quantos licenciados em Sociologia estão hoje desempregados ou a trabalhar em profissões  nada adequadas à sua formação?
E é esta pobre amostra de profissional que se põe a tentar encostar à parede uma pessoa como a ministra?

Maria Luís Albuquerque nasceu em Braga em 1967.
Licenciou-se em Economia na Universidade Lusíada de Lisboa em 1991 e é mestre em Economia Monetária e Financeira pelo Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa desde 1997.
Foi técnica superior na Direcção-Geral do Tesouro e Finanças entre 1996 e 1999, técnica superior do Gabinete de Estudos e Prospectiva Económica do Ministério da Economia entre 1999 e 2001, desempenhou funções de assessora do Secretário de Estado do Tesouro e das Finanças em 2001, foi Diretora do Departamento de Gestão Financeira da Refer entre 2001 e 2007 e coordenou o Núcleo de Emissões e Mercados do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público entre 2007 e 2011.
Foi docente na Universidade Lusíada de Lisboa, no Instituto Superior de Economia e Gestão e no polo de Setúbal da Universidade Moderna entre 1991 e 2006.
Maria Luís Albuquerque foi Secretária de Estado do Tesouro e Finanças entre junho de 2011 e Outubro de 2012 e Secretária de Estado do Tesouro entre outubro de 2012 e junho de 2013. Nestas funções, seguiu os assuntos do Eurogrupo e do Ecofin substituindo o então Ministro de Estado e das Finanças. Tomou posse como Ministra de Estado e das Finanças em 2 de julho de 2013.
O que é que pode resultar de um debate entre uma oportunista política que se vê eleita para o parlamento e alguém com este tipo de CV?
Um massacre completo, como aconteceu.

O que é mais revelador ao ouvir uma audição assim é o fosso de conhecimento e capacidade que existe entre gente como Ana Drago e uma pessoa que toda a vida trabalhou na área. São espertos até um certo ponto, não entrando em detalhes que possam revelar o seu desconhecimento total das questões técnicas em discussão, mas não conseguem sustentar o discurso durante muito tempo. À medida que a sua argumentação superficial é desmontada não conseguem sequer ter o conhecimento para fazer um seguimento pertinente. Limitam-se a ficar pelo ruído mediático.

A imprensa que temos, ou melhor, a imprensa que não temos

Hoje Vitor Gaspar foi ao parlamento. E do que disse ressalta que a informação sobre os contratos de swap era muito reduzida e de carácter processual. Ou seja, a quantificação de valores e perdas potenciais era algo que não foi passado a este governo na data de transição.
Nada que não esperássemos e nada que não tivesse já sido confirmado.

De pouco adianta saber que há uns swaps e que são pedidos relatórios sobre os mesmos se não se souber mais nada acerca do assunto. O que interessa realmente é saber de ganhos e perdas nesses mesmos contratos. Sobretudo quando alguns deles podem ser uma bomba relégio.

A oposição insiste sempre nos mesmos temas. A "mentira" a "demissão" e todo o cardápio necessário para afastar de si a responsabilidade pela contratação dos mesmos e sobretudo da mais que deficiente gestão do processo quer por parte da tutela quer por parte das empresas contratantes.

A mesma notícia em dois jornais e em linhas gerais muito semelhante com destaque para o Público por ter ido mais longe na transcrição de algumas afirmações de Gaspar que são da maior importância.
A informação fornecida era de apenas duas páginas A4 e insuficiente.
De realçar que apenas por imposição da Troyka seria feito (no futuro) um relatório sobre o caso e que a informação que constava da dita pasta era meramente processual.
Saber de perdas potenciais, tipos de contrato, prazos e coisas verdadeiramente importantes só se veio a saber depois de este Governo estar em funções.

Mas o Expresso opta por fazer um título a todos os títulos enganador, enquento que o título do Público é bastante mais claro relativamente ao tio de informação prestada.

Juntando os dois títulos:

Gaspar diz que atual ministra estava "de longa data informada" sobre os 'swaps' mas o “valor acrescentado” da informação sobre swaps era “reduzidíssimo”

Consegue percebe-se perfeitamente até que ponto é manipulativo o título do Expresso. A ideia que querem reforçar é que a Ministra sabia, logo teria mentido ao passo que no caso do Público a ideia que passa é que a informação prestada era insuficiente.
Mais grave é que mesmo na transcrição do Expresso das palavras de Gaspar são omitidas algumas coisas relevantes.
Ainda assim, podiam simplesmente escrever algumas das coisas que Vitor Gaspar disse, nomeadamente o desconhecimento da dimensão do problema porque a pasta não continha informação que permitisse perceber com rigor o montante de perdas potenciais em causa.
Expresso
Gaspar diz que atual ministra estava "de longa data informada" sobre os 'swaps'

Maria Luís Albuquerque conhecia "em profundidade" a questão e "geriu de forma exemplar" a recolha de mais informação, segundo afirma o ex-ministro das Finanças.

Alexandre Costa
10:32 Terça feira, 30 de julho de 2013
João Relvas/Lusa
"Discutimos certamente esta matéria em profundidade (...) (a ex-secretária de Estado do Tesouro e atual ministra das Finanças) estava de longa data informada" sobre os contratos swap, afirmou hoje Vítor Gaspar, respondendo às questões colocadas pela comissão da Assembleia da República.

Por outro lado, o ex-ministro das Finanças, referindo mais adiante a complexidade e implicações das cláusulas dos contratos, disse que a informação mais completa e detalhada só foi recebida pelo Governo mais recentemente.

Vítor Gaspar considerou que a questão central era do domínio público quando o Governo tomou posse, mas que foi necessário um grande trabalho de recolha de informação suplementar, nomeadamente de informação jurídica, uma tarefa que Maria Luís Albuquerque "geriu de forma exemplar".

A informação disponibilizada pelo anterior Governo, "não é no entanto a informação concreta e quantificada de riscos económicos e financeiros e de aspetos jurídicos que permitem as opções políticas. Se essa infomação sistemática existisse na altura da tomada de posse, teria sido possível atuar mais rapidamente", afirmou.

Perante a acusação do deputado do PS, João Galamba, de que Albuquerque teria travado o processo em curso sobre os swap, Gaspar disse que o "processo nunca foi parado, esteve sempre em progresso".

Na declaração introdutória que efetuou perante a comissão de inquérito sobre os contratos swap, o ex-ministro disse que "este Governo encontrou um problema criado pelo anterior Governo, por um conjunto de contratos que em vez de reduzir o risco o multiplicaram".

Vítor Gaspar afirmou mesmo ter encontrado um "padrão de comportamento" existente "pelo menos nos últimos 15 anos", defendendo por outro lado que tudo fizeram para "amenizar as consequências e evitar" a repetição de contratos swap altamente lesivos para o Estado.
Público
Gaspar: “valor acrescentado” da informação sobre swaps era “reduzidíssimo”

Pedro Crisóstomo
30/07/2013 - 13:09 (actualizado às 4:33)
Ex-ministro defende Maria Luís Albuquerque, garantindo que a afirmação da governante sobre a transição de pastas em 2011 corresponde à verdade.

O ex-ministro das Finanças Vítor Gaspar reafirmou nesta terça-feira que o tema dos contratos swap foi abordado em Junho de 2011 na transição de pastas com o anterior tutelar da pasta das Finanças, mas garantiu que a informação que recebeu de Fernando Teixeira dos Santos foi reduzida, de domínio público e sem detalhe sobre a natureza dos riscos associados aos contratos celebrados por empresas públicas.
Gaspar foi ouvido esta manhã no Parlamento na comissão de inquérito aos contratos de gestão de risco financeiro, onde afirmou ter sido ele a suscitar o tema dos contratos celebrados por empresas públicas, colocando a questão a Teixeira dos Santos (a 18 de Junho).
“A questão foi motivada por uma pergunta da minha parte, tendo, de acordo com a minha melhor recordação, sido referido pelo professor Teixeira dos Santos que o assunto seria tratado” na reunião a seguir, que aconteceu dois dias depois. Nesse segundo encontro (quando Maria Luís Albuquerque ainda não fora nomeada secretária de Estado), a informação passada “terá sido profundamente processual”, acrescentou.
O ex-ministro das Finanças afirmou que o actual Governo recebeu um “dossier físico detalhado” sobre as medidas do programa de ajustamento negociadas com a troika, mas ressalvou que a ficha (desse documento) que se referia aos contratos swap não continha “qualquer informação específica” sobre os riscos associados “e como eles se poderiam materializar”.
Para Vítor Gaspar, a ficha – que Teixeira dos Santos já mostrara quando foi ao Parlamento prestar esclarecimentos– dizia respeito apenas a procedimentos globais e genéricos para dar seguimento a esta matéria no quadro do programa da troika. Por isso, o “valor acrescentado” da informação era “reduzidíssimo”, afirmou, dizendo que coube ao actual Governo avançar com os trabalhos sobre a avaliação dos contratos.
A ficha em causa (duas páginas A4) faz referência a um dos pontos do Memorando de Entendimento, para a elaboração de um relatório pela Direcção-Geral do Tesouro e Finanças que analisaria o “risco orçamental detalhado” e “todas as responsabilidades (explícitas e implícitas) das empresas públicas”.
Ex-ministro elogia sucessora
Gaspar procurou, durante a audição parlamentar, defender a actual ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, que enquanto sua secretária de Estado do Tesouro afirmou no Parlamento a 25 de Junho que “na transição de pastas nada foi referido a respeito desta matéria”.
Ouvindo o deputado socialista João Galamba acusar Maria Luís Albuquerque de mentir no Parlamento, Gaspar rejeitou a interpretação dada pelo PS – e a restante oposição – às declarações da actual ministra das Finanças (que esta tarde volta a ser ouvida na comissão de inquérito).
Gaspar insistiu que a questão dos swaps foi suscitada, mas não abordada em detalhe com o anterior Governo nas reuniões de 18 e 20 de Junho de 2011, antes de Maria Luís Albuquerque e os restantes secretários de Estado tomarem posse. A governante “não esteve presente na minha reunião com Teixeira dos Santos, nem na reunião que se seguiu com os secretários de Estado”, garantiu Vítor Gaspar.
“A única interpretação que me parece razoável (…) é que nada [de específico] lhe foi referido na pasta de transição e essa afirmação [no Parlamento a 25 de Junho] corresponde exactamente à verdade, tal como foi reportado”, disse.
Gaspar recordou ainda indirectamente o facto de Maria Luís Albuquerque ter sido directora financeira da Refer entre 2001 e 2007 (altura em que foram celebrados contratos de derivados financeiros), para argumentar que a governante conhecia a questão dos swaps “na sua generalidade” e que o que estava em causa não era esse conhecimento genérico, mas as situações concretas. “Não só não desconhecia, como a conhecia bem. E é uma pessoa que pode ser considerada perita nesta matéria. Colocar a questão sobre se tinha conhecimento geral é simplesmente ridículo, não faz qualquer sentido”.
Os deputados da oposição acusaram, por outro lado, a actual ministra das Finanças de esconder que teve conhecimento da questão dos swaps, referindo-se a uma troca de emails entre Maria Luís Albuquerque e o ex-director-geral do Tesouro e Finanças Pedro Felício em Junho e Julho de 2011. Em causa estão emails indicando uma perda potencial de 1500 milhões de euros para o Estado associadas aos contratos celebrados pelas empresas públicas. A informação foi já classificada por Albuquerque numa entrevista à SIC como insuficiente para detectar toda a dimensão do problema.
Estou um pouco surpreendido. Não muito. Desde há bastante tempo que o Expresso deixo de ser comprado cá em casa. Nem para acender a lareira e o churrasco. Arranja-se melhor e mais barato. Mas pensava que o tão propalado rigor e profissionalismo levasse o Expresso a ser mais sério. Noto que se degradou ainda mais desde que decidi deixar de o comprar.


Manchetes ao nível de tabloide e informação convenientemente expurgada de alguma coisa que não reforce a intenção do jornal.

É esta a imprensa que temos. E diz a imprensa que está em "crise" de vendas. Assim não admira. Até dá para espantar como é que não fecharam já as portas e deitaram a chave fora. A julgar pela qualidade do que escrevem o tempo em que o deviam ter feito já passou há muito tempo.
O prazo de validade já expirou há muito e cheio a podre é mesmo insuportável.