Cortina de fumo

Desde o dia em que se percebeu que os contratos de swap "comprados" durante a gestão socialista podiam causar perdas medonhas para o Estado que a imprensa apostou numa estratégia de ocultação do problema.
Marionetas diligentes como são, rapidamente ensaiaram uma série de estratégias para afastar dos responsáveis a atenção pública.

A 1º técnica foi a de contestar a forma como o governo resolveu o assunto - Terminar contratos através da negociação antes que as perdas aumentassem e pagando os valores devidos.

Começou uma tímida campanha questionando a opção.
E porque é que o Governo tinha pago alguma coisa?
A mesma abordagem de quem contrai dívida e questiona depois a razão de a pagar.
Porque é que não tinham simplesmente dito que não pagavam?
Fácil de dizer, difícil de fazer. Os tribunais não vivem no mundo de faz de conta da esquerda ignorante. Esses fazem valer os contratos e penalizam a parte que não cumpre.

Mas se nessa altura já era óbvio quem tinha feito as asneiras, essa revelação andava estranhamente arredada dos media. Não parecia interessar a ninguém a origem do problema.
Perdiam-se em discutir porque é que se tinha demorado "tanto tempo" a resolver o problema.

E foi aí que a questão da informação passada ao governo quando entrou em funções saltou para ribalta.
Em vez de se preocuparem com a questão de fundo, a tal que valia 3 mil milhões de perdas provocadas por alguém, andavam de volta de declarações da ministra chamando-a de mentirosa a cada parágrafo.
Se a informação que foi passada era irrelevante parecia não importar a ninguém. Interessava era chafurdar na porcaria e arrastar a ministra e outros responsáveis pelo ministério para uma luta suja com características de acusação estalinista. O expoente máximo desta técnica ocorreu numa comissão de inquérito com Ana Drago e um palerma do PCP a questionar a ministra na forma clássica como decorriam os julgamentos fantoche da URSS nos anos 30.

Chegou finalmente o caso do secretário de Estado. Imagine-se que o homem tinha andado a tentar vender este tipo de produtos ao Estado português. Coisa estranha para quem trabalhava num banco e recebia o seu salário (e provavelmente bónus) para proteger os interesses do banco.

Os pundits saltaram à praça pedindo períodos de nojo para estes "indesejáveis". Até personagens do PSD defendiam o mérito dos "académicos" para estes lugares. Seguramente académicos como Teixeira dos Santos que por falta de experiência prática ou pela simples falta de tomates deixava as decisões nas mãos de subalternos. É esse o valor acrescentado dos académicos. É sempre bom ter alguns a "decorar" o executivo. Dão credibilidade e ficam tão agradecidos pelo reconhecimento que nem se lembram de ter espinha dorsal.

E eis que no meio de tudo isto se descobre que entre os interlocutores do lado do Governo estava um senhor que é nem mais nem menos que um assessor de Seguro. E que ainda por cima via com interesse a compra destes produtos para "dar uma maquilhadela" nos valores do deficit.

Pelos vistos, para a imprensa, o dolo está do lado de quem vende e nunca do lado de quem compra com o objectivo de maquilhar as contas.
E estavam todos interessados. Os assessores achavam a opção "interessante". Teixeira dos Santos "viu com interesse" e toda uma cadeia de irresponsáveis determinados em esconder do Eurostat e do povo português o verdadeiro estado das contas públicas achava perfeitamente bem que se comprasse a "capa de invisibilidade do deficit" (muito Harry Potter...)
O processo só não singrou porque um senhor chamado Franquelim Alves terminou liminarmente com a brincadeira. Senhor esse que foi insultado abaixo de cão por ter passado pela SLN. E que afinal foi o guardião da seriedade quando o assessor de Seguro e outros estavam todos contentes com a possibilidade de aldrabar as contas nacionais.

Esperar-se-ia que o nome deste assessor viesse à baila. Apontado como alguém capaz de aceitar este tipo de expedientes sem hesitar.
Mas não. À voz do patético Seguro que classificou a revelação de "baixa política", toda a imprensa faz um silêncio total à volta do caso. Ou, de forma completamente deseonesta tenta repartir culpas entre os dois partidos no poder. Como se por acaso algum dos contratos de swap ruinosos fosse autoria ou responsabilidade de alguém que não o Governo do PS em funções.

Se a imprensa tenta destruir o carácter de alguém que não é de esquerda, isso é direito de informar e exercício da democracia. Se o mesmo tiver de acontecer com um tipo completamente engajado com o PS passa a ser baixa política.
E todas estas tácticas servem apenas para lançar uma cortina de fumo sobre o verdadeiro problema: A forma como os governos PS lidaram com as contas do país durante um longuíssimo período.
Brincaram às empresas, causando perdas imensas e afastando qualquer responsabilidade sem o menor pudor e sem um mínimo escrutínio por parte dos media que apenas servem um lado do espectro político.
Até Judite de Sousa tenta a mesma estratégia quando Marcelo fala do assunto. Por medo ou por convicção, estes briosos jornalistas parecem estar a preparar-se para um dia em que o PS suba ao poder. Assim não poderão ser confrontados com declarações polémicas que lhes possam valer o emprego bem pago e pessimamente desempenhado.

Há um ditado que diz : "Nunca tentes lutar na lama com um porco. Ele tem demasiada experiência tu ficas coberto de porcaria e o porco gosta"

O porco é bem entendido o PS, para quem a sujidade e a intriga nojenta é um modo de vida.
Há qualquer coisa que impede os outros de descer tão baixo.

Um novo conceito de baixa política

Há políticos pequeninos que ainda pensam que se consegue chegar ao poder facilmente.

Mentindo desbragadamente. Mentindo de forma descarada e frontal.

Depois de os eleitores terem percebido até à exaustão a impossibilidade das suas promessas.

Seguro é claramente um deles. Medíocre nas palavras, paupérrimo nas ideias, árido na inteligência promete aquilo que todos sabem ser impossível.

Diz Seguro que revogará os cortes nas pensões. Não diz isto porque seja errado fazer convergir os sistemas de pensões ou indexar o sistema à performance económica do país.

Ele diz isto simplesmente porque quer ganhar eleições mentindo. Sabe como qualquer um de nós que a faixa de pensionistas é enorme neste país. E sabe também que nenhum deles terá ficado contente com a redução dos seus rendimentos.

Mesmo que seja óbvio que a situação do país não pode sustentar um sistema que se alheia da crueza dos números, Seguro dirá isto e dirá muito pior.
Logo para começar nunca quis aceitar as culpas da catastrófica governação socialista. Distanciou-se prudentemente nunca criticando ou defendendo as asneiras do PS. Deixou a alguns mastins socratinos esse papel.

Nunca conseguiu fazer realmente uma limpeza de casa no PS e ficou refém de um grupo que o manipula a seu belo prazer, forçando-o a "indignar-se" periodicamente quando o "bom nome" do PS é posto em causa.

Mas Seguro sabe que o nome do PS está associado a anos de despesismo, rigor de gestão inexistente e negócios mais do que sombrios feitos com dinheiros públicos.
O que nos trouxe a uma situação em que aquilo que o país "gasta" é mais do que o que o país "recebe".

E a solução de Seguro para todos os problemas é: Gastar mais.

Quando a Troyka diz que é preciso reduzir a despesa para conter o deficit nos limites impostos, Seguro diz: eu não corto e não aceito que se corte.

O que Seguro tenta dizer é que esta será a sua posição oficial até ser eleito (se o for) para no dia seguinte passar a ser a contrária.

Seguro mente e sabe que mente. Mas como não tem carisma e  não tem qualquer dote de orador todos sabem que mente.

Seguro inaugurou uma nova era na política. A sua presença torna-a na actividade mais degradante e baixa que se pode exercer. A sua completa falta de noção do ridículo leva-o a atirar pedras a um governo que tem um secretário de Estado que tentou vender swaps quando estava num banco, enquanto que o seu próprio assessor para assuntos económicos estava sentado do outro lado da mesa e "viu com interesse a proposta" do secretário de Estado.

Seguro não é a encarnação da baixa política por ser matreiro e maquiavélico. Ele é a encarnação da baixa política porque não consegue sequer "subir" a um nível minimamente aceitável. Seguro definiu uma nova bitola para um potencial primeiro ministro:

Curriculo académico inútil e duvidoso
Ausência de qualquer experiência profissional
Carisma nulo
Completa incapacidade de se impor dentro e fora do Partido
Incapaz de ser levado a sério
Discursos sem conteúdo e com um ritmo capaz de por qualquer pessoa a dormir
Nulidade em questões económicas, militares, científicas, religiosas e todas as outras
"Excelente" grupo de amigos e "conselheiros"
Uma cara de parvo muito difícil de bater

O ministro que Campos e Cunha não quis ser

À medida que se vão sabendo os meandros da nossa gestão em tempos recentes, sabem-se coisas que são claros indícios da forma como as contas eram aldrabadas com a conivência, ou não, dos organismos europeus.

Depois do ataque sem tréguas levado a cabo pelo PS à ministra das finanças e todo o staff do ministério numa tentativa de desacreditar tudo e todos, o PS esqueceu-se que tem demasiada porcaria para poder fazer este tipo de coisas.

Sabe-se agora que o assessor económico de Seguro esteve envolvido na negociação e compra de produtos que de alguma forma poderiam melhorar os números das contas públicas. Ainda assim esses subterfúgios eram perfeitamente aceites pelo Eurostat. O que não quer dizer que não servissem para mascarar a realidade. A mesma dura realidade que nos bateu de frente em 2011 quando a desorçamentação e as estratégias de adiamento de responsabilidades deixaram de ser aceites pela troyka.
Num esclarecimento enviado à Lusa, o anterior governante responde assim a notícias que se seguiram aos documentos distribuídos esta quinta-feira pelo Governo, em que constava um ofício dos assessores económicos de José Sócrates  - Vítor Escária e Óscar Gaspar - a dar conta de propostas do Citigroup e do Barclays de swap que permitiriam reduzir o défice orçamental em 2005.
Os assessores de Sócrates enviaram um ofício ao Ministro Teixeira dos Santos dando conta das propostas feitas pelo Citigroup e pelo Barclays. As tais entidades "malditas" que vendiam este tipo de produtos e que automaticamente transformaram todos os seus trabalhadores em representantes do mal.
Teixeira dos Santos viu o ofício e remeteu-o para outros. Não sem antes fazer uma anotação
Este ofício foi então enviado ao chefe de gabinete de José Sócrates, Luís Patrão, que o reencaminhou para o gabinete de Teixeira dos Santos, que no mesmo escreve “visto, com interesse, à atenção do Exmo. SETF [secretário de Estado do Tesouro e Finanças]”, Carlos Costa Pina. Teixeira dos Santos esclarece agora que esta nota escrita no ofício - na qual diz “visto, com interesse” - não significa de maneira alguma uma concordância do seu gabinete à proposta apresentada.
Como de costume Teixeira dos Santos não é responsável por nada. Nem sequer da apreciação mais aprofundada deste tipo de propostas que remetia para outros.
Aparentemente as propostas não foram aceites e os contratos não foram realizados.
Mas sabemos que outros o foram. E eram muito menos inócuos do que estes que estão debaixo da lupa da comunicação social.
E todos os que foram feitos de forma completamente descontrolada que iam desde a simples protecção de taxa de juro até aos especulativos em que se verificam perdas superiores ao capital seguro eram também de alguma forma responsabilidade do ministério das finanças e do seu ministro.

Que como é óbvio refuta qualquer responsabilidade. Até a de ter o dever de tutelar este tipo de actuações. Na verdade fê-lo (ou o seu ministério fê-lo) emitindo um despacho dando indicações às empresas públicas de fazerem esse tipo de contratos.
Ainda assim Teixeira dirá que a responsabilidade é de um secretário de Estado ou de um funcionário subalterno. Porque Teixeira dos Santos não é responsável por nada.

Tivemos um ministro durante as duas legislaturas de Sócrates (com a excepção dos 3-4 meses de Campos e Cunha) que conseguiu a proeza de não ser responsável de nada de mau que se fez. E não foi pouco.
Mesmo no caso da peregrina nacionalização do BPN acha que procedeu lindamente. Mesmo quando dizia que não ia custar nada aos cidadãos.

Talvez Campos e Cunha tivesse a honorabilidade que falta a Teixeira dos Santos e por isso tivesse saído tão rapidamente. Teixeira dos Santos prestou-se a tudo. Até a ser tratado como alguém portador de doença contagiosa no fim do Governo de Sócrates.
Usado e descartado. Como um vulgar capacho. Se pensarmos bem foi exactamente o papel de capacho que ele exerceu durante 6 anos. E sabemos agora que nem é responsável pela maior parte das decisões que eram tomadas no ministério. Isso era deixado a secretários de estado, administradores de empresas públicas e directores gerais.

Teixeira de cada vez que fala mais se enterra. Mais se percebe como ele era irrelevante na máquina socratina. Era apenas alguém convidado a representar um papel subalterno.
Não é por acaso que no fim do "reinado" de Sócrates o país tinha as finanças no estado calamitoso que sabemos.

Obrigado Teixeira dos Santos. Como ministro passou a ser a bitola mínima de competência e integridade. Depois de si é quase impossível encontrar um ministro das finanças que consiga ser pior.

Um mau presságio para a esquerda...

Acho um piadão quando ouço o PCP apelar a políticas patrióticas para a salvação do país.

Se alguma vez existiu um partido disposto a vender (dar) o país a uma potência estrangeira foi o PCP.
Se alguma vez houve um grupo de gente completamente descansada em tornar Portugal num satélite sem qualquer vontade própria, foi o grupo que hoje milita no PCP.

Alguns vão desaparecendo. A idade e a doença não perdoam. Mas parece que o país lhes perdoou a ponto de esquecer que esta gente defendia alto e bom som que Portugal fosse um mero peão alinhado com a URSS durante a guerra fria.

E são exactamente estes indivíduos que hoje têm a distinta lata de apelar a patriotismo quando se fala de crise. Lata não será o termo correcto. Falta de vergonha seria muito mais adequado.

Henrique Raposo escreve no Expresso. E escreveu isto:
Eu sei que dói, eu sei que custa ouvir , mas a verdade é que há boas notícias em Portugal. O desemprego voltou a cair pelo segundo mês consecutivo. O índice de produção industrial está a crescer. O índice de confiança dos consumidores também está a subir e, em consequência, a sangria no comércio a retalho está a estancar. Portugal foi o país da OCDE onde a produtividade mais subiu. O consumo de combustíveis aumentou pela primeira vez em dois anos. As poupanças dos portugueses continuam a aumentar e o vício do crédito continua a descer: o endividamento das famílias portuguesas baixou 9 mil milhões desde 2011. E, acima de tudo, o défice externo já foi destruído. Pela primeira vez desde pelo menos 1995, atingimos um excedente comercial positivo devido à queda das importações de bens de consumo e devido à explosão das exportações. O excedente positivo deve ser de 4,5% do PIB no final deste ano e de 6,4% no próximo ano. Repare-se que tivemos um défice externo médio de -8,3% do PIB entre 1999 e 2011 (a mãe de todos os males). O ajuste, portanto, está a ser notável. Entre 2011 e 2013, Portugal foi o terceiro país da Europa a ganhar quota no comércio internacional. Depois de crescerem 4,7% este ano e 5,5% no próximo ano, as exportações representarão 43% do PIB no final de 2014. Em 2009, representavam apenas 28%. Já estamos salvos? Não. Mas é bom que se perceba que Portugal não sairá da cepa torta enquanto não alcançar um equilíbrio sólido na balança de pagamentos. Nós não temos dimensão para mantermos uma economia baseada no consumo interno de importações alavancadas por crédito externo.
Mas isto são apenas números e gráficos. É preciso dar gente e estórias a esta história. E a principal estória é esta: nos primeiros seis meses do ano, foram criadas 20.051 empresas, mais do dobro das empresas que fecharam ou insolventes; há cinco anos que não se criavam tantas empresas em Portugal. Além disso, os sectores clássicos continuam a aguentar: em Vila Velha de Ródão, a AMS Goma-Campus gerou 130 empregos no sector do papel nos últimos anos e prepara-se para aumentar a equipa; gozando da boa fama do peixe português, a Gelpeixe aumentou as suas exportações em 400% nos últimos anos; a Bosch Portugal prepara-se para exportar para África; o sector metalúrgico está em altíssimo nível e criou a Portugal Steel para promover as exportações; a Amorim continua a transformar a cortiça numa coisa sexy; a Corkway Store levou a cortiça para capas dos ipads (haverá melhor capa para telemóveis e afins?); a Galp já produz biodiesel (50 empregos directos) a partir de desperdícios animais e de óleos alimentares; as dormidas em hotéis de cinco estrelas aumentaram 30%; os passageiros low cost para Portugal aumentaram 448% desde 2004; Lisboa está sempre a vencer votações internacionais de "melhor destino de férias"; os nossos hostels dominam os "hoscars".
Estas estórias são a carne daqueles números. E há mais: a quase falida Faurecia (Palmela) conseguiu contrato com a Range Rover e contratou 100 novos trabalhadores; em Famalicão, a Leica cresceu 30% e criou mais postos de trabalho; a Jóia Calçado (Felgueiras) investiu 700 mil euros numa nova fábrica (40 postos de trabalho) para alimentar marcas como a Kenzo e Armani; a Embraer está a tentar trazer mais aviões para Évora, impulsionando assim o cluster aeronáutico em Portugal, tal como a Auto-Europa impulsionou o cluster automóvel. Neste momento, a Embraer já tem seis fornecedores portugueses qualificados. Ainda neste sector, as OGMA garantiram contratos de manutenção de aviões da força aérea francesa, da força aérea dos Camarões e da Virgin Austrália. Sim, é triste e quiçá inadmissível, mas as boas notícias estão aí. 

É espantoso como diante de uma série de indicadores positivos a única coisa que ocorre à esquerda (aos tais patriotas) é tentar desmontar e minimizar um conjunto avassalador de sinais positivos.
Os patriotas querem a todo o custo manter um sentimento depressivo generalizado. Num ambiente de optimismo a sua ideologia não grassa. Se as pessoas estiverem bem ou a sentir a esperança de poder estar bem, ninguém liga a um grupo de caducos extremistas que todos os dias "vendem" desgraças sem fim. Mas as desgraças só chegam pela mão dos outros. Eles, os patriotas, só trazem felicidade e prosperidade. Mesmo que seja completamente óbvio que a não ser que tenham a capacidade de fazer milagres a única coisa que trariam era a miséria generalizada e irreversível.
Não existe um único sítio do mundo em que a ideologia que defendem tenha crescido com a prosperidade. Sempre aconteceu no meio da miséria, com os seus mártires verdadeiros ou inventados ou pura e simplesmente pela força.
É muito fácil explorar o sentimento de inveja dos que não têm nada. E nisso estes patriotas são mestres. A única coisa que pretendem é uma troca de lugares. Trocar de lugar com os ricos.
Quando chegam ao poder não só se esquecem dos "pobres" como parecem ter o condão de transformar todos em pobres. Ou em mortos. Isso sim é uma coisa que eles sabem fazer como ninguém. Os maiores assassinos da história (sem ser em estado de guerra)  foram Estaline e Mao, os ídolos do PCP e de algumas facções do patético Bloco de Esquerda. Bela folha de serviço que têm para apresentar, os patriotas.

Estes patriotas preferem esquecer-se do país e servir a sua ideologia. E perante estes sinais imagino o terror que devem sentir num momento em que as eleições se aproximam.
É plausível imaginar que se a recuperação for uma realidade, o PCP e o Bloco vão uma vez mais perder votação. Afinal estes arautos da desgraça não só previram tudo ao contrário como quando a realidade começa a demonstrar que não tinham razão tentam contorcer a incontornável realidade de modo a servir os seus propósitos (o exemplo mais absurdo que li acerca da situação veio precisamente de Pedro Lains que com a capacidade de análise que revela deve ser uma bela merda de economista...)

O PS também não deve estar nada descansado com isto. Esperava um colapso que correspondesse aos seus vaticínios e acaba com sinais de recuperação a pouco mais de um ano de eleições legislativas.
O que será para o PS ter de se confrontar com a melhoria dos ratios de dívida, de deficit e de todos os indicadores económicos que podemos imaginar?
O que aconteceria a um PS se o desemprego começasse a descer sustentadamente? Ou se o PIB começasse a subir e permitisse o alívio da carga fiscal?

A diferença que as sondagens têm demonstrado evaporar-se-ia num instante. O PS tem tido a intenção de voto daquela faixa de votantes que saltita de um lado para o outro sem grandes convicções ideológicas. Apenas seguem quem menos lhes tira, esquecendo-se convenientemente do que aconteceu no ano passado.
E essa faixa de votantes é a diferença entre uma vitória do PS e uma vitória do PSD. No rato devem estar realmente borrados de medo.

Apesar de toda a campanha militante da imprensa, que nunca foi tão escandalosa como a que assistimos hoje, mantém uma diferença pequena. Seria de esperar um colapso generalizado do PSD nas intenções de voto. Juntando os ataques do PS que vão do normal ao mais baixo que se pode imaginar, a acção do jornalismo de causas patente em todos os jornais de referência e estações de televisão e os ressabiados do PSD que nunca perdem uma oportunidade de "esfaquear" Passos Coelho, até me parece que o resultado não é mau.

A cereja em cima do bolo seria o Governo poder apresentar uma clara recuperação da economia. Uma viragem real. A saída do pântano fétido em que o PS nos mergulhou desde Guterres.

Tudo isto a que estamos a assistir é um péssimo sinal para a esquerda. Desde o PS ao Bloco toda esta gente deve estar a imaginar qual a argumentação a usar caso os sinais positivos se mantenham.

Pedro Lains - Génio ou imbecil com doutoramento?

Economista de pacotilha

Não é a primeira vez que este Pedro Lains e as suas afirmações me dão voltas ao estômago.

A primeira vez que o ouvi falar na SIC e sem saber grande coisa acerca de quem era pareceu-me muito "fraquinho". Estava a promover um livro qualquer sobre a história económica de Portugal e lembro-me de pensar que estava a ouvir alguém particularmente chocho.

Presumir que alguém que tem um doutoramento é alguém que se deve ouvir é um erro crasso.
Veja-se o caso de Zorrinho. Sem qualquer vestígio de espinha dorsal, sempre capaz de por a sua conveniência política à frente da realidade é a antítese daquilo que esperaríamos de um académico.

Pedro Lains parece ser um caso semelhante. A sua cegueira esquerdista leva-o a fazer afirmaç\oes e a defender teses completamente absurdas e na maior parte das vezes estéreis. Mas esta acerca da descida do desemprego será talvez uma das mais ridículas que tenho lido.

Economia de pacote de açúcar

A taxa de desemprego desceu* e, ao que parece, não é apenas um efeito sazonal. Foi uma descida significativa, que ainda pode ser contrariada, mas aconteceu. Graças à enorme contestação política que alastra por todos os cantos do país, à instabilidade governativa, às sucessivas demissões e crises políticas, não há acrescentos à austeridade há mais ou menos seis meses. As duas coisas podem estar relacionadas. Aliás, estão seguramente relacionadas. Mas tudo vai mudar, pois prepara-se nova vaga de austeridade para pôr tudo nos eixos outra vez.

PS: *Há qualquer coisa de estranho com esta descida do desemprego, uma vez que aconteceu sobretudo na agricultura. Por isso, deve olhar-se sobretudo para a paragem, momentânea ou não, do aumento do desemprego.
Fonte: Pedro Lains - Economia e História Económica
 A pior coisa que pode acontecer a esta esquerda sedenta de desgraças é a constatação de que as coisas até podem estar a chegar ao ponto da inversão do ciclo.
A esquerda tem "prometido" um colapso total do país devido à austeridade. E de cada vez que há um sinal positivo tenta dar a volta à questão desmontando as boas notícias na medida do possível.

Quando as exportações começaram a mostrar uma melhoria foram eles que começaram a atribuir essa melhoria às exportações de ouro (na verdade a exportação de metais preciosos tinha contribuído alguma coisa mas não tinha sido determinante para a subida). Depois de se perceber que as exportações continuavam a subir e que os metais preciosos não tinham um peso significativo o tema foi deixado cair.
Nunca mais a esquerda (PCP e BE) se manifestou de alguma forma que fosse relativamente às exportações. Ainda assim quando se fala em taxa de cobertura das exportações ainda ensaiam a técnica de apontar para as importações a descer por causa da austeridade. O facto é que essa parece uma guerra perdida para esquerda.
Mas há outras que ainda pensam ganhar.
O caso da auspiciosa descida da taxa de desemprego é paradigmático. Os números são bons. E à semelhança do que os republicanos fizeram nos EUA, a esquerda desdobra-se em tentativas retoricas de lançar dúvidas sobre os números.
A 1ª tentativa foi a do efeito sazonal. Como se por acaso o factor de sazonalidade pudesse causar tão brusca descida.
A 2ª foi a de dizer que havia menos desemprego porque toda a gente tinha emigrado.
A 3ª e logo servida pela mão de um "doutor" é a de dizer que afinal a esquerda tinha razão porque não há medidas de austeridade há 6 meses...

Pois o senhor doutor é um imbecil, digo eu. Poque as ditas medidas foram impostas há 6 meses e ainda estão em vigor. A subida do IRS, os cortes salariais e todas as medidas que nos foram aplicadas continuam a fazer a mossa que nós sabemos.
No entender deste ridículo académico a menos que haja medidas todos os dias as coisas estabilizam a ponto de haver estas súbitas inversões.

Ou seja, os restaurantes devem ter começado a contratar porque o anúncio do IVA já foi há uns tempos.
Como é que alguém minimamente inteligente pode fazer este tipo de afirmações? Não estamos a falar de um tolo sem educação e sem grande capacidade analítica. Estamos a falar de um doutorado!!!

Realmente a cegueira dos ideais políticos sobrepõe-se a qualquer saber ou cultura. Pedro Lains é o exemplo perfeito disso.
O que me começa a parecer cada vez mais é que atingir estes graus académicos só depende mesmo de tempo e dedicação.
A julgar pelo tipo de cretinos que se consegue guindar a estes lugares a única conclusão que posso tirar é que eu e muitos dos meus colegas que decidimos sair para o mundo do trabalho em vez de ficar a ruminar na academia, poderiamos ter dado excelentes doutorados.


Engraçado como mais uma vez a primeira impressão que tive deste Pedro Lains não me enganou. O homem é um perfeito asno.