Gente pacífica brutalmente agredida

Desde que se tenham dois dedos de testa é claro que não se deve estar num sítio com o Corpo de Intervenção por perto.

Quando fazem uma carga não há nem pode haver discernimento. A ideia é dispersar uma multidão. 40 ou 50 contra centenas ou milhares significa que esses 40 ou 50 têm de ser suficientemente enfáticos para que possam lidar com milhares.

O caso de ontem é verdadeiramente emblemático. Hoje todos os que levaram umas cacetadas são inocentes. Dizem que só estavam alia ver e não concordam nada com as pedradas à polícia.
A melhor forma de o manifestarem seria abandonar as dúzias de arruaceiros e deixá-los sózinhos em frente do CI. Se eles ficassem sózinhos sem "sentirem" apoio da multidão, não teriam arrancado uma calçada para apedrejar a polícia durante mais de uma hora.

A partir do momento em que não arredam pé para ver o que aquilo dá, estão a expor-se a ser tratados como se fizessem parte do "movimento".

Ainda por cima quando a carga acontece, em vez de se porem a salvo, começam a tentar argumentar com um tipo que está farto da multidão até aos cabelos como se isso fosse servir de alguma coisa.
Naquela circunstâncias, após aquele tempo de contenção, deve haver uma raiva contida naqueles polícias de tal forma grande que não vão estar a prestar atenção a esses argumentos. Irão dispensar a bastonada da ordem e seguir para o próximo manifestante "ordeiro". Pelo contrário, os arruaceiros como bons cobardes que são, estão sempre na frente no ataque e na frente da fuga.
Enquanto gritam "tira o capacete", "só bates em mulheres" e outras frases de bravata dignas da capacidade cerebral que demonstram em abundância.

Hoje são mártires da extrema esquerda. Filmados a atirar pedras acabam todos por dizer que não tinham nada a ver com aquilo. Até há um estrangeiro que anda pela Europa "só a ver manifestações".

Quem paga a estes anarco-extremistas para andar pela Europa em manifestações? Quem os acolhe no país? Chegam mesmo na hora do início da manifestação? Obviamente que não. A agitação é calculada, planeada e paga por alguém. Se lerem o 5 dias não é muito difícil perceber quem são.

Seja como for, actos de vandalismo e de destruição da propriedade pública e privada têm de ser punidos. Trabalho comunitário é bem vindo. A fazer recolha de lixo nos eco pontos para aprenderem como se devem usar e não os confundir com material combustível para protestos mentecaptos.

O que se assistiu ontem não é indignação com um motivo. É violência gratuita. Planeada e paga, afirmo-o outra vez.

O comunicado da Amnistia Internacional é mais uma amostra da forma como uma instituição que deveria lutar pelas causas dos inocentes que não se podem defender ou dos culpados incorrectamente ou excessivamente castigados escolhe defender um grupelho de hooligans. Mas nunca vi um comunicado a tecer as mesmas considerações pelo desempenho da polícia num qualquer jogo de futebol. Não há semelhanças? Todas. Absolutamente igual. A Delegação Portuguesa da AI não gosta de futebol nem dos seus adeptos mas gosta dos anarco-extremistas de esquerda? Pois parece que sim.

Em suma, os "inocentes" que levaram umas bastonadas no focinho acabaram por merecer o que lhes aconteceu. Uns porque foram suficientemente estúpidos para pensar que podiam fazer aquilo horas a fio e nada iria acontecer. Os outros porque ficaram a ver. Não ter o mínimo instinto de preservação ou ser incapaz de manifestar repúdio por aqueles comportamentos, que duraram mais de uma hora, abandonando o local não merece melhor tratamento.

São como os palermas que abrandam para ver o acidente. Às vezes a ponto de serem envolvidos noutro.

No fim de tudo a actuação da polícia foi exemplar. Pelo estoicismo dos agentes, pela sua moderação ao avisar repetidamente os manifestantes e no fim por terem levado a cabo o trabalho para que são pagos de forma muito eficiente.
Os nossos agradecimentos.

Hits rock bottom and keeps digging

Não é fácil ser como Seguro. Requer muitos anos a viver num mundo de faz de conta. Num mundo em que qualquer medíocre passa a génio capaz com o marketing adequado.

Juntem a isto a capacidade interminável de mentir e terão José Seguro.

As declarações dele são qualquer coisa que convém analisar com alguma profundidade
O secretário-geral do PS, António José Seguro, afirmou hoje que, se assumir as funções de primeiro-ministro, a austeridade económica e financeira será uma "necessidade" mas não uma estratégia prioritária por parte de um seu Governo.
António José Seguro falava no Centro de Congressos de Lisboa, perante uma plateia de empresários e economistas no âmbito da conferência "Fórum para a Competitividade".
A apresentação do líder socialista aos presentes foi feita pelo antigo presidente da Confederação da Indústria Portuguesa Pedro Ferraz da Costa, dizendo que o líder socialista "fala em alternativa [para o país, mas sem a explicitar] ".
António José Seguro, na sua intervenção, vincou que "há ano e meio" que sustenta que a actual política de austeridade do Governo "falhou", porque a prioridade "deve ser colocada do lado da economia e do emprego, conciliando com rigor e disciplina orçamental".
Já estou um pouquinho farto de  o ouvir dizer "se assumir as funções de 1º ministro" faz isto ou faz aquilo.
Em primeiro lugar alguém deveria chamá-lo de lado e dizer-lhe: "Olha, Tózé... tu és um bocado básico e dotado de uma capacidade de entusiasmar mais ou menos do nível de uma carrada de brita. É bem provável que sejas apenas um líder para queimar na actual conjuntura do PS. Não tenhas muitas ilusões, ok?"

Ele declarar que a austeridade seria uma necessidade é quase digno de gargalhada. Ninguém acredita, ou então se acredita não só é parvo como completamente incoerente, que a austeridade é para este governo uma paixão.

Se assim fosse o que dizer do ódio meio deslocado a Merkel pela imposição da austeridade? Ou bem que é ela ou bem que é este Governo que o faz de modo próprio.
Mas depois acusam o governo de apenas seguir o que Merkel manda fazer (???)

Não bate a bota com a perdigota.

Ele sabe perfeitamente que a austeridade é uma necessidade. E é-o porque nos é imposta para podermos receber ajuda externa.
Afirmar, sem o fazer claramente, que os outros a aplicam porque acreditam piamente na austeridade sem propósito e que ele apenas o faria porque é necessário é digno dum verdadeiro palhaço da política.
É um exercício de uma baixeza incrível e que não passa despercebido aos que estão mais atentos a estas coisas.

A necessidade advém de o SEU partido ter partido TUDO a camartelo. Deixou as contas públicas em tal situação que tivemos de mendigar. E quem empresta não gosta de ver o mendigo a desbaratar o que é dele e EXIGE austeridade. Mas quem tornou Portugal num mendigo foi Sócrates. Não me consta sequer que ele não fizesse parte da bancada ou que tivesse tomado posições opostas ao tresloucado desbarato do seu secretário Geral.

De uma certa forma ele criou a necessidade.

Mas mudou de discurso. A falta de coragem é outra característica de Seguro. E está sempre a vir à tona de água. As suas alternativas vazias e impossíveis de concretizar esbarram no seu próprio discurso.
Como é que ele numa mesma ocasião fala de austeridade "necessária" e de prioridade que "deve ser colocada do lado da economia e do emprego, conciliando com rigor e disciplina orçamental".
Como concilia ele a austeridade com o fomento da economia e do emprego? Ainda um dia destes falava de emprego "subsidiado", ou melhor de estágios...

A verdade é que Seguro não tem soluções. Nenhuma. Porque é um básico, e totalmente incapaz de pensar "fora da caixa".
Seguro é um produto duma educação política viciada em que as soluções vinham sempre à custa de dinheiro que agora não tem. Na falta de dinheiro quase tudo o que possa propor é irrealizável.
Estando por fora da realidade concreta dos números puros e duros o que lhe resta propor é apenas "wishful thinking".

Seguro é um tolo irrelevante. Não pode parar de falar porque se esquecem dele. De cada vez que fala não tem nada para dizer.
Ainda por cima não tem a vantagem do BE ou do PCP que não são directamente envolvidos no que aconteceu ao país. Seguro é um digno herdeiro da trampa que é o PS. Ele é cúmplice em toda a linha da porcaria que ocorreu com Guterres e com Sócrates.
Seguro é um palerma maleável como plasticina, sem carisma, sem ideias, tão entusiasmante  ou contagiante como a peste e completamente impreparado para gerir sequer um partido, quanto mais um país.

Quando eu pensava que ele não conseguia descer mais baixo, aí está ele a contorcer-se nas palavras como qualquer imbecil apanhado em flagrante.

A estátua

Este é mais um dos tais casos em que se critica o resultado e não as causas.

Jorge Coelho, qualificadíssimo CEO da Mota Engil afirmou há algum tempo que quem conseguisse reverter a situação endémica de prejuízo operacional das empresas de transportes merecia que lhe fosse feita uma estátua.

De facto a tarefa não é fácil. Empresas habituadas a um saco sem fundo, enquistadas de péssimos hábitos e de péssimos gestores são difícilimas de recuperar. Ainda mais quando se sabe que a actualização tarifária ficou sem ser feita durante anos a fio.

Não é liquido que as empresas públicas de transportes tenham de dar lucro. São um serviço público que visa proporcionar acessibilidade a todos os cidadãos e isso tem custos que podem ter de ser suportados pelo OE.

Mas o problema destas empresas vai muito para além disto. A CP, Metro do Porto, Carris e Metro de Lisboa contraíram empréstimos em valores absurdos. Talvez para suprir a falta de dotações estatais para investimento ou modernização da rede, mas a verdade é que muitas delas estão numa situação de não conseguir sequer pagar as tranches desses empréstimos que estão a vencer.

A CP por exemplo invoca investimentos na rede para a contração de dívida que foi fazendo ao longo dos anos. Estranho que mesmo assim a cobertura geográfica da rede se tenha reduzido substancialmente mas não sou um especialista de ferrovias.

Quando este governo entrou em funções encontrou 18.000 milhões de dívida no sector. Prejuízos operacionais crónicos. Juros e tranches de empréstimos a vencer. Um cenário de perfeita catástrofe.
Perante o que se sabia, voltar a situação era de facto uma tarefa impossível.

Se bem se lembram houve uma gritaria dos diabos por causa da supressão de carreiras, de limite de horas para certas carreiras e subida de tarifas. Tudo isso aconteceu.
Como é hábito temos os arautos da esquerda a resistir a toda e qualquer intervenção com o pretexto da desigualdade, do limite de acesso aos serviços e até de agenda ideológica. Como se por um passe de magia se pudesse resolver este tipo de problemas deixando tudo ficar como está.

As alterações terão dado algum resultado. A atenuação dos prejuízos operacionais é uma realidade bem patente. Isto depois de o governo ter avançado com o pagamento de tranches de empréstimos a vencer no valor de milhões largos de Euros.

A Carris e a Metro de Lisboa conseguiram entrar no positivo (operacional) ficando o Metro do Porto e a Transtejo ainda abaixo da linha de água.

Se este tipo de resultado não tem mérito não sei o que terá. Pagamos mais pelos passes  pelos bilhetes é certo. Mas num país virtualmente falido é preciso fazer alguma coisa para sair do buraco.Se mantivermos na mesma tudo o que é operação deficitária que pesa no OE nunca mais saimos de onde estamos. Agravado de juros pela passagem de tempo o que torna tudo muito pior.

Nas redes sociais e nos jornais a ironia do Secretário de Estado dos Transportes é passada como arrogância e fortemente criticada.

Mas vejamos a coisa por outro prisma.
O CEO da Mota Engil, que deverá ser alguém com capacidade para encontrar soluções inventivas para as crises afirmou que era um tarefa impossível. Se alguém conseguisse deviam eregir-lhe uma estátua.

Isto diz-nos imediatamente que se Jorge Coelho, que já foi ministro, estivesse a liderar um processo destes falharia estrepitosamente. E só não o faz na Mota Engil porque no seu cargo dourado não tem de fazer rigorosamente nada.
Haverá profissionais competentes na Mota Engil que tomam as decisões com que sua eminência concorda a posteriori.

Se Jorge Coelho tivesse problemas difíceis ou polémicos para resolver faria como sempre faz qualquer "bom" político. Nada. Nada que perturbe o povo eleitor que depois vota neles.
Preferem ver o mundo colapsar em troca de mais uma eleição ganha. E porquê? Porque uma eleição ganha é acesso ao poder e por atacado ao dinheiro sem fim que esse poder pode significar.

Esta é a mentalidade de Coelho e de muitos outros políticos incompetentes que têm passado pela nossa política.

Onde é que pessoas da craveira dele e de Vara ou de Fernando Gomes poderiam exercer os cargos que exercem se não fosse por favor político?
Jorge Coelho pode até estar convencido que chegou ao lugar onde chegou por mérito. A cada um o seu grau de alucinação. A verdade é que Coelho é um básico inculto e com esperteza saloia. Um tipo que é nomeado CEO duma empresa da dimensão da Mota Engil que teve de aprender inglês à pressa para não ser escandaloso.

A ironia do Sec de Estado dos Transportes é uma flechada certeira no coração do monstro xuxa e de todos os seus membros. É a confirmação clara de que eles são maus e estão convencidos que não há ninguém melhor.
Bastou um ano. Um ano para reverter a merda interminável que eles fizeram no sector durante anos.

Ora façam lá uma estátua ao homem. Mas não a Passos Coelho. Aqui o mérito é de Àlvaro Santos Pereira.

De bronze e de preferência num sítio visível.
Mandem a conta ao Coelhone que com o que o gajo ganha deve poder pagar isso sem pestanejar.

O vídeo que devia ser feito para retratar o que somos

Entre as boas facetas deste nosso povo há uma que é muito característica e que inquina desde há anos este nosso pobre país.
É duma certa forma a outra faceta do nosso proverbial desenrascanço. Mas é a faceta má.

É que há quem consiga desenrascar-se admiravelmente e há aqueles que apenas tentam e falham estrepitosamente.

O português procura quase sempre soluções criativas para os problemas, mas no caso dos políticos essa estratégia parece enfermar dum mal: O desenrascanço deles é só de boca. Não conseguem fazer nada. Não é por acaso que a única forma que tiveram de se desenrascar na vida foi terem enveredado pela política.

Andam por estes dias muitos deles a fazer contas de cabeça para perceber como não cortar 4.000 milhões de Euros para o OE de 2014.
E saem-se com soluções dignas de figurar na lista de soluções estúpidas.
Uma delas é a redução dos juros do plano de ajuda. Como se por acaso todos os juros que vamos pagar em 2013 fossem desse empréstimo.
Acontece que dos 8.000 milhões, apenas 30% (2.400 milhões) são do empréstimo do plano de ajuda, ficando ainda 5.600 milhões dos empréstimos de várias maturidades contraídos durante o governo do FDP de Paris e do seu ministro incapaz. Juros esses que ninguém fala em renegociar. Porque mesmo que tentassem os credores prontamente fariam destacar o dedo médio da mão.

Mesmo que se reduzissem os juros do plano de ajuda a metade (coisa verdadeiramente improvável) ficariam 6.800 milhões para pagar. O que ou muito me engano ou ainda continuaria a ser um dos maiores "ministérios" do orçamento. A verdade é que esta solução desenrascada e repetida até à exaustão por políticos que não sabem fazer contas e jornalistas com deficiência mental, não é solução nenhuma. É só mais uma de muitas que nos trouxe até aqui.
As outras brilhantes soluções redundaram sempre na contração de mais dívida ou mais encargos. Os governos "desenrascaram-se" a ter ideias que acabaram sempre em dívida.
A coisa chegou ao ponto de ter de se pedir emprestado para pagar despesas correntes do Estado. Salários e pensões. Um país bem gerido sem dúvida nenhuma.

E é por isso que quando vi o vídeo apadrinhado pelo Professor Marcelo só me dá vontade de os mandar à merda.
A coisa está posta da mesma maneira que muitos portugueses usam para justificar a sua falência familiar: "o banco aliciou-me"

O que aquele videozinho de caracácá insinua é que foi a Alemanha que nos lançou o isco dos empréstimos para depois lhes comprar os carros, os submarinos etc etc.

E tal como se pode dizer a uma pessoa que ela tem a última palavra na tentativa de aliciamento, o país tinha exactamente a mesma opção. Dizer não.
Precisávamos de modernizar a nossa frota com 3 submarinos (notem que Guterres fez um acordo para 3 e não 2 como acabaram de ser comprados)?  Precisávamos mesmo de comprar 37 Leopard 2A6 à Holanda para que os Generais de Cavalaria tenham uns tanquezinhos novos para ver desfilar?

Não. Podíamos ter dito que não.

Podíamos ter feito o Euro 2004 com 4 Estádios. Mas fizemos Luz, Alvalade, Dragão, Bessa, Algarve, Braga, Coimbra, Guimarães, Leiria, Aveiro. 665 milhões deitados pelo cano abaixo.
Podíamos ter dito que não.

As autoestradas sem trânsito em regime de PPP's. Precisávamos delas todas? Sem trânsito que o justificasse, apenas para satisfazer o lobby do alcatrão e alguns autarcas caciques deste país? E onde está o desenvolvimento regional que elas prometiam criar? Quantos milhões em dívida?

Estes palhaços que andam a defender a teoria da redução dos juros foram os mesmos que acharam lindamente que se fizesse um Aeroporto em Beja (que está às moscas). Defendem agora que só falta a auto estrada para Beja para o Aeroporto realizar o seu potencial. Essa auto estrada vai ser também em regime de PPP? O Aeroporto é para exportar bolota por via aérea? Carne de porco preto?
Quantos milhões custam estas aventuras?

A dívida de que estamos a pagar juros é ESTA. 70% desses juros vêm de MERDAS destas. Não vêm de desenvolvimento do país, não vêm de melhores condições de vida ou de ensino, ou de saúde. É de merdas destas.

E depois indignam-se porque quando alguém diz que "vamos ter de aprender a viver com menos" está a insultar os portugueses.
Duvido que esteja a insultar quem quer que seja, mas se for não é a mim. Estará porventura a desagradar à corja de ladrões que agora vê o seu saco de dinheiro minguar. Deve estar a decepccionar aqueles badamerdas da extrema esquerda que defendiam o confisco dos ricos e agora têm o descaramento de dizer que mais de 50% de impostos é demais. E depois aplaudem a medida de Hollande de 75%!!!

Mas que corja de mentecaptos e gente intelectualmente desonesta é esta que passa os dias a comentar na TV e nas rádios?
Mas quem são estes imbecis que defendem o colapso do país pelo não pagamento das dívidas que contraiu?

Dizia hoje um "palermita" no programa do Alvim na Antena 3 que o governo de Sócrates caiu 1 mês depois da manif dos precários em Lisboa.
O estúpido nem sequer reparou que o governo caiu porque já não conseguia financiar-se nos mercados de dívida (o nosso rating tinha passado a lixo) e o PEC IV foi chumbado.
Isto diz bem do grau de imbecilidade do tipo de fulanos que tem tempo de antena neste país.
Dizia o mesmo palermita que as pessoas não podem ter uma visão miserabilista da vida porque têm o direito a ser felizes. E gostam de ir ao concerto e gostam de beber uns copos. De acordo. Mas quem quer fazer isso convém estar seguro de que pode pagar. Eu gostaria de ser feliz  passando umas férias em Teitiaroa. Mas não tenho dinheiro para isso. Nem vou contrair dívida para isso. E depois de atender às minhas prioridades, se sobra dinheiro vou para um sítio modesto no Algarve. Entendeste palerma? A felicidade custa dinheiro e cada um compra a felicidade que pode. A não ser que seja paga por outros o que no caso destes pobrezinhos descontentes com o seu iPhone com plano de dados pago pelos pais parece ser cada vez mais o caso.

Com este grau de imbecilidade não me admira que não tenham ainda percebido que quem tem uma exposição preocupante à dívida soberana é a banca nacional. Não é a Alemanha de Merkel. Esses não compram lixo. Se Portugal fizer default somos nós que nos lixamos. Não é a Alemanha. A banca Alemã já se precaveu aliviando o lastro. Eles não são ricos por serem burros. Burros somos nós. Burros e incapazes de assumirmos as nossas culpas e responsabilidades. A culpa tem sempre de estar com outros. Pois azar. A culpa pode ser dos outros mas nós é que vamos pagar. Ajustem-se.

Se esta gente não comentasse por comentar e se informasse antes de emitir opiniões talvez tivéssemos muito a ganhar. E se em vez de andar a insultar Passos Coelho a cada oportunidade fosse pedir explicações ao PS e ao fdp de Paris porque é que assinaram um acordo que preconizava a redução de 15.000 milhões de despesa em 3 anos talvez fizessem melhor. Mas ainda parece haver alguns pruridos da esquerda esclerosada e idiota em apontar o dedo a um partido de "esquerda". Que por acaso acusavam à boca cheia de fazer uma "política de direita".

Ora vão badamerda se faz favor. Vão badamerda. Os Jerónimos, "Arsénicos", Louçãs, Semedos, Marcelos, Capuchos, Seguros e demais ralé da política. Vão badamerda.

O Bloco

Quem ligasse hoje a televisão ficaria a pensar que decorria o congresso de um dos maiores partidos do país.
Discursos, entrevistas, perguntas a militantes com "interpretações" de lencinhos da OLP ao pescoço. Militantes novos, velhos e alguns supostamente mortos.

Na SIC, SIC notícias, TVI, TVI24.

Vi o Louçã insultar não sei quantas vezes Isabel Jonet. Vi-o desdenhar da ajuda que o Banco Alimentar dá a muitos neste país que não têm a sorte de viver duma cátedra paga com dinheiros públicos. Ouvi-o chamar-lhe caridadezinha. O porco. Vi tudo isso. E muito mais.

Vi um ajuntamento de gente que discute entre si qual o grau de comunismo que é o adequado, que persiste em querer transformar o país num estado pária. Vi gente que não mexe um dedo para ajudar o seu semelhante.

A sua "luta" é caricata. Eles são a caricatura do boneco dos "Homens da Luta". Um megafone, palavras de ordem, uma guitarrinha e está a coisa feita.

Mas eles são nas últimas eleições 288.973 em todo o país. Por oposição aos partidos do Governo que foram 2.159.742 e 653.987 respectivamente.
E é este grupo de imbecis, que viu o seu eleitorado reduzido a metade que EXIGE eleições antecipadas...

São estes patetas os foragidos do PCP e reciclados da extrema esquerda que discutia pelos idos de 75 quem era mais puro do ponto de vista do comunismo - Lenine, Estaline, Mao ou Kim Il SUng.

É este o partido de gente que nunca na sua miserável vida fez nada para melhorar a vida dum seu semelhante. São na sua maioria funcionários públicos. Luis Fazenda, Louçã, Fernando Rosas, Semedo.
Ao contrário do que acontece por exemplo com o PCP. O Bloco considera-se uma elite intelectual com toda a certeza de que é detentora da única verdade possível. A sua.

E vai daí, é arrogante. Um rato com rugido de leão. Um partido que pode muito bem regressar à triste representação na AR durante várias legislaturas - 1 deputado.

Ter o partido mais insignificante do espectro partidário a apelar a um governo de esquerda colocando de fora o PS e o PCP só pode ter uma explicação - esta gente devia estar em tratamento num hospital psiquátrico.
Ou vivem sob a influência de substâncias que alteram fortemente a sua percepção da realidade ou são doidos varridos. Ouvindo um ou dois discursos inclino-me  para a segunda hipótese. Precisam mesmo de uma gotas de lítio e de uma camisa de forças.

Penso o que seria um país com a gestão entregue a gente deste calibre. Tenho dúvida que consigam sequer gerir o dinheiro dos outros. Porque é disso que se trata. O dinheiros dos outros, dos ricos dos banqueiros, dos burgueses, dos ladrões.

Comparemos a cobertura mediática que se dava a estes grupelhos fragmentados da esquerda radical com o que se faz hoje.
É pela importância eleitoral do partido que se justifica este mediatismo? Nem os congressos do PCP têm cobertura semelhante. Nem de perto.
É pelas suas ideias? Têm mérito? Querer parar com a fonte de dinheiro que ainda nos sustenta?
É mesmo isso que esta esquerda bem pensante confortavelmente sentada em lugares dos quais não pode ser despedida quer que aconteça?
São irrealistas ou irremediavelmente estúpidos?

Pelas palavras de Daniel Oliveira é mais ou menos óbvio que o que eles gostam é de falar. É preciso um Daniel Oliveira vir dizer-lhes que sem o PS nunca poderá haver "governo de esquerda". Eles não repararam nisso ou estão tão embrenhados nas suas masturbações intelectuais que preferem negar a realidade.
Mas Oliveira disse mais. E disse uma coisa que é bem o retrato do que permite um partido como o Bloco viver. A citação não é literal mas foi mais ou menos isto:
"sem uma degradação severa das condições de vida em Portugal (que não podemos desejar) o não haverá um governo de esquerda que exclua o PS"

Ou seja, sem miseráveis desesperados a esperança de ver o Bloco chegar ao poder, é nula.

E são estes tipos e uma tal de Raquel Varela que dizem que Isabel Jonet "acha" que quantos mais miseráveis houver mais benefícios ela retira disso. A quem é que aproveita a miséria e o descontentamento?
Só alguém que tem exactamente essa agenda é que se podia lembrar de colocar tal enormidade nos pensamentos (nem é na boca, é nos pensamentos) de outra pessoa.

Agora digam-me lá se Raquel Varela não é mesmo um balde de esterco. Agora digam lá que o Bloco é mais do que um ajuntamento de demagogos com um discurso populista e vazio.